Ex-secretário de Segurança de RO é condenado por Improbidade Administrativa

O juiz de direito Alexandre Miguel, titular da 1ª Vara de Fazenda Pública da Comarca de Porto Velho (RO), julgou procedente a ação civil pública movida pelo Minstério Público Estadual e decidiu pela condenação de Paulo Roberto Oliveira de Moraes e Sandra Maria Barreto de Moraes por crime de improbidade administrativa, previsto Lei nº 8.429/92. Como a decisão, publicada no diário da justiça desta sexta-feira, é em primeiro grau, os condenados ainda podem recorrer.

A referida lei dispõe sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional.
O ex-Secretário de Estado de Segurança Pública, Defesa e Cidadania, Paulo Roberto Oliveira de Moraes foi condenado a perda da função pública que estiver exercendo após o trânsito em julgado desta decisão, suspensão dos direitos políticos por 5 anos e multa civil correspondente a 3 vezes o valor da remuneração que recebia ao tempo da propositura da ação. A ex-vereadora do município de Porto Velho sofreu as mesmas sanções, com exceção da suspensão dos direitos políticos, estipulado em 3 anos.
Segundo consta nos autos, o réu Paulo Moraes na condição de Secretário de Segurança do Estado de Rondônia, como superior hierárquico, utilizou-se da estrutura da Secretaria sob o seu comando, em especial do Corpo de Bombeiros e Policiais Militares, em benefício da campanha política da ré Sandra Moraes, sua esposa que concorria em 2004 ao cargo de vereadora.

Já Sandra Maria Barreto de Moraes, de acordo com o magistrado, infringiu os princípios da legalidade e moralidade, pois foi beneficiada pelas condutas praticadas pelo seu marido Paulo Moraes, em relação ao uso indevido da administração pública e abuso de poder de autoridade.

Processo: 0024026-03.2005.8.22.0001
Assessoria de Comunicação Institucional - TJ RO

Inspeção veicular volúvel

CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIÁ-LA O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com a popularidade em queda acelerada, implantou, ano retrasado a inspeção veicular ambiental, realizada exclusivamente por uma firma.

O sistema não poderia ser mais incômodo nem antieconômico, haja vista a necessidade de se levar o veículo, anualmente, a alguns postos onde se fazem as análises de combustão em veículos com mais de um ano de uso.

Essa verificação poderia muito bem ser feita em concessionárias de veículos autorizadas - segundo uma fonte, cada equipamento desses custava, há um ano, cerca de R$ 14.000 (+/- US$ 7,000). A taxa de inspeção, reajustada em míseros 7%, é de R$ 56,44 , e não será mais reembolsada aos proprietários.

Uma experiência, documentalmente comprovada, com a inspeção veicular imposta pela prefeitura de São Paulo, sugere que os resultados de um mesmo veículo podem variar numa amplitude inaceitável.

Em 13/1/2010, a primeira inspeção veicular de uma moto Honda CBX 250 ano 2003, com 6.500 km rodados, feita no posto da Controlar “centro 503”, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, resultou na reprovação do veículo, com os valores medidos: COc 9,23% - Fator dil. 0,98 e HCc 1150 ppm/vol, conforme um certificado emitido.

Antes da inspeção, a moto foi levada à Comstar Veículos, onde foram feitas a limpeza do carburador, troca de óleo e de filtro. Os mecânicos drenaram a gasolina do tanque e aconselharam o reabastecimento com gasolina Petrobrás Podium, mais cara e supostamente melhor. No cupom fiscal do posto constou gasolina comum, mas a quantidade de litros e o valor pagos correspondem à Podium.

Reprogramada a reinspeção para o dia 22/1, meros nove dias depois, sem nenhuma alteração na moto, o mesmo posto da Controlar aprovou-a com inacreditáveis 0,84% COc - fator dil 0,98, e HCc 511 ppm vol., emitindo o certificado de aprovação nº 5030903493628.Qual é a justificativa técnica da Controlar para, num passe de mágica, um veículo testado por ela passar de vilão poluidor a ecologicamente correto?

Injustificável uma diferença tão gritante, em apenas nove dias, no mesmo posto de inspeção, e com a mesma gasolina Podium, que, aliás, tem 30 partes por milhão de enxofre, quando as demais gasolinas têm 1.000 ppm de enxofre. Na Europa o limite para todas as gasolinas é de 50 ppm de enxofre.

A Petrobrás teve de 2002 até 2009 para se preparar a fim de produzir gasolina e diesel decentes e não o fez; evidentemente, porque não quis, já que capacidade técnica e capital não lhe são escassos.

Ontem, 22 de janeiro, na cidade de Cleveland Heights, Ohio, EUA, um posto anunciava a gasolina sem chumbo por US$ 2,66 o galão (3,785 litros). Isso dá US$ 0,70 por litro, ou cerca de R$ 1,26. Acabara de ocorrer outra das várias reduções de preço na mesma semana.

Evidentemente, se a Petrobrás praticasse preços diários, como faz com o álcool (perdão, agora o nome é etanol...) os usineiros quebrariam.

Mas, pelo preço que cobra, poderia, no mínimo, já estar produzindo gasolina e diesel decentes, limpos, como se faz lá fora por menos da metade do preço.

Cedo ou tarde, a inspeção veicular será estendida a todas as cidades brasileiras, com a exigência de um selo a ser colado no para-brisa, cuja remoção ou perda sujeitarão o proprietário a multa. Já tivemos selos veiculares em outros tempos; ei-los de volta, agora uma redundância, já que a falta de inspeção impede o licenciamento anual do veículo.

Seria pedir demais que os resultados sejam confiáveis?

Luiz Leitão

luizmleitao@gmail.com

Papudiskina - Edição de 21 de janeiro de 2010

Daniel Oliveira da Paixão

Horário corrido
Volto ao assunto porque servidores públicos pedem minha opinião o tempo todo sobre o que eu acho do fim do horário corrido na Prefeitura de Cacoal. Eu acho uma pena que a cidade esteja regredindo enquanto outras cidades estão evoluindo e oficializando o Horário Corrido como elemento básico. Eu sei que 90% de quem não é servidor público, talvez por um instinto de vingança sem avaliar os fatos com isenção, aprovam a ideia do serviço público funcionar, se possível, 24 horas. Há, em certo sentido, a ideia errônea de que servidor público ganha muito bem e por isso existe até certa inveja de quem trabalha em órgão público. Só que, salvo raríssimas exceções, o serviço público é mera ilusão. A maioria dos servidores públicos só tem a seu favor o que chamam de “estabilidade”. Mas em compensação recebe os piores salários.
O horário corrido provou ser eficiente e gera menos ônus para o erário público. Como o serviço público estadual funciona em horário corrido e os bancos fecham até as 14 horas, o horário duplo serve apenas para gerar mais despesas. Via de regra, quem vai a uma secretaria municipal ou mesmo à prefeitura à tarde vai para bater papo e quase nunca para resolver problemas burocráticos.
Eu penso que em Cacoal o fim do horário corrido atende apenas a um capricho do atual staff político. Mas está na hora dos atuais gestores pararem de agir como meninos emburrados. A gente entende os meninos e os adolescentes, mas não dá para aceitar que homens feitos, já em condições de ter um espírito crítico acurado, vivam pirraçando o tempo todo. O horário corrido vai por fim a gastos desnecessários. Vejam, por exemplo, o caso do SAAE. Como os bancos fecham as 13 horas (em horário de verão), à tarde vai apenas uma meia dúzia de clientes. Só que para atender esses clientes, gasta-se mais com ar-condicionado ligado, lâmpadas acesas e outras despesas que poderiam ser economizadas. Qualquer um cidadão provido apenas da emoção e do revanchismo contra os servidores públicos aprova a ideia de o SAAE ficar aberto, se possível, o dia todo e mais um pouco. Mas um cidadão que pense no bem comum saberia que é muito fácil remanejar essa meia dúzia para ser atendida também pela manhã e com isso por fim a essa prática sem sentido e desconexa da realidade funcional.
Gente, o serviço público deve ser regido em condições especiais e não obedecendo a regra da iniciativa privada. Não há conexão entre uma coisa e outra. A iniciativa pública visa o bem comum e nunca o lucro. Já a iniciativa privada visa o lucro. A única maneira de se organizar e harmonizar os horários de atendimento ao público em todo o país seria o Congresso Nacional criar uma lei, em nível nacional, oficializando o horário corrido, resguardando-se apenas os plantões em serviços essenciais como saúde, educação, etc, para se evitar que prefeitos populistas mudem a regra do jogo quando bem entendem e alteram o status quo sem ao menos ouvir os servidores públicos que também votaram neles.
Mas os deputados e senadores não vão se interessar por isso se a classe trabalhadora no serviço público não se mobilizar. Eu prometo fazer a minha parte, mas andorinhas sozinhas não fazem verão. V ou, contudo, fazer como aquele colibri que mesmo sem muito que fazer, leva um pouco de água em seu bico na tentativa de conter o fogo que se alastra pela floresta.

Organização da Conae busca patrocínio para atividades culturais

A senadora Fátima Cleide (PT-RO) e o coordenador-geral da organização da Conferência Nacional de Educação, Conae, professor Francisco das Chagas Fernandes, estiveram ontem (19) à tarde com o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) para solicitar apoio para que a Conferência tenha patrocínio destinado a atividades culturais. A Conae se realiza de 28 de março a 1º de abril deste ano, em Brasília, com a participação prevista de 2 mil delegados de todo país, escolhidos nas etapas estaduais.

O coordenador Francisco das Chagas disse que o custo previsto das atividades culturais é de R$ 800 mil. Segundo ele, a organização nacional da Conae, composta por integrantes da sociedade civil, do governo federal, da Câmara dos Deputados e do Senado, prevê a participação do escritor Ariano Suassuna e músico Antônio Nóbrega, dois expoentes da cultura brasileira. Não há recursos disponíveis no Ministério da Educação para as atividades culturais, e por isso a organização busca patrocínio de instituições públicas e privadas.

A senadora Fátima Cleide integra, pelo Senado, a comissão organizadora da Conae. O tema central da Conferência é a construção de um sistema nacional articulado de educação.

Prefeito Francesco Vialetto garante apoio a Centro de Recuperação

O prefeito Franco Vialetto(PT) visitou na manhã desta quarta-feira (20) o centro de recuperação de dependentes químicos Abisai. A visita foi realizada com o objetivo de conhecer as instalações da instituição e discutir com os coordenadores, ações que visem melhorias para a as atividades de recuperação dos internos.

O Prefeito Franco foi recebido pelos pastores Kenedy Arcanjo Rizi, Daniel Dias e Adilson Neves que destacaram a importância do apoio do executivo para a instituição. “Atendemos em média 40 pessoas de diversos lugares de Rondônia, temos internos até de Rondolândia. A visita do prefeito é uma resposta de nossas orações por esse projeto”, afirmou o Pastor.

Franco destacou a importância do Abisai para a sociedade e garantiu apoio à instituição. “Como prefeito e amigo de vocês, quero colaborar e me coloco à inteira disposição. O mais importante agora é não permanecer prostrado. Temos que olhar para frente e buscar forças em Deus, pois sem Sua graça nada podemos fazer”, afirmou.

Participaram do encontro o secretário municipal de Agricultura Vilmar Kemper, o diretor do Saae, José Pereira das Neves e o assessor de imprensa José Maria Monteiro Neto. Entre outras lideranças, o ex-secretário de agricultura Valter Lins também esteve presente.

Autoria: Ormiza Soares

UGT é implantada em Rondônia e elege sua primeira diretoria

No último sábado, dia 16 de janeiro, sindicalistas de Rondônia e lideranças sindicais do país estiveram reunidos no Hotel Vila Rica, em Porto Velho, em solenidade que marcou a criação da representação da UGT em Rondônia, entidade que é uma das centrais sindicais mais importantes do país.

Diversas autoridades estiveram presentes ao evento, entre as quais o presidente da UGT nacional, Ricardo Patah, o vice-presidente Lourenço Ferreira do Prado, o Secretário de Organização e Políticas Sindicais, Francisco Pereira de Souza (Chiquinho), o Secretário da Diversidade Humana, Mário Rogério de Carvalho Lavigne, o Secretário de Turismo, Manoel Martins Meireles, o vice-presidente da FETHERJ, Luciano David de Araújo, o assessor de Organização Sindical, Luiz Alberto da Silva (popular Betinho), o presidente do Sitracom-RO, Francisco de Assis de Lima, o presidente do Sindecom, Denis de Oliveira, além de representantes de vários outros sindicatos e lideranças políticas e comunitárias.


O evento foi aberto oficialmente às 08 horas e se estendeu até às 13 horas, tempo em que foram debatidos diversos assuntos de interesses dos trabalhadores e também realizou-se gestões para a formação da primeira diretoria da UGT em Rondônia. No transcorrer do evento, diversas autoridades discursaram e falaram sobre a importância do evento.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, saudou os presentes e falou de sua imensa alegria em estar presente em Rondônia pela primeira vez, verificando tratar-se de estado pujante e que está em franco desenvolvimento. Citou o caso do investimento nacional na construção de duas grandes usinas hidrelétricas que está impulsionando o comércio da capital e demonstrou a sua tristeza que apesar de crescimento notória, ainda existem alguns problemas serem sanados, principalmente em se tratando de questões ligadas à saúde, em particular as epidemias de dengue e hanseníase (lepra).


Quanto ao evento, ele disse estar muito contente em verificar a quantidade de sindicalistas vindo do interior do estado para somar-se aos da capital, o que possibilitou esse evento histórico para a classe trabalhadora. Ele enalteceu, sobretudo, o trabalho do Secretário Executivo da UGT Nacional e presidente do SITRACOM-RO, Francisco de Assis de Lima, bem como destacou a coragem do sindicalista Denis de Oliveira, presidente do SINDECOM, que coordenou o evento com muito êxito. Também fez um relato da UGT em nível nacional, enfatizando o crescimento da entidade em tão pouco tempo de criação e que hoje reúne mais de 700 sindicatos que representam milhões de trabalhadores, os quais sintetizam o lema “Sindicalismo cidadão, ético e inovador”.

Falando sobre a acolhida que teve em Rondônia, ele destacou a recepção que teve ainda no aeroporto da capital rondoniense e a demonstração do carinho de todas as pessoas que participaram do evento. “São momentos assim que nunca esquecemos e que nos dão força para continuarmos a caminhada”, concluiu.

O presidente do SITRACOM-RO, Francisco Lima, presenteou os visitantes da UGT nacional com peças de artesanato local e na oportunidade falou da importância da vinda de tão importantes autoridades do sindicalismo brasileiro e que estava pronto a somar forças para o fortalecimento da UGT em Rondônia. Ele destacou ainda a presença de sindicalistas do interior, que não mediram esforços em participar do evento e que tiveram como recompensa o fato de testemunharem esse momento histórico para a classe trabalhadora de Rondônia.

Por fim, o coordenador do evento, Denis Oliveira, agradeceu a presença de todos os participantes e ressaltou a importância na unidade para o fortalecimento do sindicalismo brasileiro e falou do seu propósito em dar contribuição para a concretização desse sonho que é a fundação da UGT em Rondônia. Denis destacou a grande liderança que tem o presidente do SITRACOM-RO, Francisco Lima e agradeceu o empenho do companheiro Betinho, Assessor da UGT Nacional, bem como dos auxiliares locais, cujo trabalho foi importantíssimo para o sucesso do evento. Ao concluir o seu discurso, Denis Oliveira falou de sua alegria em ter recebido o presidente nacional, Ricardo Patah e toda a sua comitiva.

Eleição da Primeira Diretoria
Após o encerramento da primeira fase do encontro, realizou-se uma reunião plenária para a formação da primeira diretoria da UGT de Rondônia, que teve como presidente eleito, o presidente do SINDECOM, Denis Oliveira.

Confira abaixo as lideranças que fazem parte da primeira diretoria da UGT/RO, dentre outros

Presidente – Denis Souza de Oliveira;
Primeiro Vice Presidente – José Bonifácio de Oliveira;
Segundo Vice-Presidente – Santiago Ayden;
Secretário Geral – Manoel Eraldo de Souza Soares;
Secretário Geral Adjunto – Lucivaldo Evangelista de Souza;
Secretário de Relações Institucionais – Francisco de Assis de Lima;
Secretário de Finanças – Valdemar S. Medeiros;
Secretário Adjunto de Finanças – Albertino Antonio Fortunato;
Secretário de Relações Sindicais – Antonio de Oliveira;
Secretário Adjunto de Relações Sindicais – Manoel Carlos Azevedo da Silva;
Secretário para Assuntos do Trabalhador Rural – Jerônimo Elias da Silva;
Secretário Adjunto para Assuntos do Trabalhador Rural – Melanias Vieira Neto;
Secretário para Assuntos Jurídicos – Valnei da Silva Lins;
Secretária da Mulher – Jacqueline Penedo Lucena;
Secretário Adjunto da Mulher – Sonia Maria Rocca;
Secretário para Assuntos do Meio Ambiente – Gizelia Penedo Lucena;
Secretário para Assuntos da Seguridade Social – Teoginis Silveira do Nascimento;
Secretário para Assuntos de Direitos Humanos e Sindicais – Francisco Neto Frota Junior;
Secretário para Assuntos de Políticas Sociais – Mauricio F. da Silva;
Secretário para Assuntos Econômicos e de Tecnologia – Elves da Silva Xavier;
Secretário para Assuntos do Adolescente e da Juventude – Raimundo Cesar de Lima;
Secretario de Diversidade – Rafael Vargas Lara;
Secretario Adjunto de Diversidade – Raimundo Erivan Carvalho da Silva;
Secretários Executivos: Neira Alves da Guia e Francisco de Assis Calixto.

Conselho Fiscal
Cleonice Fernandes Meireles;
André Fernando de Oliveira;
Adilson Victor da Cruz.

SUPLENTE
João Bosco Silveira de Freitas.

Algumas fotos do evento estão em www.portalrondonia.com.br/ugt

Presidente do SITRACOM participa da fundação da UGT neste sábado

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Bens e Serviços do Estado de Rondônia (SITRACOM-RO), com exceção da base de Porto Velho, Francisco de Assis de Lima, irá participar, neste sábado, da fundação da representação estadual da União Geral dos Trabalhadores (UGT). O evento terá início a partir das 08 horas, no Hotel Vila Rica, em Porto Velho e será coordenado por Denis de Souza Azevedo, presidente do Sindecom .
Além de presidente do Sitracom, Francisco de Assis de Lima também é Secretário Executivo da UGT nacional e acompanha essa entidade sindical desde os primórdios de sua fundação. “Estou muito contente com a chegada da UGT em Rondônia e estou certo de que os trabalhadores de Rondônia só têm a ganhar com a vinda dessa representação e o Sitracom, que é parte integrante dessa grande entidade sindical, pretende atuar ativamente em seu fortalecimento e consolidação”, disse.
O SITRACOM foi fundado em 1987 e ao longo desses mais de 22 anos de atuação em Rondônia tem contribuído decisivamente para melhorar as condições de vida dos trabalhadores, através de ações diretas com reivindicação junto à classe patronal, ou, indiretamente, através da ministração de cursos, palestras e simpósios que visam a qualificação do trabalhador. Todos os anos centenas de cursos são ministrados e os trabalhadores recebem não apenas um novo diploma, mas também a certeza de que estão mais bem preparados para enfrentar o competitivo mercado de trabalho.
Essa experiência adquirida pelo SITRACOM em Rondônia é vista com bons olhos pela UGT , que valoriza bastante essa firme parceria com essa entidade sindical representativa dos comerciários do interior de Rondônia.
Falando um pouco mais sobre a UGT, Francisco de Assis de Lima afirma que acompanha o desenvolvimento dessa entidade nacional desde a sua fundação em julho de 2007, quando da fusão da Central Geral dos Trabalhadores (CGT) com a Social Democracia Sindical (SDS) e a Central Autônoma de Trabalhadores (CAT), bem como outras entidades sindicais menores que apoiaram esse projeto de formar no país uma gigantesca entidade sindical capaz de oferecer abrigo seguro àqueles que apoiam-se na firmeza de grandes instituições sindicais para fazer valer os direitos fundamentais da classe trabalhadora enquanto agentes que fomentam o progresso desta grande nação.

Grandes lideranças nesse grande encontro da UGT em Rondônia
Importantes lideranças do sindicalismo brasileiro estarão presentes nessa reunião solene de fundação da UGT em Rondônia, dentre elas o presidente da UGT Nacional, Ricardo Patá, o Secretário de Organização e Políticas Sindicais, Francisco Pereira de Souza (Chiquinho), o Secretário da Diversidade Humana, Mário Rogério de Carvalho Lavigne, além do presidente do SINDECOM, Denis de Souza Azevedo e outros convidados especiais para esta histórica solenidade.

Papudiskina - Daniel Oliveira da Paixão

Taxa do Lixo
Em 2010 a população de Cacoal recebeu a “grata” informação de que, a partir de agora, todos iremos pagar mais uma taxa para o serviço público e o seu lançamento será mensal, via conta do SAAE. Trata-se de uma taxa para custear os serviços de coleta de lixo em nossa cidade. Muita gente reclama, pois alega que a prefeitura já cobra a taxa de IPTU, que cobre, entre outras coisas, a coleta do lixo urbano não comercial.

Eu, particularmente, sou a favor de se cobrar uma taxa específica para a coleta de lixo desde que o serviço passe a atender realmente aos interesses da comunidade. Para serem eficientes, os serviços públicos de maior complexidade deveriam todos eles ter uma dotação orçamentária e taxas específicas para se evitar desvios de finalidade. Em um sistema moderno, deveria haver uma taxa específica para o fundo de saúde, outro para a coleta de lixo, outro para saneamento, outra para o transporte e trânsito e assim por diante. Havendo esses fundos específicos, teríamos como acompanhar o montante arrecadado e cobrar um serviço eficiente.

A taxa de IPTU, em geral, é bastante simbólica e realmente não cobre um atendimento tão específico como a coleta de lixo, que demanda um investimento elevado de recursos, pois não se trata apenas de ter funcionários e caminhões para o transporte. Um sistema de coleta de lixo eficiente precisa de um programa de gerenciamento de materiais, que vai desde a coleta seletiva até o processo de reciclagem. Outra coisa importante que a Secretaria de Meio Ambiente deve avaliar é a condição de trabalho dos servidores que atuam na coleta de lixo. Pela natureza do trabalho deles faz-se necessário a aplicação de uma carga horária de cinco horas e não de oito horas, já que passam o tempo todo correndo rua afora. Além disso, eles precisam usar luvas e máscaras. Parece-me que eles já estão usando luvas, mas não vi nenhum desses servidores usando máscaras para se proteger de infestações respiratórias.

Lixo eletrônico
À medida que a nossa cidade vai crescendo, surgem também os problemas ligados à tecnologia da informação e demais derivados de produtos eletroeletrônicos e vejo, com tristeza, que nem a prefeitura Municipal e nem os órgãos do Governo Estadual dão a mínima para essa problemática. Com isso os cidadãos acabam lançando o lixo eletrônico misturado ao lixo doméstico e isso vai causar graves danos ao meio ambiente. É muito comum os cidadãos ficarem perdidos sem saber para onde levar as sucatas de baterias, monitores e computadores, televisores, celulares, fornos de micro-ondas, etc.

Como uma fábrica de reciclagem para esses produtos demanda um elevando aporte de recursos financeiros, as prefeituras deveriam fazer um consórcio para coleta e o governo do Estado deveria construir uma ou mais fábricas para reciclar esses equipamentos na capital e interior. Se o governo realmente quer atuar com mais dinamismo na proteção do meio ambiente, pode enviar técnicos para aprender mais sobre reciclagem nas principais cidades japonesas, uma vez que o Japão é um modelo mundial na reciclagem de lixo.

Ombudsman
O correto seria a cidade ter um ombudsman para ver de perto os problemas, reunir-se com os conselhos, os vereadores e o prefeito e cobrar soluções para problemas da cidade. Não basta termos um ouvidor, pois eles não têm liberdade para atuar em favor dos interesses da população. Qual é o ouvidor que tem ousadia para cobrar serviços eficientes se o prefeito pode demiti-lo quando quiser? Com um Ombudsman a coisa é diferente, pois ele não pode ser demitido durante os quatro anos de sua gestão, a menos que cometa crimes contra o erário ou o patrimônio público.

Mas é triste vermos que as autoridades falam muito em democracia, mas fazem de tudo para esconder da população informações importantes e também evitam, a todo custo, manter interatividade com os cidadãos. Eu soube esses dias, inclusive, que um cidadão de nossa cidade entrou em um link do site da prefeitura e mandou e-mail para o prefeito. Como não recebeu respostas, fez isso mais 27 vezes. No total ele enviou 28 e-mails e não recebeu nenhuma resposta. Não culpo o prefeito, pois tenho certeza de que ele tem boa vontade e atenderia a população, mas o problema é a ineficiência do seu staff político que não leva até ele condições de interagir com a população. Como estamos em um período de grande evolução tecnológica, é inadmissível que prefeitos, vereadores e deputados não tirem pelo menos um dia por semana para ler sugestões, críticas e reclamações da população via e-mail ou tíquetes eletrônicos, mais conhecidos como “Help Desk”. Se o problema na prefeitura de Cacoal é a falta de alguém que realmente goste de tecnologia, eu sugiro que contatem com este escriba, que é um grande apaixonado por tecnologia da informação. Posso dar minha humilde colaboração e eu garanto a vocês que nunca mais a população ficará no escuro no que diz respeito à interação virtual com a prefeitura e seus órgãos. Já tenho até uma sugestão relevante para esse tipo de serviço: “Prefeitura Virtual”. Na prefeitura virtual, o cidadão poderia até resolver problemas básicos como imprimir taxas de serviços e impostos, ter acesso a clipping, agendar audiências, etc, sem ter de se deslocar fisicamente até o prédio da prefeitura.

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Clarim da Amazônia