Marcos Rogério pede impugnação de diploma de Natan Donadon

O Deputado Federal eleito Marcos Rogério (PDT) ingressou no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, (TRE) na última segunda-feira (27), com recurso contra a expedição do diploma de Natan Donadon (PMDB). Com isso, o pedetista busca garantir o mandato que lhe foi tirado na última semana, por força de uma decisão liminar concedida a Natan Donadon pelo Ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Ação Cautelar 2763.
Segundo Marcos Rogério, seus advogados ingressaram com recursos no TRE, onde demonstraram com fartos argumentos a inelegibilidade de Natan Donadon, decorrente de condenação criminal, Medida Cautelar no TSE e Agravo junto ao STF, visando garantir sua volta a condição de eleito dentro do prazo para a posse na Câmara Federal, em primeiro de fevereiro. “Estou confiante que vamos reverter a situação, assumir a vaga de Deputado Federal e representar bem o Estado na Câmara Federal, se Deus quiser” disse.
Sobre a decisão da justiça de garantir a vaga a Natan, Marcos Rogério não quis comentar, apenas lamentou que “em um momento em que o judiciário busca moralizar a representação política, com políticos ‘fichas limpas’, é inadmissível um quadro como esse, onde um mesmo tribunal (STF) que condena, em seguida diz que o condenado pode exercer função pública”. “Isso não me parece razoável, nem coerente” finalizou.
Em Rondônia, o recurso de Marcos Rogério foi apresentado pelos advogados Cleiton Conrat Kussler, Silas Queiroz, Julian Cuadal e Luciana Nascimento, e em Brasília, pelo Dr. Marcos Ribeiro.
Agradecimento
Marcos Rogério fez questão de registrar e agradecer o apoio que tem recebido de amigos, correligionários e de seu partido, o PDT. “É gratificante saber que tanta gente está atenta aos acontecimentos e querendo justiça. Isso me tranqüiliza e aumenta minha responsabilidade em fazer um mandato dedicado a essa gente” acrescentou.

Imazon registra 153 km² de floresta desmatada em outubro

Devastação teve redução de 21% se comparada a mesmo mês de 2009. Área equivale ao tamanho de 95 Ibirapuera
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), organização que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação na região amazônica, registrou em outubro o desmatamento de 153 km² de floresta, considerando apenas áreas com supressão total da floresta, onde o solo fica exposto. A estimativa está em relatório do órgão divulgado nesta sexta-feira (10).
A área detectada equivale a 95 vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou a quase 4 vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca, no Rio. Só em setembro, haviam sido detectados 170 km² de devastação na Amazônia Legal, que engloba os estados do Norte, mais Mato Grosso e parte do Maranhão.
 De acordo com o Imazon, a devastação registrada em outubro representa redução de 21% em relação ao mesmo período de 2009. No ano passado, a área desmatada somou 194 km² para o mês de outubro.
 Rondônia registrou 34% do desmatamento observado para outubro de 2010, segundo o Imazon. A capital do estado, Porto Velho, também foi a que mais desmatou a Amazônia no período, com 36,3 km².
O Amazonas foi o segundo estado com mais desmatamento no período, correspondente a 30% do total, seguido de Mato Grosso (16%), Pará (10%) e Acre (10%).
 O relatório também indicou degradação florestal de 562 km² em outubro, relativo a áreas intensamente exploradas pela retirada de madeiras ou por queimadas. Segundo o Imazon, a degradação acumulada entre agosto e outubro somou área de 2.617 km², o que representa um "aumento expressivo", de 244%, em relação ao mesmo período do ano passado, quando a degradação atingiu 760 km².
 Por conta da cobertura de nuvens em setembro de 2010, foi possível monitorar 60% da área da Amazônia Legal.

Brasil passa a integrar grupo de países com baixa prevalência de cárie

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que saúde bucal do brasileiro teve grande melhora como reflexo do Programa Brasil Sorridente. Desde 2003, cresceu 30% o número de crianças sem cárie

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, divulgou nesta terça-feira (28) os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2010). O levantamento, feito com base em entrevistas e exames bucais em 38 mil pessoas, revela que o Brasil passou a integrar o grupo de países com baixa prevalência de cáries, um reflexo direto da implantação do programa Brasil Sorridente, em 2003, que passou a oferecer prevenção, tratamento especializado e reabilitação em todo o país.

Para estar neste grupo, o indicador CPO (sigla para dentes cariados, perdidos e obturados) deve estar entre 1,2 e 2,6, segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde. Em 2003, o país tinha índice de 2,8, passando, atualmente, para 2,1 — melhor que a média dos países das Américas.

“É um resultado expressivo que expressa a prioridade dada à política. Esse é o grande diferencial do trabalho que foi feito: uma decisão política coloca uma prioridade. Essa prioridade é perseguida e isso se reverte em benefícios para a população”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A pesquisa aponta uma queda de 26% no número de cáries dentárias nas crianças de 12 anos desde 2003 — idade usada como referência pela Organização OMS, pois é nela que a dentição permanente está praticamente completa.

Outro dado relevante da SB Brasil 2010 é o número de crianças que nunca tiveram cárie na vida. A proporção de crianças livres de cárie aos 12 anos cresceu de 31%¨para 44%. Isso significa que 1,4 milhão de crianças não têm nenhum dente cariado atualmente — 30% a mais que em 2003.

ADOLESCENTES – Na faixa etária dos 15 aos 19 anos, a queda do CPO foi ainda maior, passando de 6,1 em 2003, para 4,2 este ano - uma redução de 30%. São 18 milhões de dentes que deixaram de ser atacados pela cárie. Entre os adolescentes, 87% não tiveram perda dentária. A necessidade de prótese parcial (substituição de um ou alguns dentes) entre os adolescentes caiu 50%.

ADULTOS – Na população com idade entre 35 e 44 anos o CPO caiu 19%, passando de 20,1 para 16,3 em sete anos. Comparando os números de 2003 e 2010, temos redução de 30% no número de dentes cariados, queda de 45% no número de dentes perdidos por cárie, além do aumento de 70% no número de dentes tratados. Isso significa que a população adulta está tendo maior acesso ao tratamento da cárie e menos dentes estão sendo extraídos por conseqüência da doença.

BRASIL SORRIDENTE - O Brasil Sorridente, criado em 2003, funciona de maneira integrada à Estratégia Saúde da Família, levando atendimento odontológico às residências e escolas. As 20,3 mil equipes de Saúde Bucal - compostas por cirurgião-dentista, auxiliar e técnico em saúde bucal – já atendem em 85% dos municípios do país. Elas são as responsáveis pelo atendimento primário (educação e prevenção, distribuição de kits de higiene, tratamento de cáries, aplicação de flúor, extração e restaurações).

“Essa é uma das áreas em que podemos perceber a dinâmica diferenciada da saúde pública, o fato da saúde ser, ao mesmo tempo, política social, fundamental para a melhoria das condições de vida, mas também uma área dinâmica do ponto de vista da criação de emprego, desenvolvimento, inovação e riqueza. Com uma política criamos mais de 20 mil empregos diretos”, afirmou o ministro.

São as equipes de Saúde Bucal que encaminham os pacientes que necessitam de procedimentos de média e alta complexidade para os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO). Nesses locais, as pessoas contam com tratamentos de canal, gengiva, cirurgias orais menores, exames para detectar câncer bucal e intervenções estéticas. O país tem 853 centros, sendo que mais de 60% deles estão nas cidades com até 100 mil habitantes. O procedimento especializado cresceu mais de 300% desde 2002, chegando a 25 milhões no ano passado.

As medidas de reabilitação são feitas através dos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD), que fornecem os produtos para os CEO’s. Atualmente, 664 laboratórios recebem até R$ 12 mil por mês para a produção de próteses dentárias totais e parciais removíveis, com estrutura metálica.

McFlurry Suflair retorna ao McDonald’s

A partir do dia 27 de dezembro, os consumidores McDonald’s vão ter uma agradável e deliciosa surpresa. Os restaurantes e centenas de quiosques da rede no país voltarão a oferecer o McFlurry Suflair. A sobremesa marca a parceria da rede para os sabores do McFlurry com marcas reconhecidas pelos consumidores, como a Nestlé.

Com um sorvete cremoso de baunilha e 75% de leite na composição, o McFlurry é acompanhado de pedaços de Suflair, o chocolate aerado da Nestlé mais tradicional do mercado, e cobertura de chocolate. “As sobremesas geladas estão entre os produtos preferidos pelos brasileiros. Além da refrescância e do sabor, nossos clientes reconhecem a qualidade de nossos ingredientes e as parcerias que fazemos com fornecedores respeitados no mercado”, explica Roberto Gnypek, diretor de Marketing da Arcos Dourados, empresa que opera a marca McDonald’s na América Latina.

O McFlurry representa um carro-chefe entre as sobremesas geladas vendidas pela rede. Além do McFlurry Suflair, a rede oferece aos consumidores a famosa Casquinha de baunilha, chocolate ou mista, Sundaes, Top Sundae e McColosso. Os clientes têm a opção de saborear as sobremesas geladas nos restaurantes ou nos quiosques, uma inovação da rede brasileira na década de 90 e que virou sucesso em outros países.

Sobre o McDonald's Brasil


A marca McDonald’s é líder no segmento de alimentação fora de casa. Há 31 anos atuando no Brasil, a rede está presente em 144 cidades, localizadas em 23 estados e no Distrito Federal. No Brasil, o faturamento foi de R$ 3,45 bilhões em 2009, o que representou um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior. Esses números garantiram a primeira posição em vendas na América Latina e a oitava posição no ranking global da corporação. Em 2010, a marca foi eleita, pela 12ª vez, uma das melhores empresas para se trabalhar pelo guia Great Place to Work/Revista Época, além do Guia Você S/A / Exame, em 2009.

Sobre a Nestlé – É a maior empresa mundial de nutrição, saúde e bem-estar e opera em 83 países com marcas mundialmente consagradas. No Brasil, instalou a primeira fábrica em 1921, na cidade paulista de Araras, para a produção do leite condensado Milkmaid, que mais tarde seria conhecido como Leite Moça por milhões de consumidores. A atuação da Nestlé Brasil abrange segmentos de mercado achocolatados, biscoitos, cafés, cereais, cereais matinais, águas, chocolates, culinários, lácteos, refrigerados, sorvetes, nutrição infantil (fórmulas infantis, cereais infantis e papinhas prontas para o consumo), nutrição clínica e de performance, produtos à base de soja, alimentos para animais de estimação e serviços para empresas e profissionais da área de alimentação fora do lar.

Atualmente, a rede de distribuição dos produtos cobre mais de 1.600 municípios dos mais diversos tamanhos. A Nestlé Brasil e suas empresas coligadas estão presentes em 98% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel. A empresa tem 30 unidades industriais, localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Emprega mais de 20 mil colaboradores diretos e gera outros 220 mil empregos indiretos, que colaboram na fabricação, comercialização e distribuição de mais de 1.000 itens.

Jovem cacoalense lança site sobre moda e tendências

Gislaine Katrink - editora do site
A jovem Gislaine Katrink lançou recentemente um site voltado para a divulgação de assuntos relacionados ao universo feminino. Confira, abaixo, uma breve resenha:

Sessão Feminina – O blog feito para elas
Sessão Feminina – www.sessaofeminina.com.br – é um blog que veio para ficar e traz uma proposta inovadora: oferecer às mulheres, de todas as idades, informações bem diversificadas sobre moda, comportamento humano, tendências e dicas valiosas para o seu dia a dia. 

O nome, Sessão Feminina, que em princípio pode ser confundido como um arranjo para ajustar o ç (cedilha) de sessão a formula mais bem aceita quando se trata de url http, é, na verdade, Sessão com dois “ss” mesmo. A explicação, óbvia, é que seção, com ç (cedilha), representa um departamento. Mas Sessão, com dois ss, significa reunião, assembleia, ajuntamento. Exatamente essa é a idéia desse blog.

Queremos ser muito mais que um mero departamento. Somos Sessão Feminina, um espaço onde amigas podem reunir-se, através de uma interação, seja através de comentários ou envios de artigos, crônicas, etc.
Nosso foco é centrar esforços em divulgar novidades sobre modas, maquiagem, saúde, mas nada nos impede também de abordar temas ligados à outros assuntos relacionados ao conhecimento humano .
Não deixe de conferir e voltar sempre para acompanhar as novidades. Sejam bem vindos ao www.sessaofeminina.com.br

Perfil: Roberto Salmeron

Roberto Salmeron passou boa parte da vida à procura de quarks e glúons, duas partículas elementares que, se detectadas, poderiam desvendar alguns dos enigmas relacionados à criação do Universo. A caça se deu principalmente nos laboratórios do CERN , o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, em Genebra, um dos maiores núcleos dedicados à fisica de partículas, onde Roberto trabalhou por dez anos. O paulistano, descendente de espanhóis e italianos, foi um dos primeiros físicos a ter contrato na instituição européia. Apesar da paciência e da obstinação, qualidades que Salmeron tem de sobra, e dos meios colocados à disposição de sua equipe, ainda não há provas formais da existência de quarks e gluons. Em todo caso, como ele mesmo diz, nada que não possa ser explicado através de fenômenos já conhecidos da física clássica. Ao invés de abatimento, o que se observa em Salmeron é uma visão otimista da vida. Aos 83 anos, sendo 38 em Paris, ele gosta de dizer que, se não ganhou dinheiro, divertiu-se muito em sua profissão.

Salmeron mora em um apartamento do 20° distrito da capital francesa com sua mulher, Sônia, psicanalista. Nada, na casa do casal, deixa transparecer a carreira de prestígio internacional que construiu desde que deixou o Brasil, em 1950. Nada, salvo alguns diplomas espalhados entre fotos de família e quadros, pintados nas horas vagas. Filho de operários, Roberto estudou em escolas públicas, do primário à universidade. Seguiu os conselhos do pai e se formou em engenharia na Escola Politécnica da USP. Mas antes de receber o diploma, começou a dar aulas de eletricidade e magnetismo em um curso pré-vestibular. Suas explicações eram tão claras que um aluno pediu para taquigrafá-las – notas que se transformaram em apostila disputadíssima entre os estudantes e, mais tarde, em obra de referência. Introdução à Eletricidade e ao Magnetismo fez parte do programa escolar de física por mais de trinta anos!

Experiência interrompida
Roberto foi para o CERN, pela primeira vez, após o doutorado em Manchester, com o prêmio Nobel Patrick M.S. Blackett. Lá ficou por oito anos, até que a saudade do Brasil e o gosto por desafios o levassem de volta para casa. Em 63, o físico largou tudo para participar da criação da Universidade de Brasília, uma experiência inovadora na qual poderia pôr em prática seus dois talentos, de cientista e educador. « Nós bem que tentamos », diz ele, quando lembra a perseguição sofrida durante a ditadura. « Acreditávamos que regimes políticos passam, ao contrário da educação. Até o momento em que não foi mais possível trabalhar com dignidade ». Roberto demitiu-se com outros 222 professores. Após 5 meses desempregado, voltou para Genebra, onde o então diretor do CERN, Victor Weisskopf, o recebeu de braços abertos. Muitos anos depois, o curto e doloroso episódio deu origem ao livro Universidade Interrompida, hoje esgotado. Sem mágoa nem falsos sentimentalismos, ele conta que escrever alguns capítulos o fizera reviver momentos tão difíceis que tinha que esperar meses até poder sentar-se novamente em frente ao computador.

Se no Brasil as portas se fecharam, na Europa e nos Estados Unidos não faltaram laboratórios interessados em contratar o brasileiro. As universidades de Oxford, Trieste e Colúmbia, por exemplo, se manifestaram. Mas em 67, a família Salmeron mudou-se para Paris, a convite da Ecole Polytechnique. « Na Suiça, explica, os filhos teriam educação de primeira linha. Mas na França, teriam abertura intelectual ». Entre 85 e 89, sua reputação o levou a integrar a equipe que indicava candidatos ao Prêmio Nobel.

Futebol com o neto
Roberto Salmeron aposentou-se como diretor emérito de pesquisa da instiuição francesa, mas nem por isso parou de trabalhar. Hoje, ele interpreta resultados de experiências realizadas na França ou em Genebra. Sempre com o mesmo rigor. Há pouco tempo, soube que uma equipe norte-americana que retomou as pesquisas com quarks e glúons quis associar seu nome a um artigo, a ser publicado em uma revista especializada. « Neguei », disse ele, sorrindo. « Ao verificar os resultados, vi que ainda não havia nada de novo. Eles insistiram, mas eu não mudei de idéia – se não acredito, não assino ! »

A família Salmeron vai ao Brasil sempre que pode, mas nunca mais pensou em deixar a Europa. « Nos anos 60, explica, calculei que a ditadura ia durar duas décadas, como de fato durou. Depois, achei que não seria mais útil no país ». Da França, ele mantém quase que frenética correspondência com os amigos brasileiros e se vangloria de nunca ter deixado uma carta sem resposta. Segue atento os desdobramentos da política e dos programas de educação. Por fim, assiste entusiasmado os jogos da Seleção, sempre na companhia do neto, com quem compartilha uma genuina paixão pelo futebol.

Datena é condenado por chamar homossexual de "travecão butinudo"

O jornalista José Luiz Datena foi condenado pela Secretaria de Justiça de São Paulo no processo que é movido contra ele por "discriminação homofóbica". O órgão decidiu punir o apresentador do "Brasil Urgente" com uma advertência.

O processo contra Datena é movido pela Defensoria Pública, que já informou que vai recorrer da decisão da Secretaria de Justiça e solicitar que o jornalista seja multado em R$ 246 mil.

A disputa judicial entre a defensoria e Datena teve início após o apresentador da Band se referir a um travesti que estava envolvido em uma agressão, e que chegou a empurrar o cinegrafista da emissora, de "travecão butinudo". Porém, o apresentador afirma que não houve discriminação e que simplesmente comentou a briga.

"Não houve discriminação. Falei sobre a agressão e não sobre a opção sexual da pessoa", disse Datena, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

Pochmann: Brasil poderia ter superado a pobreza há 20 anos

Se as políticas de desenvolvimento social tivessem acompanhado o crescimento da economia há décadas, a pobreza estaria extinta há pelo menos 20 anos, pondera o economista Marcio Pochmann. O presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) avalia que a presidente Dilma Rousseff tem condições de cumprir sua principal promessa de campanha: superar a miséria.

Um estudo do Ipea divulgado no início do ano prevê que a pobreza extrema seja erradicada no Brasil até 2016.

- A possibilidade de superarmos a pobreza é algo que faz parte da agenda de superação do próprio subdesenvolvimento. O que nós estamos vendo agora é um avanço mais rápido do padrão social e por isso que o Brasil consegue ter esse indicativo de superação da pobreza nos próximos cinco ou seis anos.

Em entrevista a Terra Magazine, Pochmann destaca o desenvolvimento dos últimos anos e os programas sociais do governo Lula.

- Eu acho que nós só podemos comparar o desempenho brasileiro deste ano com o que nós vivenciamos na primeira metade da década de 70, com o chamado Milagre Econômico. Mas esse crescimento de agora tem distribuição de oportunidades.

Apesar dos elogios, ele acredita que Dilma terá desafios maiores. Entre eles, lidar com novas características da economia como o aumento da população idosa e o crescimento da importância do setor de serviços. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega - que continuará na pasta -, já anunciou a necessidade de cortes nos gastos públicos nos próximos anos.

Para Pochmann, o corte deve ser nos gastos improdutivos, como os provocados pelos altos juros.

- Nós vínhamos num ritmo bastante acelerado, crescendo acima de 7% ao ano. E possivelmente teremos um crescimento menor para 2011. Ao redor de 5%, o que já é bastante grande olhando o período recente do Brasil. Uma coisa é o custeio, outra coisa é o investimento. Espero que essas decisões considerem o teor do investimento, que é crucial.

Leia a entrevista na íntegra.

Terra Magazine - A ascensão social e o crescimento da classe C nos últimos anos foram destacados no governo Lula. A que isso se deve?
Marcio Pochmann - Se nós olharmos ao longo do século 20, o Brasil foi uma das nações que mais cresceu do ponto de vista econômico, ampliando a base material que permitiu que deixássemos de ser um país agrícola e nos transformássemos num país industrial.

Crescimento da Classe Média
A despeito desse avanço econômico, os avanços sociais foram relativamente pequenos quando a gente olha o conjunto da população.

O Brasil não fez o conjunto das reformas que os outros países fizeram, não fez reforma agrária, não fez reforma social, não fez reforma tributária.
É natural que sem essas reformas não pudessem ser mais bem distribuídos os ganhos que o Brasil obteve. Apesar dessa característica de um processo muito concentrador, nós sempre tivemos uma forte mobilidade social.

É uma característica do capitalismo brasileiro. Mas nas décadas de 80 e 90 essa mobilidade foi reduzida. Era cada vez mais difícil que os filhos de classe média conseguissem reproduzir o padrão de seus pais.

O que nós temos nesta primeira década do século 21 é a forte mobilidade social. O desafio do próximo governo é como abrir as oportunidades não apenas para a base da pirâmide social, mas também acima dos níveis intermediários.

Como assim?
Isso depende não apenas do crescimento da economia, mas do tipo e da natureza do crescimento. Porque crescer é importante, mas depende do tipo.

O desenvolvimento fundado na produção de commodities permite a economia crescer, mas as oportunidades, a qualidade das ocupações é diminuta.

A expansão de setores de maior valor agregado pode permitir a contratação de pessoas com salários maiores.

No final de 2009, o senhor disse em entrevista a Terra Magazine que 2010 seria o melhor ano para o Brasil. Foi, de fato?

Taxa de crescimento do PIB
Eu acho que nós só podemos comparar o desempenho brasileiro deste ano com o que nós vivenciamos na primeira metade da década de 70, com o chamado Milagre Econômico.

Só que esse desempenho de 2010 é diferente daquele.
Nós crescemos um pouco menos, mas esse crescimento de agora tem distribuição de oportunidades.

Com saída da pobreza de parcela significativa da população e ampliação das oportunidades escolares. Um país que está crescendo sem depender do mercado externo, contrário do que era no Milagre Econômico.

É muito mais saudável o que está acontecendo neste ano de 2010. Especialmente pelo número de empregos formais, que é uma coisa impressionante.

A presidente Dilma fez uma promessa de erradicar a miséria. Isso é possível? Como?
Quando nós falamos em nova classe média no Brasil, causamos a falsa impressão de que se trata de uma classe média com padrão de vida europeu.

Isso não é verdade, estamos num país que carrega as condições de um país subdesenvolvido. A possibilidade de superarmos a pobreza é algo que faz parte da agenda de superação do próprio subdesenvolvimento.

Pobreza
É estranho que o Brasil - já sendo a oitava economia do mundo na década de 70 - tivesse 40% da sua população vivendo na condição de pobreza.

Nós poderíamos ter superado a pobreza há 20 anos.

É bastante peculiar no Brasil o disparate entre a base material e econômica que o país possui e o padrão social.

O que nós estamos vendo agora é um avanço mais rápido do padrão social e por isso que o Brasil consegue ter esse indicativo de superação da pobreza nos próximos cinco ou seis anos. Isso é viável. É evidente que precisa crescer e sofisticar melhor as políticas sociais, mas não é impossível.

E quais os desafios, então?

População aumenta, mas a Taxa decresce
Cada vez mais a gente vem enfrentando a nova pobreza. Ela é caracterizada, em primeiro lugar, pela transição demográfica que nós estamos vivendo. Um processo acelerado de envelhecimento dos brasileiros.

Infelizmente o Brasil ainda não está preparado para lidar com uma parcela significativa da população em condição de pobreza.

Temos 3 milhões de pessoas com mais de 80 anos e em 2030 pode ter cerca de 20 milhões de pessoas com 80 anos ou mais. Isso significa considerar um fundo público de políticas nesse segmento e políticas de saúde nessa direção.

Também estamos vivendo uma transição do ponto de vista da organização da economia, que está cada vez mais centrada nos serviços.

Isso não quer dizer que a indústria e a agricultura não sejam importantes, mas nós vamos gerar emprego é no setor de serviços.

Isso pressupõe uma nova forma de olhar essas ocupações; pressupõe olhar o conhecimento como a principal forma de manejo.

E nós temos problemas sérios na educação.

A necessidade já anunciada pelo ministro Guido Mantega de fazer cortes nos gastos públicos pode prejudicar os investimentos na área social?
Nós vínhamos num ritmo bastante acelerado, crescendo acima de 7% ao ano. E possivelmente teremos um crescimento menor para 2011. Ao redor de 5%, o que já é bastante grande olhando o período recente do Brasil.

Uma coisa é o custeio, outra coisa é o investimento.

Espero que essas decisões considerem o teor do investimento, que é crucial uma vez que o investimento é a melhor política para conter a inflação.

O investimento permite ampliar a capacidade produtiva gerando mais produtos e serviços e evitando uma inflação de demanda.

O senhor acha que seja necessário reduzir os gastos públicos?
Sim. Se olharmos o gasto como um todo, incluída a despesa com juros, eu não tenho dúvida.
Nós temos todas as condições de reduzir a despesa pública, especialmente aquela que é improdutiva para o país: a despesa com os juros.

O Brasil está gastando de 5% a 6% do PIB. Isso é um gasto elevadíssimo, um absurdo.

A economia já cresce o suficiente para que seja possível haver ajuste fiscal sem que isso afete o crescimento da economia?

Crescimento da Economia
Eu acredito que nós já abandonamos essa fase de ajuste fiscal. Essa política sofreu derrotas nas últimas três eleições.

O Brasil, de uns tempos para cá, trocou o ajuste fiscal pelo desenvolvimento.

O que está em jogo neste momento é: quais são as condições macroeconômicas para garantir o desenvolvimento brasileiro.

As finanças públicas são o meio, não o fim.

Nos anos 90, o ajuste fiscal era o fim. O governo estava organizado para o ajuste fiscal. E lamentavelmente o que nós vimos foi um aumento do endividamento público, especialmente comparado ao PIB. E o aumento da carga fiscal.

Hoje o que estamos verificando é que a dívida pública caiu. E não porque teve ajuste fiscal, mas porque a produção cresceu mais rapidamente.


http://redecastorphoto.blogspot.com/2010/12/pochmann-brasil-poderia-ter-superado.html

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Clarim da Amazônia