E-mail enviado ao gerente do Banco do Brasil de Vilhena

*Dejanir Haverroth
Caro gerente Paulo Wagner Damasceno. Quero, nessa oportunidade em que encerro a conta de minha empresa no Banco do Brasil de Vilhena, agradecer pelas diversas vezes em que fui humilhado nas tentativas de fazer a atualização do cadastro de pessoa jurídica. O que eu pensava ser ruim transformou-se em possibilidades para mim e minha empresa.

Quando a Julia Nardini me disse que o BB não tinha interesse em manter esse tipo de cliente jurídico (que faz movimentos simples, sem usar limites ou cheques especiais), caí na real. Acordei para ver outras possibilidades e encontrei. Encontrei o ITAÙ e o HSBC com suas facilidades, tarifas baixas e atendimento rápido. Vi que as filas do Bradesco existem porque eles atendem bem os clientes. A Caixa Econômica atende com humildade os pobres dos programas sociais do Governo Federal e também os grandes investidores. Descobri que em Vilhena existem bancos formados por empresários locais, através de cooperativas, e que valorizam a todos os clientes.

Quando você me atendeu dizendo que ia resolver a situação, esqueci-me do corporativismo barato praticado por esses tipos de departamento público. Que bom que você me decepcionou, assim não corro mais riscos de acreditar em contos de fadas e papai Noel. Três semanas se passaram e não consigo sequer sacar o dinheiro que tenho na minha conta e não consigo movimentar por incompetência do banco. Foi bom, assim não gastei nada.

Sobre os prejuízos morais e financeiros que tive por conta desse transtorno, eu me perdôo. Nem vou falar do quão burocrático e complicado é esse banco e nem que trata-se de uma autarquia pública/privada ou que uma considerável parte de seus funcionários se comportam como funcionários públicos com mentalidade do século passado – concursados, estáveis, corporativistas e acima do bem e do mal. Cheguei a registrar ocorrência na polícia, contratar advogado para processar o banco, mas reconsiderei tudo. Foi uma grande experiência e, afinal, eu cresci com isso.

Peço desculpas por ter perdido minha paciência depois de tantos transtornos. Eu deveria ler mais o livro de Jó. Talvez Ele pudesse me fazer ter paciência e fé, que não tive o suficiente. Todo o transtorno causado a mim e minha empresa pelo Banco do Brasil é motivo de comemoração, porque nos proporcionou momentos únicos de reflexão. Eu e meus filhos assistimos juntos o filme “O Segredo”, para superarmos o trauma. Baixei artigos da internet, reli alguns livros de auto-ajuda. Usei o Banco para exemplificar tudo o que meus filhos e os demais funcionários NÃO DEVEM FAZER COM OS CLIENTES DA EMPRESA.

Só depois de ser humilhado por vocês é que descobri que minha empresa pagava as tarifas mais altas do mercado para ser mal atendida. Só então percebi quanto tempo eu perdi com um banco que não me quer. Que não quer os brasileiros da classe que mais gera emprego nesse país. Quer apenas os grandes investidores. Quer apenas gerenciar recursos do governo Federal para crédito Rural Imobiliário e sugar boa parte dele. (Grande parte dos recursos destinados ao fomento não chegam ao seu destino). Eu era um ingênuo, achava que o Banco do Brasil era do BRASIL.

E-mail enviado para Paulo Wagner Damasceno, gerente da agência de Vilhena do Banco do Brasil (paulowag@bb.com.br) - terça-feira, 30 de novembro de 2010.


Dejanir Haverroth é jornalista e representa a empresa Comunicare Organizações Ltda

Sipam e MP apresentam plano de recuperação do rio Palmeiras a produtores de Espigão do Oeste‏

Uma audiência pública reunirá nesta terça-feira (30/11), em Espigão do Oeste, representantes de órgãos públicos e proprietários rurais para dar início ao projeto de recuperação das matas ciliares do rio Palmeiras, responsável pelo abastecimento de água do município. A atividade visa engajar a população local e apresentar as etapas do plano de trabalho que pretende dar sobrevida aos cursos d’água da bacia, hoje ameaçada pela ação humana.

Com 1.127 quilômetros de extensão, a bacia hidrográfica do Palmeiras é a terceira do estado a receber as ações capitaneadas pelo Ministério Público de Rondônia com suporte do programa Probacias, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Ouro Preto do Oeste e Jaru já se encontram em estágios mais avançados de recuperação de seus mananciais de abastecimento público. Em Espigão, a recuperação poderá beneficiar diretamente 28.892 habitantes.
Nesta primeira etapa, trinta e nove produtores rurais foram notificados pelo promotor Glauco Maldonado Martins a participar da audiência, cujas propriedades estão inseridas na área considerada prioritária para início das atividades. “Neste primeiro encontro com os proprietários, apresentaremos o programa e mostraremos a importância de se cuidar da qualidade da água, buscando engaja-los na reconstituição das matas ciliares”, explica Ana Cristina Strava, coordenadora de operações do Sipam. A audiência está marcada para as 13h30, no Tribunal do Júri do Fórum da cidade.

Cacoal será contemplado com R$ 28,53 milhões para obras de sistema de esgoto e drenagem, anuncia senadora Fátima

O Ministério das Cidades selecionou, para a primeira etapa do PAC 2 no âmbito da pasta, dois projetos para o município de Cacoal, cujos investimentos somam R$ 28,53 milhões. A informação é da senadora Fátima Cleide (PT-RO), que ao longo de 2010 trabalhou para que o município fosse contemplado com recursos para saneamento e drenagem.

“São obras fundamentais para a cobertura sanitária do município, que pelo crescimento e economia que representam no estado de Rondônia precisa de atenção redobrada no setor, e isso a prefeitura está fazendo. Acompanhamos desde o início o processo de encaminhamento dos projetos da prefeitura, e ajudamos a sua tramitação com apoio técnico do mandato”, disse Fátima.

Os dois projetos selecionados para Cacoal são a ampliação do sistema de esgotamento sanitário (R$ 18,98 milhões) e pavimentação e drenagem dos bairros Village 2 e Jardim da Saúde (R$ 9,55 milhões).

O Ministério das Cidades também aprovou propostas selecionadas pelo Comitê Gestor do PAC2 para os municípios de Ariquemes, Porto Velho e Ji-Paraná. Os projetos contemplam ações nas áreas de saneamento, pavimentação, urbanização e ampliação do sistema de abastecimento de água. Os recursos totalizam R$ 243 milhões nessa primeira fase de seleção do PAC 2, programa lançado no final de março deste ano pelo presidente Lula.

Encerra o curso de agentes ambientais indígenas promovido pela Kanindé

Capacitar indígenas do corredor etnoambiental Mondé Kawahiba, localizado nos estados de Rondônia, Mato Grosso e sul do Amazonas, para o desenvolvimento de atividades de proteção e vigilância de seus territórios. Esse é o objetivo do segundo Curso de Agentes Ambientais Indígenas, organizado pela Associação de defesa etnoambiental Kanindé. A ação é resultado de uma parceria com vários órgãos como IBAMA, ICMbio, Batalhão de Polícia Amabiental, FUNAI e Corpo de Bombeiros é financiada pelo Consórcio Garah Itxa, que inclui também a ACT Brasil e o Instituto Internacional de Educação – IEB. O curso foi no Centro de Formação da Kanindé, em Porto Velho que começou no último dia 19 encerrou ontem 27 de novembro e reuniu 25 indígenas das etnias Surui, Uru eu wau wau, Amondawa, Cinta Larga, Jiahui, Kanoé, Tupari e Zoró.

Na última aula, os indígenas receberam instruções do programa PrevFogo do IBAMA. Aprenderam as técnicas de combate a incêndio florestal e como usar equipamentos como abafadores.

Sobre o curso
A estrutura curricular é composta por oito módulos, além de palestras e atividades complementares oferecidas dentro de uma carga horária de 180 horas. Entre os temas abordados estão: Papel do Agente na Área Protegida; Direito Ambiental; Direito Indígena; Cartografia; Uso do GPS; Educação e Interpretação Ambiental; Primeiros Socorros; Proteção de Terras Indígenas (monitoramento terrestre e aquático); Resgate Aquático; Combate e Manejo do Fogo; Radiocomunicação entre outros. “É uma ótima oportunidade para aprendermos e podermos aplicar na nossa comunidade esses ensinamentos”, diz Marcelo Parintintin, um dos alunos do curso.
Por meio de um processo de construção de conhecimento, o curso se propõe a unir aspectos teóricos e práticos. “O treinamento vai permitir que os participantes protejam, monitorem e detectem atividades ilegais no meio ambiente e em seus territórios para que, dessa forma, colaborem com a preservação da natureza”, explica o coordenador do curso, Paulo Afonso Junior. Além disso, os indígenas poderão ser multiplicadores de atitudes de proteção e conservação da diversidade biológica e cultural em seus territórios.

Sobre o Consórcio Garah Itxa (Unidos com a Floresta)
O Consórcio Garah Itxa é um programa que trata de desafios chaves para a conservação e gestão territorial de terras indígenas localizadas no Corredor Etnoambiental Mondé-Kwahiba, que engloba o leste de Rondônia, o oeste do Mato Grosso e o sul do Amazonas. O Consórcio pretende reformular o conceito de corredores biológicos e sua transformação em “corredores etnoambientais” que diretamente incorporam as ações de povos indígenas na conservação. O programa terá duração de três anos e estão previstos três resultados: colaborar com a estruturação da Gestão Territorial Indígena; fortalecer organizações indígenas; e criar atividades para geração sustentável de renda.
O Consórcio é liderado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e executado em parceria com a Associação Metareilá, Kanindé, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Conservação Estratégica e ACT Brasil.

Fonte: www.kaninde.org.br

Energias Renováveis Sustentáveis será tema de evento que debaterá tecnologias sociais

A prefeitura de Porto Velho e a Universidade Federal de Rondônia (Unir), em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia e a Secretaria de Ciência e Tecnologia, realizam nos dias 29 e 30 de novembro a “2ª Mostra de Tecnologias Sociais Energias Renováveis Sustentáveis”. O evento será no Instituto Federal de Rondônia (Ifro), antigo Cetene. No primeiro dia a programação do Seminário tem o início previsto para às 14h e no segundo, às 08h.
O Seminário é o desdobramento da 1ª Mostra de Tecnologias Sociais de Porto Velho, realizada em outubro de 2009, com o tema “Porto Velho também Cria, Desenvolve e Reaplica Tecnologias Sociais”, e faz parte de uma política adotada pela prefeitura para popularizar o conhecimento tecnológico e também permitir que as alternativas encontradas pela sociedade sejam utilizadas em prol de um número maior de pessoas.
No primeiro dia, a partir das 14h30, o tema em discussão será “Economia Solidária e Tecnologias Sociais”, palestra que será ministrada por Isabel Miranda, da Rede de Tecnologias Sociais (RTS) e por Alex Cypriano, do Instituto Federal da Bahia (ITCP), representante do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM). Às 19h30, o assunto em debate será “Ciência para o Desenvolvimento Sustentável: Tecnologias Sociais e Energias Renováveis”, que será palestrado por Heitor Scalambrini Costa, mestre em energia solar, doutor em Energética e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e por Artur de Souza Moret, doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos e pró-reitor de Pesquisa do Ifro.
“Disseminação de Fogões Ecoeficientes no Nordeste do Brasil” é o tema que abrirá as palestras do dia 30, às 09h. O palestrante será Jorgdieter Anhalt, Diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis (Ider), Às 10h, Rodrigo Fonseca, analista da Financiadora de Estudos e Projetos, Área de Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Finep/ATDS), palestra sobre “Ciência Tecnologia e Sociedade”.
O ciclo de debates encerra à tarde, com a conferência, “Universidade e Tecnologias Sociais”, prevista para às 14h30, será ministrada por Ney Cristina, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e assessora especial do Fórum de Pró-Reitores de Extensão (Forproex); Isabella Lussi, professora doutora da Universidade Federal de São Carlos (SP); Marilise Doege Esteves, pró-reitora do Ifro – Campus Porto Velho e Ricardo Gilson, pró-reitor de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis da Unir.
Paralelo aos debates serão montados para visitação pública, vários estandes de tecnologias sociais já reconhecidas como: aquecedor solar de baixo custo, biodiesel com óleo de babaçu, fogão eficiente, aproveitamento de óleo como biocombustível, Conexões de Saberes, Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), Projeto Reca, pesca sustentável, diagnóstico etnoambiental participativo, ciência florestal, uso e manejo de plantas medicinais na Amazônia.
“Com essa mostra que chega a sua segunda edição, estamos reconhecendo e nos apropriando dos conceitos das TS. É também o primeiro passo de uma articulação mais ampla entre as instituições parceiras”, adiantou a chefe da divisão de Apoio à Ciência e Tecnologia da prefeitura de Porto Velho, coordenadora da Mostra, Nina Sayonara.
Criada em dezembro do ano passado, a divisão de C & T está articulada hoje ao departamento de Renda e Fomento à Economia Solidária, da secretaria municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo (Samdestur), que possui também, divisões de Microcrédito, Apoio à Empreendimentos Solidários e de Uso dos Espaços Públicos.

Por Joel Elias
Fotos: Medeiros

Entrevista com Confúcio Moura - Por Zé Katraka

Confúcio Aires Moura veio para Rondônia em meados da década de 1970. Para ser mais preciso, em 1975 desembarcava em Ariquemes como médico recém formado. “Naquele tempo Ariquemes se dividia em duas vilas, uma era a chamada Vila Papagaio e a outra Ariquemes”. Na época Ariquemes ainda enfrentava os problemas da desativação do garimpo manual de cassiterita decretada pelo governo federal em 1970. Os requeiros apesar da proibição insistiam na cata do minério e em conseqüência, enfrentavam os mais diversos perigos de vida, entre eles, o pior de todos, a malária. Foi assim que o médico Confúcio Aires Moura começou sua peregrinação no meio da população, curando doentes, não importava a hora, até que foi contratado pela Cia Mineradora e as coisas começaram a melhorar.

Casado com Maria Alice, pai de Bárbara e Débora e avô de Isadora, Beatriz e Rebeca, Confúcio além de médico é escritor e foi deputado federal por três mandatos, prefeito de Ariquemes duas vezes e agora é o governador eleito e vai governar Rondônia a partir de janeiro de 2011. “Para construir uma Nova Rondônia”. Simples na maneira de agir e de falar, Confúcio conquistou o eleitorado de Rondônia tendo conseguido expressiva votação nos pleitos de 3 e 31 de outubro passado.

Ao assistir os programas eleitorais e depois as entrevistas do governador eleito, notamos que pouca coisa era falada a respeito de projetos culturais. Foi então que resolvi procurar sua assessoria e agendar uma entrevista para falar em especial, do projeto cultural do governador Confúcio Moura. Nosso primeiro encontro aconteceu na manhã de segunda feira dia 22 durante a gravação do programa do deputado Euclides Maciel na RedeTV-Ro, por volta das sete horas da manhã. Ali solicitamos diretamente ao governador a entrevista que por sua solicitação foi agendada para o dia seguinte terça feira às 7h00, na famosa casa amarela da rua Quintino Bocaiúva. No horário marcado lá estávamos, juntamente com o fotografo Elienio Nascimento (o salvador da pátria). Acontece que no meio da entrevista meu gravador “pifou”. Já pensou, consigo uma entrevista exclusiva com o governador, e na hora “H” o gravador emperra! Fiquei com a cara no chão pelo constrangimento, afinal de contas, a sala de espera estava repleta de políticos importantes querendo falar com o “Home” e meu gravador falha. Foi então que o Elienio entrou em cena com seu celular super equipado e gravou o restante da entrevista. Acontece que em virtude do episódio com meu gravador perdi o pique e a entrevista não saiu do jeito que eu havia imaginado, mesmo assim deu pro gasto. Leia, analise e me informe se serviu para esclarecer alguma coisa ou não!

ENTREVISTA
Zk – Nossa praia é a cultura. O senhor vai realmente criar uma secretaria especifica, ou seja, a Secretaria de Cultura. Quem será o secretário?

Confúcio Moura – Nossa pretensão é realmente desmembrar a Secel dividindo em duas secretarias, a de Cultura e de Esportes, porém isso leva algum tempo, não é assumir e assinar uma portaria criando a secretaria de cultura é preciso encaminhar a solicitação a Assembléia Legislativa. Creio que em seis meses isso será resolvido.

Zk – A Secel vai ser administrada por qual partido da base aliada?

Confúcio Moura – Olha, pelo menos até hoje (dia 23), ainda não temos essa resposta. Estou conversando com os dirigentes dos partidos aliados e provavelmente até o final desta semana saberemos qual o Partido que vai administrar a Secel.

Zk – É verdade que a Secel é uma das secretarias mais cobiçadas?

Confúcio Moura – É o que estão dizendo e o que se lê nos sites. Que bom que muitos se interessam pelo Esporte e pela Cultura.

Zk – Lemos na coluna do Robson Oliveira que um dos fortes nomes a assumir a Secel é o do Júlio Olivar. O senhor confirma isso?

Confúcio Moura – O Júlio Olivar é meu amigo lá de Vilhena foi um dos primeiros a abraçar nossa campanha no Cone Sul e caiu em campo mesmo. Em Vilhena tínhamos um dos menores índices de aceitação, segundo as pesquisas e o Júlio juntamente com outros amigos colocaram nosso nome nas costas e o resultado foi que terminamos por reverter o quadro.

Zk – E o senhor então o convidou para ser o secretário de Cultura?

Confúcio Moura – Realmente fiz esse convite, afinal de contas ele é uma pessoa que se preocupa muito com a questão cultural do nosso estado e por isso o convidei para ser o secretário de cultura, só que ele não aceitou, preferiu trabalhar o Turismo. Deve assumir a Setur.


Zk – Ainda na área cultural. Quais seus planos?

Confúcio Moura – Independente de quem seja o secretário, temos um plano de governo para o setor cultural.

Zk – Vamos falar sobre esse assunto:
Confúcio Moura – Vamos regulamentar e sancionar a Lei de Incentivo a Cultura que já foi aprovada pelos deputados estaduais. Vamos criar o Conselho de Cultura e em conseqüência o Fundo Cultural. Vamos criar a secretaria de Cultura.

Zk - Quanto aos projetos culturais?

Confúcio Moura – Vamos trabalhar muito com Editais, afinal de contas é o que vem dando certo nacionalmente falando. Vamos criar os prêmios para determinados setores da cultura. Na realidade, você Zekatraca foi o portador da minuta de um Projeto Cultural discutido e elaborado pela categoria, nesse projeto todos os segmentos estão contemplados. Vamos procurar colocar o projeto de vocês em prática. A pessoa que assumir a secretaria de cultura vai ter apenas que seguir o que a categoria discutiu e planejou. Com o mínimo de ajuste, o projeto de vocês será colocado em prática. Outro setor que deve ser olhado com carinho é o de turismo.

Zk – Já sabemos que o Júlio Olivar pretende ser o Superintendente da Setur. E o que mais vai acontecer no setor de turismo?

Confúcio Moura - É preciso valorizar os turismólogos, que são técnicos e conhecem a área. Cabe ao governo ser parceiro da iniciativa privada e divulgar as potencialidades turísticas, as festas tradicionais, nossos hotéis de selva. Turismo é uma indústria que oferece emprego e gera renda, e tem que ser tratado com profissionalismo.

Zk – Voltando a Cultura. O senhor sabia que os funcionários da Secel em sua maioria, acho que quase 90%, são comissionados. Quando o senhor assumir em 1º de janeiro vai encontrar a secretaria praticamente vazia, sem funcionários e em conseqüência sem condições de funcionar. Como o senhor pretende administra esse problema?

Confúcio Moura – Nesse caso vamos ter que ficar com parte desses comissionados para não deixar a máquina parar. Vamos conversar com a equipe de transição para saber sobre o funcionamento da Secel e então vamos tomar uma decisão. Caso seja preciso vamos manter os comissionados lá.

Zk – A grande expectativa da população é quanto os nomes que vão compor seu secretariado. O senhor pode nos adiantar alguma coisa sobre esse assunto?

Confúcio Moura – Depois de receber os relatórios finais da Comissão de Transição, depois de ouvir os partidos aliados, é que nomearei os secretários, adjuntos e chefes de departamentos e gerencias. A data para a apresentação dos nomes dos secretários será dia 10 de dezembro. A única pessoa, pelo menos até agora, que posso dizer que está confirmado como um dos integrantes da nossa equipe é o Coronel Lioberto Ubirajara Caetano para o comando do Corpo de Bombeiros. Aliás, todos os nomes que por ventura venham a ser convidados terão que passar pelo crivo do Ministério Público Estadual. Quero uma equipe formada por “Ficha Limpa”.

Zk – Outro assunto que vem chamando a atenção é quanto a Agencia de Fomento. Como e quando vai começar a funcionar essa agencia?

Confúcio Moura – É nossa pretensão criar uma agencia de fomento para apoiar os pequenos empreendedores rondonienses. Existem milhares de pequenos empreendedores no Estado que precisam apenas de um empurrãozinho e de capital de giro pra deslanchar seus negócios e gerar emprego e renda.

Zk – Um dos grandes problemas de Rondônia é a saúde. Como o senhor pretende solucionar esse câncer?

Confúcio Moura - A tônica de meu governo será a eficiência, o Estado tem que facilitar a vida do povo. As filas nos postos de saúde são inaceitáveis. O SUS tem que mudar. Quanto a isso a eleição da presidente Dilma nos dá um alento.

Zk – Vamos falar sobre segurança pública?

Confúcio Moura - Os nossos recursos humanos na área de segurança pública são excelentes. Porém, faltam condições de trabalho, nas delegacias, nos presídios. Há deficiência na apuração dos inquéritos, nas investigações, nas estatísticas. Os recursos tecnológicos estão defasados. Temos que deslocar o efetivo da polícia para onde acontecem os crimes. O crime tem local, hora e data pra acontecer. O serviço de inteligência é um trabalho silencioso, de investigação, e dá resultados.

Zk – O senhor confirma que o secretário da Sejus será um agente penitenciário?

Confúcio Moura – Cumprirei o que prometi durante a campanha. No quadro do estado existem agentes experientes, com formação em administração pública e altamente capacitados.

Zk – O atual governo abriu concurso para Agente Penitenciário. Acontece que muitos que foram aprovados no último concurso realizado pelo governo, ainda não foram convocados para assumir, Como o senhor pretende resolver esse problema?

Confúcio Moura - Os agentes que foram aprovados em concurso que estiverem com prazo de validade em vigor, serão chamados e treinados na academia,

Zk – E o Detran?

Confúcio Moura - Ainda não tenho o diagnóstico definitivo da autarquia, uma coisa é certa, estudarei a legalidade do Detran ajudar a pagar as contas dos hospitais, em função do alto índice de acidentes de trânsito. Precisamos implantar uma política firme de prevenção de acidentes, nas escolas e nas ruas. E colocar o Detran para dialogar com a Semtran (Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito).

Zk – Para finalizar. A menina dos olhos do seu governo é a educação segundo o senhor tem proclamado em suas entrevistas. Quem vai mandar na Seduc?

Confúcio Moura – Falei outras vezes - Não quero negociar politicamente a Secretaria de Educação. Quero que todos os meus aliados me poupem de constrangimentos. Eu, ainda não tenho o secretário ou secretária de educação, francamente não tenho.

Gostaria que fosse um bom administrador. Um comprovado administrador. Que fosse um excelente gestor de pessoas, que entendesse de metas, de avaliação de desempenho, de compromissos, de busca de qualidade nas aulas e nas escolas. Estou procurando este bem-aventurado não sei como. Nunca fiz recrutamento para contratar CEO ou gerentes de ponta de linha.
Mas, estou andando por aí, se você tiver alguma idéia que possa me ajudar, que conheça alguém que você sinta que tem estas condições pode me avisar para uma conversa. Só tem uma coisa - se não ter conta do recado será exonerado. Quero educação no rumo da qualidade. No rumo de uma NOVA RONDONIA.

NOTA DO SINGEPERON SOBRE MATÉRIA COM DENÚNCIA AO GOVERNO DO ESTADO

O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Rondônia (Singeperon) vem comunicar à mídia estadual que, após a publicação da matéria intitulada “Governo do Estado dá calote em servidores que estão saindo de férias”, obteve nova informação por parte da SEAD (Secretaria de Estado da Administração) com o esclarecimento de que não houve a suspensão do adicional de férias dos servidores, e que a informação anterior se deu em equívoco.

O Singeperon recebeu reclamações de filiados que informaram que não estava constatando o adicional na folha de pagamento, levando o representante da categoria, Adriano de Castro, a entrar em contato com uma fonte da Sead que confirmou a informação da suspensão, tendo recorrido, em seguida, à Imprensa para fazer a denúncia.

No entanto, o que se esclarece é que houve um equívoco nos processos de formalização das férias desse mês de dezembro, mas que já foi resolvido – o que garante que todos os servidores com direito a férias obterão a inclusão do adicional.
Quanto aos agentes que ligaram para o Singeperon, revoltados com a suposta suspensão, já entramos em contato, repassando o desenlace do caso. E sobre a reação do representante do Singeperon, o que temos a dizer é que foi uma postura comum por parte de um representante de trabalhadores, diante de uma situação que afeta os representados.

Os veículos de Imprensa que ainda não haviam publicado a matéria cujo título foi citado acima, favor desconsiderar.


Agradecemos a compreensão,
A DIRETORIA

Novidade: Site Rondoniainfoco realiza parceria com professores de Geografia e História de Rondônia!

Diversos segmentos da sociedade aguardavam a série de pesquisas e informações produzidas pelos professores de história e geografia de Rondônia, Walfredo Tadeu da Silva e José de Arimatéia Dantas. Os livros “Rondônia, A Nossa História” e “Rondônia, A Nossa Geografia” são voltados para estudantes do ensino médio, universitários, alunos de pré-vestibulares, concursos públicos, enfim, voltados para atender a demanda que busca conhecer a história deste Estado. As obras trás, ainda, diversas questões de concursos públicos e vestibulares para dirimir as dúvidas de cada capítulo.

Diante da procura por parte de centenas de alunos de Cacoal e região, os respectivos professores, a partir deste sábado, estarão fornecendo diversas questões de atualidades regionais com enfoque para a 2ª fase do vestibular da Unir 2011. Esta novidade você encontra aqui, no site rondoniainfoco, onde a informação é levada a sério!

Conheça o perfil dos palestrantes

Walfredo Tadeu Vieira da Silva, natural de Porto Velho/RO, formou-se em História pela Universidade Federal de Rondônia. É pós- graduado em História do Brasil e Metodologia do Ensino Superior. É Professor de Escolas da rede pública e particular. Com larga experiência, leciona também em cursos pré-vestibulares, ministra palestras sobre o tema em diversos eventos, com destaque para os Colóquios e Seminários de História Regional realizados pelas faculdades e instituições da capital do Estado. Foi um dos criadores do “Projeto Terceirão” do Colégio João Bento da Costa, sendo este campeão nacional de aprovação de alunos das escolas públicas nos vestibulares da Universidade Federal e PROUNI.

José de Arimatéia Dantas “Professor Arimatéia” formou-se em Geografia pela Universidade Federal da Paraíba. É pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior pela Universidade Federal de Rondônia. É Professor da rede pública estadual e particular. Atua a 16 anos em Porto Velho, sendo conhecido no meio acadêmico pelos universitários pelo seu trabalho com a geografia de Rondônia. É professor titular do Colégio Dom Bosco e Classe A, onde atua no Ensino Médio e pré-vestibular. É apresentador e colaborador do programa Leitura de Mundo. Informações pelo site WWW.leiturademundo.com.br. Arimatéia é o autor do livro “Rondônia, a Nosa Geografia”.

Serviço

Para adquirir o exemplar destas obras na Capital, você pode enviar um e-mail para professor.walfredotadeu@gmail.com ou fazer o pedido por telefone: (69) 9972-8324.

No interior

Em Cacoal, você pode adquirir o seu exemplar na Biblioteca Municipal Vinicius de Moraes, situado em frente a praça municipal de Cacoal. Informações sobre os autores e os livros você encontra no site rondoniainfoco, pelo e-mail: rondoniainfoco@gmail.com ou telefone (69) 8442-0198, 9956-8858 ou 8128-2256 ou no e-mail rondoniainfoco@gmail.com. O valor do livro custa R$ 25,00 (história) e R$ 20,00 (geografia).

Autor: Paulo Henrique Silva (SRTE/RO 983)

Fonte: Site Rondoniainfoco

Cacoal, 27 de novembro de 2010.

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Clarim da Amazônia