PAPUDISKINA - Daniel Oliveira da Paixão

Tese de Superfaturamento de Oxigênio cai por terra
A Justiça, finalmente, põe um ponto final a uma série de injustiças cometidas contra servidores da prefeitura que foram acusados de terem cometido crimes contra o erário público. Dentre essas pessoas, eu gostaria de citar aqui o Sr Amaral, da CPL.
Ele, juntamente com outros servidores, foi injustamente acusado de ter superfaturado a compra de oxigênio quando a secretária de saúde do município era a Sra Glaucione Rodrigues. O poder judiciário concluiu que a compra seguiu rigorosamente os procedimentos legais não houve prejuízos ao erário público.

O triste dessa história é que pessoas como o Amaral, que sempre demonstrou ser um cidadão responsável e coerente, acabam sofrendo desgastes. Eu não sei o que motivou aqueles que levaram avante esse processo contra ele e outros servidores. Não sei se foi apenas um zelo desmedido pela moralidade pública. Mas o que sei é que, por anos, pessoas com motivação política usaram o caso de forma abusiva e contundente para atender aos seus interesses .

Não conheço a índole e o caráter de todas as pessoas citadas na peça acusatória, mas acompanho o trabalho do Sr. Amaral há aproximadamente 10 anos. Acompanhei várias de suas ações na CPL que visavam sempre o interesse público. Os leilões, por ele promovidos, sempre resultaram em economia ao erário público e nunca o contrário.
Lembro-me de que há algum tempo atrás o encontrei abatido e perguntei-lhe o motivo daquela tristeza e ele me confidenciou a humilhação que sofreu quando, ao ser interrogado sobre as acusações de superfaturamento, a “autoridade” responsável pela oitiva o tratou como um bandido, sem ao menos se dar ao caso de que estava falando com um ser humano.

Hoje, mais do que no passado, a responsabilidade da sociedade através de suas entidades públicas e privadas é enorme, pois vivemos em um período em que a tecnologia conseguiu dar um jeito em contrariar até mesmo conceitos científicos de que um corpo não pode estar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Hoje, em várias circunstâncias, o ser humano passou a ser onipresente.

Abaixo, em tópico separado, vou comentar sobre a importância da “reputação online”. Mas antes, só para encerrar esse tema das injustiças cometidas contra o Sr. Amaral e outras pessoas citadas, gostaria de enfatizar que a sociedade precisa continuar vigilante e ao mesmo tempo atenta àquilo que os grupos políticos dizem em ano eleitoral. Nesses períodos, proliferam-se as acusações, muitas levianas, embora algumas fundamentadas. Mas e nós, enquanto cidadãos, como discernir o que é verdade do que é mentira? A verdade é que realmente é muito difícil se levarmos em conta que as pessoas públicas estão cada vez mais desacreditas. Talvez a pista seja conhecermos mais de perto o caráter de cada um. Nesse fogo cruzado entre os políticos, sempre vão sobrar dardos que atingem diretamente pessoas inocentes. O Sr Amaral foi uma dessas vítimas e não apenas ele, mas toda a sua família. Além disso, ele teve de constituir advogado e despendeu recursos valiosos para defender sua honra e a honra de sua familial

Reputação online
Antes, quando queríamos saber da reputação de uma pessoa, tínhamos de conversar com seus amigos, seus vizinhos e seus colegas de trabalho. Mas hoje, querendo ou não, conscientes ou não, deixamos os nossos rastros no mundo virtual. Conhecemos a índole e o caráter de pessoas pelo que elas escrevem ou pelo que delas se escrevem em sites de relacionamento. Muitas pessoas se comportam levianamente quando postam um comentário em um site ou mural ou quando disparam mensagens em massa via correio eletrônico. Temos de tomar cuidados, pois o que escrevemos na grande rede pode revelar muito sobre o nosso caráter ou falta dele.

Quer saber como anda a sua reputação online? Então vá ao Google, ao Yahoo, ao Bing ou qualquer outro buscador de alcance internacional e escreva seu nome entre aspas e dê um ENTER. Você vai se surpreender com a quantidade de informações a seu respeito. Eu mesmo faço testes periodicamente e me surpreendo. Já vi comentários sobre mim até em sites internacionais. Dias desses estava pesquisando a palavra “Papudiskina” e me surpreendi com as centenas de sites que publicam os meus textos, mesmo sem os seus diretores me conhecerem e mesmo sem que eu tenha enviado qualquer autorização.

Aquelas postagens aparentemente fúteis que as pessoas costumam deixar no Orkut, Facebook, Twitter, Sonico e outras centenas de comunidades online acabam servindo para empresas e instituições públicas nos avaliem. Portanto, cuidado ao pensar que no mundo virtual podemos ser diferente do que somos no mundo real. Pois nas entrelinhas, mesmo que brincando de sermos diferentes, sempre acabamos nos traindo e revelando, nas entrelinhas, o nosso verdadeiro EU.

Reunião do PSB
Neste domingo, os companheiros do PSB estarão se reunindo na casa do Aldemir, a partir das nove horas. Amigos e simpatizantes do partido também estão convidados. Sejam todos bem vindos.

Eleições 2010
Começam as mobilizações para as eleições deste ano e algumas pessoas em nossa cidade já demonstram interesse em disputar o pleito. Dentre os possíveis candidatos, figuram nomes de pessoas que já estiveram na vida pública como Glaucione Neri, Sueli Aragão, Valdivino Tucura, Emílio Paulista... Também teremos candidatos que estão militando na vida pública a pouco tempo como o Dr Silvério dos Santos. Esses nomes citados acima são exemplos de pessoas que já se declaram interessadas em uma vaga na Assembléia Legislativa. Para deputado federal por nossa cidade, tenho informações de que figuram os nomes de Nilton Capixaba e Raquel Carvalho, além de Agnaldo Muniz, que não é daqui, mas que tem ligações com o município. Mas a novidade, pelo menos para mim, é o surgimento do nome de Admilson Brizon, que se diz disposto a encarar a disputa para deputado federal. Se alguém conhece mais alguém que seja de Cacoal e que esteja interessado em disputar uma vaga à ALE ou Congresso Nacional, por favor me informe escrevendo para daniel@portalrondonia.com.br

O PRÉ-CANDIDATO A PRESIDENTE DO PHS PARTICIPA HOJE DE CONVENÇÃO EM ROLIM DE MOURA

Nesta quarta-feira às 13h, desembarca no Aeroporto José Coleto em Ji-Paraná, o pré-candidato a presidência da república do Partido Humanista da Solidariedade – PHS, Dr. Oscar Silva e o presidente nacional da legenda Paulo Roberto Matos, ambos serão recebidos pela militância do partido local, juntamente com o pré-candidato ao governo da legenda no Estado, o ex-prefeito de Vilhena Melki Donadon e o presidente regional da sigla Herbert Lins.

O partido informou que após a recepção no aeroporto das lideranças nacionais, todos irão cumprir agenda junto aos meios de comunicação local e depois seguirão para o município de Rolim de Moura, onde participarão da Convenção Regional que irá fazer do pré-candidato ao governo Melki Donadon, Vice-Presidente Regional da legenda no Estado.

A Convenção terá início às dezoito horas no Teatro Municipal de Rolim de Moura, com a presença da militância do partido, dos convencionais de diversos municípios e lideranças regionais de outros partidos, a exemplo do ex-senador Expedito Júnior e do ex-deputado federal Agnaldo Muniz. Também servirá para o lançamento da pré-candidatura de Beto Anísio a deputado estadual, ele que já exerceu diversas funções públicas no Estado, sendo as de destaque principal, a secretária de finanças e administração do Estado e por três vezes a secretária de finanças da Prefeitura de Rolim de Moura.

PSB de Cacoal faz reunião neste domingo de páscoa

No próximo domingo, dia 04, os membros do PSB vão se reunir para debater vários temas pertinentes à política em nosso país, com ênfase especial às eleições visando a composição do novo parlamento estadual, bem como a disputa ao governo do Estado e a escolha dos próximos representantes de Rondônia no Congresso Nacional (Câmara Federal e Senado da República). A reunião será realizada na Rua José do Patrocínio, 1126, bairro Princesa Isabel.

De acordo com o professor Dilson Monteiro, um dos mais proeminentes militantes do PSB em Cacoal, essa reunião é muito importante e ele convida a cada companheiro e companheira socialista para que não deixe de comparecer ao evento. Ele também informa que aqueles que simpatizam com a causa socialista e queiram se filiar ao partido, estão desde já convidados e serão muito bem vindos. “Embora neste ano os olhos estejam voltados para as eleições em nível de Estado e também para a presidência da república, é importante não perdermos de vista a necessidade de prepararmos companheiros para as eleições municipais em 2012”, disse.
Na pauta da reunião deste domingo, estão previstos debates sobre as candidaturas a deputados estaduais, deputados federais, senado e governo do Estado, mas também haverá espaço para debatermos a situação política em Cacoal e em como o Partido Socialista pode dar a sua contribuição ao processo político em Cacoal.

O jornalista Daniel Oliveira da Paixão, filiado ao partido há 10 anos, afirma que é muito importante que o PSB volte a se mobilizar e faça valer a sua enorme força em nosso país. “Somos uma das agremiações políticas de maior expressão no Brasil e participamos, há 08 anos, como membro da base aliada e, portanto, somos parte dessa grande equipe que governa a nação, cujo timoneiro é o presidente Lula”, disse.

Sobre a situação em Cacoal, o jornalista disse que o partido deve tomar uma posição e, se possível, reunir-se com aqueles que governam o município para ouvir deles o que tem dado errado até aqui, pois há um clamor popular por mais ações do poder público.

“Nas eleições passadas, tivemos candidato próprio, mas como qualquer cidadão de bem, queremos que essa administração que aí está firme os seus passos e consiga resolver os problemas que a nossa cidade enfrenta. No passado, todos olhavam para o crescimento de Cacoal e citavam a nossa cidade como um exemplo de empreendedorismo, mas atualmente estamos perdendo espaço e vendo cidades como Vilhena e Ariquemes nos deixarem para trás. A impressão que se tem é que hoje Cacoal vive um momento de sonolência profunda e por isso é importante que todos nos unamos em busca de uma solução. A responsabilidade pelo futuro de nossa cidade é da classe política, mas não só dela. Prefeito, vereadores e o povo de Cacoal devem unir-se e conjugar esforços para que soltem-se as amarras que impedem o nosso crescimento e voltemos a ser o Município protagonista que sempre fomos e não um mero coadjuvante no cenário estadual”, concluiu.

Só 14% dos cacoalenses aprovam a administração do Padre Franco

Agência ANAP (Cacoal) - Uma enquete publicada no site www.cacoalro.com.br pergunta sobre a avaliação da população em relação ao prefeito Francesco Vialetto (Padre Franco). Confira os números:

Resultado da enquete
Passados 10 meses já é possivel uma primeira impressão sobre a gestão do Padre Franco.

Interessante seria explicar o voto, ainda que anônimamente, para ressaltar os pontos positivos e negativos, coisas que estão ou não funcionando, permitindo assim uma "correção de rumo".

Excelente
Voto(s): 57

Boa
Voto(s): 88

Regular
Voto(s): 80

Ruim
Voto(s): 216

Péssima
Voto(s): 598


Do total de 1039 votantes, apenas 233 pessoas consideraram a atuação do atual prefeito Boa ou Ótima. Ou seja: a avaliação positiva foi de apenas 22,5% aproximadamente. Descontando-se os que consideram a atuação do prefeito apenas regular, o índice de aceitação é ainda pior e cai para menos de 14%. Mesmo que consideremos o quesito REGULAR como sendo uma avaliação positiva, ainda assim a rejeição a atual administração é de aproximadamente 78%.Esta avaliação, claro, não tem peso científico, pois trata-se apenas de uma enquete onde não se tem controle de quem vota, mesmo que se limite a um voto por IP. Mesmo assim, serve como um medidor razoável para se ter noção de como anda o ânimo da população em relação ao atual prefeito. De todo modo, a avaliação do padre Franco, como sacerdote e pessoa humana, continua alta. Ele tem um bom conceito como cristão e como cidadão. Porém, a síntese do pensamento popular é: como padre, sua nota continua sendo 10. Como político, está reprovado!


Fonte: http://cacoalro.com.br/2009/enquete.php?id=35

GIC e Polícia Militar prendem Nigeriano acusado de tráfico de drogas em Cacoal

O Grupo de Investigações e Capturas em conjunto com policiais militares do 4º BPM – Batalhão de Polícia Militar, prenderam Cassidy Anthony Duru, procedente da Nigéria, além do policial militar Marcelo Weber por porte ilegal de arma. A prisão foi na madrugada de ontem em um hotel no município de Cacoal.

Após diligências os investigadores descobriram que os envolvidos se encontravam no hotel Santa Inês em Cacoal, e as informações davam conta que possivelmente estavam no local comercializando drogas, no momento da abordagem o policial militar, conseguiu escapar, no entanto, horas mais tarde, foi localizado e preso.

Com ele foi encontrado um revólver calibre .38 e 14 munições, que segundo o GIC, portava de forma ilegal. Foram apreendidos ainda, uma caixa de isopor contendo substância entorpecente misturado ao trigo, R$ 11.600,00 em espécie, dentre outros objetos.

Todos os envolvidos foram apresentados à Autoridade de Polícia Judiciária local.

***
GIC – CACOAL – RO – Lenilson Guedes.’.

Brasil pode suprir com etanol 5% ou até 10% da demanda mundial de combustíveis

O etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil pode substituir, até 2025, 5% ou mais da gasolina consumida em todo o mundo. A afirmação, de enorme importância para o futuro econômico do país e o futuro ambiental do planeta, foi sustentada por Luís Cortez, professor titular da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp, em sua apresentação na Convenção Latino-Americana do Global Sustainable Project (GSB), que está sendo realizada na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) desde o dia 23 de março.

A reunião latino-americana é a terceira das cinco programadas pelo GSB para 2010 em países de quatro continentes, com vista a produzir uma espécie de painel global sobre sustentabilidade energética, a exemplo dos já existentes sobre mudanças climáticas e biodiversidade. A convenção terminará amanhã (25/3/2010), com a divulgação da resolução latino-americana, a mais aguardada pelos cientistas.

A resolução final será apresentada às 13h30.

Perspectivas para o Brasil
Em sua palestra, Luís Cortez, lembrou que as fontes renováveis já respondem por 46% da demanda brasileira de energia (um percentual 3,5 vezes maior do que o registrado no mundo, de 13%) e a cana-de-açúcar por 15%. A produção do etanol, que cresceu motivada pela “necessidade”, após a crise do petróleo da década de 1970, encontra-se agora diante da perspectiva de um novo ciclo de expansão, regido pela “oportunidade”.

O interessante é que as plantações de cana para a produção de etanol ocupam, atualmente, apenas 0,4% do campo brasileiro: 3,4 milhões de hectares, contra 22 milhões de hectares destinados à soja e 200 milhões de hectares de pastagens. A grande questão a responder é: quanto etanol sustentável pode ser produzido no país, sem que o crescimento do setor impacte a Amazônia e outros santuários ecológicos nem compita com a produção de alimentos?

Um estudo coordenado pelo professor Rogério Cezar de Cerqueira Leite, de que o próprio Cortez participa (NIPE-Unicamp/CGEE Ethanol Project), desenhou dois cenários: o primeiro, com a substituição pelo etanol de 5% da gasolina consumida no mundo em 2025; o segundo, com uma substituição de 10%. No primeiro cenário, a produção teria que subir dos atuais 26 bilhões de litros por ano (cifra que corresponde à contribuição conjunta do Brasil e dos Estados Unidos) para 102 bilhões l/ano. No segundo, seriam necessários 205 bilhões de litros anuais.

Foram consideradas tanto a manutenção do atual patamar tecnológico, com eventuais melhorias, como a desejável adoção de um novo patamar, com a incorporação das chamadas tecnologias de segunda geração (conversão da celulose residual e não apenas do caldo da cana em etanol).

A conclusão do estudo é que a expansão é perfeitamente viável. A efetivação do cenário 1 (substituição de 5% do consumo mundial de gasolina) demandaria um investimento anual (em agricultura, indústria e logística) de 5 bilhões de dólares. Em compensação, acrescentaria 31 bilhões de dólares ao valor anual das exportações e 75 bilhões de dólares ao produto interno bruto.

Mantido o atual patamar tecnológico, a área destinada ao plantio de cana-de-açúcar para a produção de etanol teria que crescer dos atuais 3,4 milhões de hectares para 17 milhões de hectares. Incorporadas as tecnologias de segunda geração, bastariam 13 a 14 milhões de hectares. Vale lembrar que, a produção, hoje fortemente concentrada no estado de São Paulo e em algumas áreas do Nordeste, poderia se generalizar e interiorizar (sem avançar sobre a Amazônia e outros santuários ecológicos) com a simples irrigação de regiões agora impróprias para o plantio.

Bem conduzida, a expansão traria também importantes benefícios sociais, com a geração de 5,3 milhões de empregos. E uma desejável otimização do uso da terra no Brasil, reduzindo as áreas de pastagem sem diminuir a produção de leite e carne. A integração de lavoura (canavial) e processamento (destilaria) e de agricultura e pecuária (inclusive com o bioprocessamento do esterco bovino para a produção de biogás e fertilizante), bem como a rotatividade de cultivos nas áreas não ocupadas pela cana (soja, milho, amendoim etc), teriam que ser, obviamente, consideradas. A integração cana-pastagem não é uma perspectiva hipotética, mas algo que já vem ocorrendo, em certa medida, no país.

Aperfeiçoar modelos é fundamental para avaliar a sustentabilidade da expansão

A modificação do uso da terra pelo aumento da produção de etanol foi o tema da apresentação de André Nassar na Convenção Latino-Americana do GSB. Diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) e coordenador de projeto no BIOEN-FAPESP, Nassar foi um dos responsáveis pela mudança de posição da Agência Norte-Americana de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) quanto ao etanol de cana-de-açúcar brasileiro. A agência admitiu que, em relação à gasolina, o produto reduz as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 61% – e não em 26%, como estabeleciam os cálculos anteriores.

Para a admissão pela EPA de que o etanol de cana-de-açúcar é um “biocombustível avançado” foram fundamentais os resultados obtidos por meio do Blum (Brazilian Land Use Model), um modelo desenvolvido pelo Icone em parceria com um grupo da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.

A meta dos autores do modelo, que continua sendo aprimorado, é dar conta de uma realidade complexa, considerando a interação de múltiplas variáveis. E a apresentação de Nassar enfatizou tal objetivo.

Próximas convenções
As resoluções da Europa e da África podem ser lidas no site do GSB (http://engineering.dartmouth.edu/gsbproject/ ). As próximas reuniões serão na Malásia e nos Estados Unidos, as quais darão origem às resoluções da Ásia e da América do Norte, respectivamente. Finalizada esta primeira rodada de reuniões e sintetizados os resultados, o GSB passará a duas outras etapas: 1) responder, com provas convincentes, se é materialmente possível su prir uma fração substancial da demanda energética (combustíveis veiculares e eletricidade) a partir da produção de biomassa, sem comprometer o fornecimento de alimentos, a preservação de habitats naturais e a qualidade do meio ambiente; 2) propor estratégias viáveis e responsáveis para a transição da atual matriz energética rumo a uma nova matriz, mais equilibrada e renovável.

Gerência de Comunicação da FAPESP / Assessoria de Comunicação

Moreira critica cortes no Orçamento da União e diz que medida vai prejudicar municípios

Brasília, 24/mar/2010 – Em seu programa semanal de rádio A Hora do Compromisso, o deputado Moreira Mendes afirmou que está preocupado com a decisão do governo federal de cortar R$ 21,805 bilhões de reais das despesas do Orçamento deste ano. A medida foi anunciada na semana passada, e, de acordo com o deputado, é extremamente negativa para os municípios, porque vai impedir a liberação de recursos das emendas parlamentares, dinheiro já reservado para as prefeituras.

“Eu estive ontem com o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e ele já anunciou: o governo vai empenhar este ano somente cerca de quarenta e cinco por cento das emendas parlamentares, a pretexto de que este é um ano de eleição, e que o resto vai ser empenhado depois das eleições. Veremos se realmente isso vai ser empenhado!”, disse ele.

O deputado lamentou que o governo federal continue tratando a questão das emendas parlamentares como moeda de troca, na base do “vote comigo que eu libero suas emendas”. “Ele (o governo) pode dizer isso para a bancada dele, para os lacaios deles, para mim, não. Eu sou um deputado que tem posição, tenho lado, tenho convicção das coisas que faço. Voto com o governo quando são coisas boas, e voto contra quando não coisas boas para o país”.

Recursos liberados

Moreira Mendes afirmou, ainda, que desde 2007 conseguiu destinar um volume recorde de recursos para as prefeituras rondonienses, e que continuará trabalhando para ajudar os municípios. “Ao longo desses três anos e dois meses, já aloquei cerca de 53 milhões de reais. Tudo não foi empenhado ainda porque depende do governo federal. Mas fiz o meu papel. As prefeituras estão fazendo o papel delas”, acrescentou.

O deputado declarou que tem procurado sempre destinar recursos diretamente aos municípios, uma forma de tornar mais ágil a solução dos graves problemas que preocupam as comunidades. “Eu divido as minhas emendas com todos os municípios, não importa quem seja o prefeito, se do meu partido ou não. Eu tenho responsabilidade com os meus municípios do estado de Rondônia”, finalizou.

Para ouvir o programa de rádio, clique no link abaixo:

http://www.moreiramendes.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=580&Itemid=60


Claudivan Santiago – Assessor de Imprensa
www.moreiramendes.com.br

Santa pedofilia

Parece uma epidemia. Por toda parte onde se escarafunche, jorram casos e mais casos de abuso sexual de jovens por padres católicos. A história começou a ganhar as manchetes dos jornais nas duas últimas décadas do século 20, quando pessoas que haviam sido vítimas de religiosos no Canadá, nos EUA e na Irlanda resolveram botar a boca no trombone.

De lá para cá, foi uma avalanche: histórias escabrosas emergiram de todos os cantos do mundo, da Nova Zelândia à Polônia passando por Argentina, Alemanha, Áustria (para ficar apenas na letra A). Até Arapiraca, no Piauí, acaba de entrar para o mapa da sagrada pedofilia.

Foi por essas e outras que, na sexta-feira passada, o papa Bento 16 enviou aos fiéis irlandeses uma carta episcopal em que pede desculpas por tudo de errado que aconteceu naquele país, um bastião do catolicismo na Europa, ao lado da Polônia e da pequena Malta.

Apesar de meu anticlericalismo, não acho que a culpa aqui seja da religião propriamente dita. Afinal, nenhum texto sagrado ou documento da igreja afirma e nem traz a menor sugestão de que manter uma relação homossexual com jovem sob sua tutela seja algo diferente de um pecado muito grave.

A forma de organização da Igreja Católica, entretanto, parece favorecer a ocorrência dos abusos, que, ao menos aparentemente, não acontecem na mesma escala em colégios e seminários protestantes, islâmicos ou judeus. E a especificidade do catolicismo nessa matéria é bem conhecida: o celibato dos padres. Não sou o primeiro e nem serei o último a correlacionar o veto ao casamento para sacerdotes à maior frequência de episódios de pedofilia. O sempre arguto teólogo católico Hans Küng publicou um interessante texto a respeito, que foi reproduzido no caderno Mais! da Folha desta semana.

Temos duas camadas de problemas para analisar: os abusos propriamente ditos e os esforços da alta hierarquia da igreja para acobertá-los. Comecemos pelo fim, isto é, pelas tentativas de bispos de encobrir os crimes de seus subordinados. Durante muitas décadas, para não dizer séculos, quando tomava conhecimento de casos de abuso, a cúpula da igreja invariavelmente decidia não denunciar o suspeito às autoridades civis. Costumava apenas transferi-lo para outra função, onde, por vezes, podia até mesmo seguir colecionando vítimas.

Num certo sentido, essa atitude é até mais grave que o próprio molestamento, pois a pessoa que abusa pode pelo menos descrever-se como vítima de uma doença psiquiátrica catalogada no CID. Já o acobertamento, este ainda não foi definido como patologia por nenhuma associação médica. Aqui, ao que parece, bispos eram mais leais à instituição da igreja do que a seus próprios fiéis. Talvez seja isso que a Santa Sé espera deles, mas não é certamente o que recomenda a virtude republicana.

Passemos agora ao molestamento em si. Como já disse, estamos aqui no limiar do patológico. E a Igreja Católica funciona como um ímã para pessoas com propensões pedofílicas, pois não apenas legitima e confere elevado status social à vida de solteiro como ainda oferece incontáveis oportunidades de interagir com jovens estando numa posição de poder. Outras profissões que atraem pedófilos, hebéfilos e efebófilos são, não por acaso, as de professor, psicólogo, pediatra, orientador pedagógico, instrutor esportivo, chefe de escoteiros etc.

O sacerdócio nas fileiras católicas, entretanto, pela dupla vantagem, parece ser a escolha de primeira linha. Apenas os EUA e a Irlanda fizeram investigações sistemáticas do problema em nível nacional. E os números, no caso norte-americano, consubstanciados no Relatório John Jay, de 2004, são de deixar os cabelos em pé.

Encomendado pela Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (a CNBB deles) e realizado a partir de informações fornecidas pelas próprias dioceses e pelas vítimas, o estudo concluiu que, entre 1950 e 2002, 10.667 pessoas alegaram ter sido vítimas de abuso por parte de padres. Destes casos, 3.300 casos foram descartados porque o suposto molestador já havia morrido. Outro milhar foi desprezado devido a falta de provas. Para resumir o quadro, as dioceses encontraram elementos para consolidar 6.700 acusações de abuso contra 4.392 padres, isto é, contra cerca de 4% dos 109.694 membros do clero católico que atuaram durante o período coberto pelo trabalho. Evidentemente é uma minoria, mas uma minoria altamente significativa. Não conheço estatísticas para outras profissões, mas me surpreenderia muito se a proporção se aproximasse de algo como 1%. A prevalência da pedofilia na população geral não é conhecida e depende muito de como se define a parafilia, mas é um desvio que se conta em casos por milhar de habitantes, não por centena.

Das vítimas, 81% eram homens, a maioria dos quais já havia atingido a puberdade. Tecnicamente, portanto, hebefilia homossexual seria um termo mais adequado que pedofilia. Receio, porém, que o "framing" já esteja dado e não vá ser mudado.

Também acho difícil que uma eventual liberação do casamento para padres como defendida por Küng (em princípio, não se trata de de matéria dogmática, mas apenas de disciplina interna, estando, portanto, aberta a mudança) alteraria muito o quadro. A vida sacerdotal, em que o casamento jamais seria obrigatório, continuaria a ser uma opção atraente para todo gênero de pedófilo com inclinações religiosas.

A pergunta interessante aqui é: por que os católicos decidiram banir o casamento do sacerdócio? Há uma polêmica acre entre os próprios católicos. Küng, por exemplo, sustenta que a proscrição das núpcias para padres é relativamente recente, remontando à reforma gregoriana do século 11. A propaganda oficial, entretanto, faz com que a norma retroceda aos primeiros séculos do cristianismo.

Deixando essa controvérsia específica de lado, é seguro afirmar que os patriarcas da igreja tinham horror a sexo e que essa tendência se manifesta não apenas no celibato sacerdotal como também no próprio casamento entre leigos, ainda que com menor intensidade.

É claro que, oficialmente, a união matrimonial sempre foi considerada um sacramento. O próprio Jesus Cristo, quer a tradição, definiu o casamento indissolúvel entre o homem e a mulher como parte do plano de Deus.

Na prática, entretanto, a castidade quase sempre foi descrita como um estado preferível à vida conjugal. João Crisóstomo (c. 347 - c, 407), por exemplo, mandava que as pessoas se mirassem no exemplo de Cristo, "ele próprio a glória da virgindade". Patriarcas casados como Tertuliano (c. 160 - c. 225) e Gregório de Nissa (c. 335 -c. 394) não eram representantes muito entusiasmados da categoria. O primeiro afirmou que o casamento era "essencialmente fornicação" e o segundo disse que, se a mulher se mantivesse virgem, se livraria "do governo de um marido e dos grilhões das crianças".

Pragmático, Cipriano de Cartago (? - 258) reconhecia que Deus instruíra a humanidade a crescer e multiplicar-se, mas, uma vez que o mundo já se encontrava bastante povoado, não havia por que seguir com esse processo.

Assim, enquanto outros sacramentos como a eucaristia, o batismo e a confirmação ganharam desde o início liturgias formais sofisticadas, ninguém viu muita necessidade de ritualizar o casamento, que durante séculos e séculos dispensou até mesmo a presença de um padre. Para a união ser válida, bastava que os noivos declarassem um ao outro que se casavam ("verbum") e consumassem o ato fisicamente.

Essa situação perdurou até o século 16, quando, alarmada pela Reforma protestante --Lutero negava que o casamento fosse um sacramento-- e também pelo crescente número de uniões realizadas em privado, a Igreja Católica decidiu mudar as regras.

Após o Concílio de Trento, em 1563, ficou estabelecido que o casamento teria de ser oficializado por um padre e pelo menos duas testemunhas, regra válida até hoje.

Por que tanto horror ao sexo? Sinceramente, não sei. Tenho apenas algumas suposições. É claro que toda religião, como qualquer estrutura de poder, tenta dirigir e portanto controlar a vida de seus membros. Em geral, esse processo começa pelo corpo (a ponta final de todos os prazeres) e se dá através de normatizações e ritualizações. O catolicismo, porém, foi bem mais longe. Seus patriarcas flertaram com a própria eliminação do sexo (para eles, a fonte mesma da corrupção humana), ainda que jamais tenham apostado todas as fichas nessa vertente. É uma atitude que só se explica à luz de uma teleologia que tenha em mente o fim dos tempos. Trata-se, se quisermos e por paradoxal que parece, de uma filosofia com matizes niilistas, pelo menos no que diz respeito à vida neste mundo.

Também é notável uma inesperada semelhança com o marxismo: o caráter utópico. Católicos e comunistas comungam a crença (ou talvez devamos dizer esperança) de que, dadas as condições certas, é possível virar do avesso a natureza do homem.

PS - Desde que a Folha Online criou o espaço para comentários no pé das colunas, estou passando por mal educado, pois jamais respondo às observações ali colocadas. É que não tenho tempo de ficar conferindo o que acontece naquele espaço. Assim, peço a todos que queiram realmente falar comigo que se utilizem do e-mail.

Hélio Schwartsman, 44, é articulista. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.

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