O Brasil rumo ao Primeiro Mundo

Depois de enfrentar e domar a crise econômica em 2009 e estar pronto para retomar um ciclo de crescimento vigoroso em 2010, sustentado pelo investimento e pelo consumo doméstico, o Brasil tem se mostrado apto a alçar voos mais ambiciosos. O salto do país para o Primeiro Mundo não é uma miragem distante e pode ser atingido na próxima década, como projeta um estudo de cenários feito pelos economistas Cláudio Porto e Rodrigo Ventura, da consultoria Macroplan. Tudo vai depender do resultado das eleições presidenciais de 2010 e do comportamento da economia mundial no pós-crise.

Para o próximo ano, as apostas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro convergem para taxas entre 5% e 6,5% com o governo mantendo uma estratégia de combate à crise sujeita a adaptações, dependendo dos desdobramentos e duração da recessão mundial. Uma superação mais rápida da recessão, com recuperação dos principais mercados, regulação dos sistemas financeiros dos países desenvolvidos e retomada lenta da economia mundial liderado por um crescimento maior de emergentes como China, Índia e Brasil, impulsionados por seus mercados internos, pode levar o mundo a crescer até 2012 a taxas entre 1,5% a 2%, prevê a Macroplan.

Tal contexto será favorável a ajustes estruturais importantes já em curso na economia brasileira, como investimentos públicos de grande porte em infraestrutura e mobilidade urbana, forte incentivo ao investimento privado por meio de financiamentos e garantias de crédito, redução agressiva dos juros e contenção das despesas públicas de custeio e renovação da agenda ambiental.

O cenário mundial de dupla recessão, de 40% de probabilidade, desenha recuperação não sustentável dos principais mercados com surgimento de "novas bolhas" após uma primeira onda de estímulos monetários e financeiros. O agravamento dos problemas financeiros pode precipitar a economia global em novo declínio e provocar nova onda de falências, com retorno da recessão mundial e desaceleração dos emergentes, e o PIB mundial retomando taxas médias negativas de 0,5% anuais nos próximos dois anos. Nessa conjuntura, a economia brasileira tende a ampliar fortemente a presença do Estado, que se tornaria o principal motor de crescimento econômico do país.

A efetivação de um desses cenários econômicos no Brasil, tais quais são descritos pela Macroplan, vão sofrer influência dos resultados das eleições de novembro e das coalizões políticas delas resultantes, avisam Porto e Ventura. Além das candidaturas de Dilma Rousseff e José Serra, a entrada em cena de Marina Silva e Ciro Gomes indica que a economia brasileira evoluirá entre dois polos - de continuidade das reformas e/ou de ajustes eventuais - com possibilidade reduzida de o país aventurar-se numa trajetória nacional-populista semelhante à de outros países da América do Sul.

No longo prazo, porém, o estudo da Macroplan destaca que a trajetória do Brasil para o Primeiro Mundo vai depender sobretudo da disposição do Estado, da sociedade e do setor privado de enfrentar gargalos internos estruturais que se contrapõem às suas potencialidades (ver arte abaixo) e o impedem de mudar de patamar no contexto do poder global.

A continuidade de sucesso do Brasil no mundo vai depender da capacidade de seus governantes de eliminar tais entraves. Se as mudanças estruturais passarem a integrar uma agenda estratégica nacional, fruto de consenso entre os principais grupos políticos e econômicos e alvo de crescente exigência da sociedade, tornando-se um sólido valor social, está assegurado o "salto para o Primeiro Mundo". Caso contrário, o Brasil, entre 2020 e 2030, continuará um país dual. O pior cenário, porém, de "baleia encalhada", com baixa probabilidade de ocorrer, não é improvável. Nele, a falta das reformas estruturais aborta a trajetória de aceleração do crescimento. O país retoma taxas entre 1% e 3% anuais, com parque produtivo atrasado, baixo grau de inovação e inserção internacional competitiva restritiva por ausência de reformas no sistema educacional.

Que o mau presságio sirva de alerta para o futuro presidente da República! Feliz 2010 para todos!

Vera Saavedra Durão é repórter especial

Primeiro Batalhão da Polícia Militar fará segurança no Reveillon da Paz – Show da virada 2010

O 1° BPM – Batalhão de Polícia Militar com apoio das demais Organizações Policiais Militares da capital, fará o policiamento do evento denominado “Reveillon da paz”, organizado pelo Governo do Estado de Rondônia neste dia 31 de dezembro.

O evento contará com mais de 150 policiais militares distribuídos no local da festa de forma a coibir qualquer ação delituosa, com patrulhas motorizadas fazendo o policiamento nas vias de acesso, com apoio direto da Companhia de Operações Especiais - COE e ainda teremos vários policiais militares a paisana filmando o evento na busca de pessoas que praticam crimes entre os foliões.

O major PM Jobim, Comandante do 1° BPM, através de sua Seção de Planejamento Operacional encerrou os trabalhos nesta data, onde foram esgotados todos os meios na busca de proporcionar uma segurança eficiente para todas as pessoas que participarem do evento.

As pessoas que notarem qualquer fato anormal devem procurar o grupo mais próximo de policiais militares para pedir apoio ou denunciar o fato e assim teremos um evento mais tranqüilo e seguro. O Comandante do 1° BPM, aproveita para desejar a todos os moradores de Porto Velho, Um Feliz e abençoado ano novo.

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PM RO – Lenilson Guedes.’.

Governador decreta Horário Corrido em todas as repartições públicas em Rondônia, exceto serviços essenciais

Em decreto assinado em 23 de dezembro, o governador do Estado, Ivo Cassol, regulamentou a nova jornada de trabalho dos servidores públicos da Administração Direta e Indireta. A determinação foi feita por meio do decreto 14.828 e fixa o horário de trabalho em seis horas, ou seja, os servidores públicos estaduais passaram a trabalhar das 07:30 a 13:30 horas desde o dia 24 de dezembro. O objetivo da decisão é fazer economia. “É importante que o Estado economize com água, energia elétrica, telefone, combustível, além de possibilitar ao servidor condições para melhor desempenhar suas atividades”, destaca Cassol.

Serviços essenciais à população não sofrem alteração de horário

No mesmo Decreto, no artigo 3º, não sofrem alteração de horário de atendimento os setores que prestam serviços essenciais para a população, como as áreas da saúde e segurança, que trabalham em regime de plantão.

No artigo 4º fica estabelecido que os funcionários que tem contratos de 20 horas semanais devem observar os horários fixados pelos titulares das respectivas áreas.

O documento revoga o Decreto 11.619, de 12 de maio de 2005, que também aborda a questão da regulamentação do expediente do servidor público estadual.

Defensoria Pública atendeu quase 300 mil pessoas em 2009

Em menos de 12 meses, a Defensoria Pública do Estado (DPE) atendeu mais de 260 mil pessoas nas 24 unidades do Estado e nas Comarcas. A marca é comemorada pelo defensor público geral Carlos Alberto Biazi, pois, segundo ele, significa avanço no atendimento jurídico gratuito á população. “Devemos comemorar esses resultados, creditando-o ao governador Ivo Cassol pelo apoio que assegurou à completa autonomia da Defensoria Pública do Estado, conforme preconiza a Constituição Federal”, acentuou.

O atendimento ao público também foi comemorado pelo subdefensor público geral Oliveira Andrade, que falou essa semana, sobre os avanços da Defensoria Pública do Estado (DPE) e fez um breve balanço dos investimentos em estrutura física e na valorização profissional dos servidores e defensores.

Oliveira Andrade chamou de “grande salto” a evolução que a DPE teve ao longo da gestão Antônio Francelino e afirmou que o desenvolvimento deve continuar na atual gestão. Segundo ele, o avanço alcançado pela DPE tem um único objetivo, oferecer um atendimento jurídico gratuito de qualidade à população.

Dentre os pontos destacados pelo subdefensor está a posse, para as Comarcas do interior, dos defensores aprovados no último concurso. Segundo Oliveira Andrade, as contratações continuarão. “Foi aberto processo para novo concurso que deverá contratar 30 novos defensores, 22 para posse imediata e oito para a reserva”.

Além da contratação dos novos defensores, a DPE investiu maciçamente em equipamentos de informática, promovendo melhoria e agilidade nos trabalhos desenvolvidos pelos servidores, sobretudo, nas Comarcas. “Também foram adquiridos 15 veículos, dos quais 12 foram comprados em convênio com o Ministério da Justiça, num investimento de R$ 1,5 milhão”, acentuou Oliveira.

Com mais prédios alugados e cedidos pelo Governo, a Defensoria ampliou suas instalações nas Comarcas, oferecendo mais comodidade aos colaboradores e a população. Na valorização profissional também foi considerada a questão salarial. “A DPE conseguiu melhoria salarial para todos os servidores. Ainda não é o que queríamos oferecer, mas é um avanço”, afirma o subdefensor.

Para acompanhar de perto os trabalhos nas comarcas e unidades, a DPE iniciou trabalho de inspeção, o que, segundo Oliveira Andrade, tem assegurado melhorias no atendimento. “E para melhorar a comunicação entre a sociedade e a DPE, foi aprovado recentemente o cargo de ouvidor geral, de sorte que até março de 2010 será empossado o nosso ouvidor-geral”, acentuou Oliveira Andrade.

Assessoria de Imprensa DPE

SAAE melhora sistema de tratamento e distribuição

A partir de março de 2010, o Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Cacoal estará recebendo uma Estação de Tratamento de Água (ETA), que foi adquirida pela Prefeitura com o objetivo de melhorar o atendimento de qualidade à população.

A estação vai melhorar o serviço de captação em 40 %. De acordo com o diretor do SAAE, José Pereira das Neves, a estação foi um investimento no valor de 610 mil reais e será instalada em março de 2010. Sendo esta mais uma das ações do município em prol do melhoramento no abastecimento de água.

Pereira informou ainda que o SAAE fez mais um investimento de 65 mil reais na aquisição de uma bomba para captação de água, com a capacidade de 600 metros cúbicos por hora.

A bomba será instalada em janeiro na estação de captação localizada no Rio Machado. O diretor disse que o investimento facilitará a extensão do atendimento, aumentando a capacidade de distribuição em 25% no volume de água.

Reportagem: Ormiza Soares

Homenagem do Le Monde a Lula repercute no Estadão

Gilles Lapouge, o veterano correspondente do Estado de S. Paulo em Paris, comenta no jornal paulista desta sexta-feira (25) a escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como 'personalidade do ano 2009' pelo jornnal Le Monde, que considera "o melhor periódico da França". Lapouge conclui, olhando a foto de Lula na capa do Monde, que a Providência desta vez "acertou em cheio", pois "valeu a pena". Veja o artigo.

O jornal Le Monde é o melhor periódico da França. Uma referência internacional. Na véspera do Natal, parte da sua primeira página foi ocupada por uma figura sorridente, simpática, simples - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este ano, com efeito, e pela primeira vez, o Le Monde nomeou o brasileiro "personalidade do ano", como faz na América Latina o Times.

O diretor do jornal explicou as razões. "Barack Obama? Ele merecia essa indicação no ano passado, mais do que este ano. Putin? Ou Mahmoud Ahmadinejad? Não, Le Monde pretende ser um jornal de reconstrução e de esperança. Na linha do "positivismo de Auguste Comte", ele toma o partido dos "homens de boa vontade".

Um retrato de Lula foi feito pelo correspondente do jornal no Brasil, Jean-Pierre Langellier. O fio condutor? O Brasil, que há tanto tempo tinha o rótulo interessante, mas deprimente de "país do futuro", encontrou finalmente o seu futuro. "Como um gigante por muito tempo adormecido, ele acorda, se endireita, se estica, descobre os seus músculos e olha longe, para além da sua própria imensidão, para o mundo, que aspira ser um dos principais protagonistas".

No texto, ele ressalta a espontaneidade do presidente. "Sua autoridade natural, seu carisma, seu humor despertam simpatia e respeito. Tão à vontade nas favelas quanto nas sessões de foto na primeira fila ao lado de chefes de Estado seus pares, Lula é popular aqui e lá".

Jean-Pierre Langellier destaca também a impressão que Lula provocou em outro homem fascinante, Barack Obama. Lula foi o primeiro dirigente americano a ir à Casa Branca e Obama recebeu-o, dizendo "ele é o cara". Mais adiante, acrescenta que "Lula foi o seu próprio herói. À força da inteligência, coragem e obstinação, ele se forjou um destino improvável que é um exemplo para os mais humildes".

Langellier fala dos discursos de Lula. "Sua trajetória fora do comum é confirmada por suas palavras. Quando ele evoca o destino dos camponeses do Nordeste obrigados a beber água suja do rio, ou a epopeia dos migrantes, desenraizados como ele e que se tornaram metalúrgicos na periferia de São Paulo, sua palavra é legítima". Mesmos nos raros momentos em que Lula se autoriza ser mais vulgar, sua palavra ainda assim tem algum peso. Como quando disse "quero tirar o povo da merda onde ele se encontra".

E Langellier continua com um desfile de sucessos e triunfos do Brasil, por exemplo em matéria econômica, mas insiste sobretudo na dimensão internacional que Lula quis, obstinadamente, se dar.

Há muito tempo, Lula declarou: "Quero mudar a geografia política e econômica do mundo. O Brasil não pode ficar sentado na cadeira esperando ser descoberto".

E seguem algumas etapas dessa subida do Brasil para as grandes cúpulas. A elevação do G-20, do qual Lula é um membro ativo, à condição de diretório informal da economia mundial e, depois, essa chacota de Lula: "Gostaria de passar à posteridade como o primeiro presidente brasileiro que deu dinheiro ao FMI. Emprestar para o FMI não é chique?". Em 2009, o Brasil emprestou US$ 1,3 bilhão ao Fundo Monetário Internacional.

Quando terminamos de ler o longo artigo de Langellier, voltamos à primeira página. E olhamos longamente a foto do presidente brasileiro.

E nos dizemos que a Providência ou o destino dos povos, tão cega, tão mal inspirada ou tão frívola no geral, desta vez acertou em cheio. Uma figura simpática como essa, realmente vale a pena.

Senador Raupp se reúne com taxistas e mototaxistas para debater regulamentação das profissões

A regulamentação da profissão de taxista e a regularização dos serviços de mototáxi, moto-frete e motoboy foram os pontos principais que marcaram as reuniões que o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) realizou com taxistas e mototaxistas de cerca de 15 municípios rondonienses, neste final de semana.

O ciclo de reuniões que se iniciou na manhã de sexta-feira (18), em Guajará-Mirim terminou na tarde de segunda-feira (21), em Ariquemes, quando o senador esteve com os taxistas na estação Rodoviária e com os mototaxistas, na sede da Associação dos Mototaxistas (AMOTA).


Nos encontros com as duas categorias profissionais, o senador adotou o estilo de “reuniões rápidas e descontraídas”, em virtude da natureza do trabalho de cada. Mesmo assim contou com a presença expressiva desses profissionais que ouviram as explanações do senador sobre a sua luta e da deputada Marinha Raupp, em Brasília em prol da regulamentação das duas profissões.

Durante os encontros com os mototaxistas, o senador mostrou o colete de segurança que todos deverão usar, e disse que se emprenhará para que todos disponham deste equipamento de trabalho, até o próximo ano.”Estou conversando com os prefeitos municipais que para seja viabilizado o apoio neste sentido”,disse. O senador também entregou, a cada mototaxista, uma cartilha informativa para que os profissionais conheçam seus direitos e deveres no processo de regulamentação da profissão.


“Como a regulamentação envolve os poderes Executivo e Legislativo, estamos discutindo com prefeitos, vereadores e os mototaxistas, a maneira mais rápida do serviço ser regularizado nos municípios”, afirmou o senador.
Em Ariquemes, o presidente da Associação dos Mototaxistas (AMOTA), Joel considerou a reunião importante. “O Raupp sempre foi um grande defensor da regularização da profissão dos mototaxistas, e ter uma reunião onde ele fala diretamente para todos os associados é de muita importância para nós” afirmou o presidente da Associação.



Hoje, a AMOTA conta com 410 associados, onde desses, 232 são titulares e 178 são suplentes, que se revezam para atender as mais de 1.200 chamadas recebidas, diariamente, na central de atendimento, além das corridas que os mototaxistas realizam nas ruas.

Já nas reuniões com os taxistas, o senador debateu sobre o projeto de lei nº 175/2005, de sua autoria, regulamentando a categoria profissional. A matéria foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, em decisão terminativa, e se encontra na Câmara dos Deputados, aguardando votação.

“Nas reuniões com os taxistas ouvi sugestões e apoios ao meu projeto” ressaltou o senador ao destacar que na Câmara dos Deputados, a deputada Marinha Raupp fará todo esforço para que o presidente, Michel Temer (PMDB-SP), agende a votação da matéria o mais breve possível. Se ocorrer no primeiro semestre de 2010, será uma grande conquista para os profissionais que trabalham nos centros urbanos oferecendo conforto e segurança aos passageiros, observou o senador Raupp.

A maratona de reuniões ocorreu nas cidades de Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Porto Velho, Vilhena, Colorado do Oeste, Cabixi, Cerejeiras, Cacoal, Cujubim, Alto Paraíso, Presidente Médici, Ji-Paraná, Ouro Preto, Jaru e Ariquemes.


Ribamar Rodrigues

Assessor de Imprensa

Papudiskina - Caso Dr. Valter e outros assuntos cotidianos

Por Daniel Oliveira da Paixão

Prisão de acusados de assassinato do Dr Valter
Agora que a Polícia prendeu dois acusados da morte do Dr Valter, surgem acusações, ainda sem provas, de que o mandante seria alguém da própria família da vítima. É uma temeridade o que alguns jornais estão fazendo, divulgando amplamente o fato, sem o devido cuidado que se deve ter nesses casos. Muitas vezes a pressa em alardear tais informações contribuem ou para a condenção de inocentes ou para a absolvição de culpados. Nem mesmo quem está preso pode ser apontado como criminoso. Há dois tipos de prisões comuns nesses casos: a temporária, que detém o acusado provisoriamente para ouvi-lo mais detalhadamente sobre os fatos, e a preventiva, que é decretada com a finalidade de impedir que o acusado eventualmente venha a fugir ou coagir testemunhas.
Então, minha gente, o que há de concreto é que as investigações agora estão bem avançadas, mas ninguém foi condenado por enquanto. Então, vamos respeitar a presunção de inocência e o amplo direito de defesa e do contraditório. Nem mesmo eventuais confissões à autoridade policial nem aquelas sob os holofotes das emissoras de TVs têm validade juridica. O que vale são as provas que se apresentarem ao longo de uma árdua e dolorosa investigação. Sob pressão psicológica ou sob o porrete da polícia, muitos inocentes acabam se declarando culpados antecipadamente, embora eu não creio que esteja havendo esse ignóbil tipo de comportamento em Cacoal. Eu sempre disse que apesar de todos os problemas e dificuldades do sistema judiciário brasileiro, a Justiça e a Polícia de Rondônia seguramente são as melhores de todo o Brasil. Eu mesmo já vi depoimentos de pessoas do próprio Conselho Nacional de Justiça elogiando a Justiça e a Polícia de Rondônia. Eu confio plenamente no competente trabalho dos delegados de polícia de Cacoal e em nossos igualmente competentes juízes de direito.

Ao prefeito Franco
Daqui a oito dias o prefeito Francesco Vialetto (carinhosamente conhecido como padre Franco, pois também é um dos mais conceituados sacerdotes que esta cidade já conheceu), estará completando um ano de atuação à frente do Palácio do Café. Eu gostaria de cumprimentá-lo publicamente pelas medidas corajosas que vem tomando nos últimos dias, numa inequívoca demonstração de que começa a entender melhor como funciona a administração pública e temos certeza de que no ano de 2010 a prefeitura vai atuar com muito mais firmeza do que neste ano.
2009, decididamente, não foi bom para Cacoal. Tivemos muitos problemas e claro que não podemos colocar tudo isso na conta de quem acabou de assumir o comando de uma administração, especialmente alguém que não tinha nenhuma experiência no que concerne ao poder público, seja ela no Legislativo ou no Executivo.
Mas o que importa é que o padre Franco sempre demonstrou confiança de que dominaria a situação e eu espero que ele, juntamente com aquelas pessoas sérias que o rodeiam, possam tomar as rédeas da situação. Digo isto porque algumas pessoas que ocupam cargo de primeiro escalão na prefeitura (não vou citar nomes), realmente parecem estar no lugar errado, na hora errada. Mas também temos bons nomes ocupando cargos nessa administração e não podemos generalizar e por todos na mesma balança.
Sou uma pessoa crítica, combativa e apaixonado por política, mas também procuro ser justo. Temos de dar a "César o que é de César" e a "Deus o que é de Deus". Eu sempre critiquei a inércia da atual administração ao longo deste ano. A prefeitura caminhava a passos de tartaruga. A coisa ainda não está nada boa. Mas eu tenho visto que o prefeito começou a enxergar a situação e a cobrar mais postura de seu staff político. E isso eu tenho de elogiar porque vejo luz no fim do túnel. Diante de tal situação só há duas vertentes comportamentais que eu posso ter: 1) assumir uma posição negativa e acreditar que 2010 será continuidade de tudo o que de pior aconteceu em 2009; 2) ou assumir uma opção otimista e acreditar que teremos muito mais ações positivas do que negativas em 2010. Do fundo do coração, estou sentindo que 2010 vai ser um ano muito positivo e o padre Franco vai recuperar o prestígio que sempre teve. Claro que uma coisa é ser um abnegado e ferveroso sacerdote. Outra coisa é ser prefeito de uma cidade. Mas com a ajuda de Deus, dos seus secretários e com o suporte ético e moral que ele sempre professou, dá para ele ser um grande prefeito também. Assim esperamos e assim acreditamos. Que Deus ilumine o nosso prefeito e ele, de fato, possa governar para o povo sofrido de Cacoal e não para uma pequena elite política que sempre se enriqueceu a custa de privilégicos decorrentes de sua relação com o poder público.

SAAE tem novo diretor administrativo (o terceiro da era Franco)
José Luiz de Souza Leite, servidor de carreira do Serviço de Água e Esgotos de Cacoal (SAAE), foi nomeado como diretor administrativo daquela autarquia pelo prefeito Francesco Vialetto e apresentado oficialmente no início do mês. Com isso, ele se torna o terceiro diretor administrativo a ser nomeado só este ano. Os dois nomeados anteriormente acabaram optando por deixar o cargo. O primeiro deles foi Jonadabe da Silva Lima, que ficou no comando administrativo por apenas 90 dias e foi embora sem ao menos se despedir dos servidores. O segundo deles, terceiro da lista entre os mais votados, foi José Milton Amorim, que se afastou no início desse mês. O novo diretor também havia sido votado pelos servidores do SAAE e havia ficado em segundo lugar da lista, mas em vez dele, o prefeito preferiu nomear o terceiro entre os mais votados. Mas agora, finalmente, decidiu nomeá-lo quando o seu antecessor preferiu pedir exoneração do cargo.

Democracia na administração pública
Muitos políticos dizem que são democráticos, mas, na verdade, seus discursos nem sempre são condizentes com a prática, pois o que eles querem sempre é manter uma imagem positiva diante do público. Eu mesmo, por acreditar que com certos políticos a coisa seria diferente, já fui perseguido. Claro que não estou falando dessa administração, da qual não participo, mas daquelas em que participei. Não são os que estão de fora que sofrem perseguições, mas os que estão do lado de dentro. Falo isso com conhecimento de causa, pois já atuei como assessor de imprensa nas prefeituras de Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Espigão do Oeste e também como assessor de imprensa das Câmaras municipais de Pimenta Bueno e de Cacoal. Para nós, jornalistas, o importante é atuar de forma coerente. Claro que uma coisa é você estar do lado de fora e outra coisa diferente é fazer parte de uma administração. Sendo parte, o jornalista tem que realmente passar a visão de governo, ser coerente com a sua condição. Mas isso não quer dizer que deva perder sua independência crítica e analítica, embora tenha de agir como alguém que se concentra nas ações de governo. Isto significa "passar a visão de governo" sem necessariamente ser avalista dela. Mas, claro, não é decente um assessor de imprensa falar mal do governo para o qual trabalha. O mínimo que se requer, nesses casos, é respeito à instituição que representa.

Propaganda estranha na TV
Terça-feira estive conversando com o meu amigo Sérgio Augusto Ferreira, empresário do ramo de tintas em Cacoal, e ele comentava sobre a propaganda na TV onde se pede para que o empresariado dê uma nova chance aos egressos do sistema penitenciário para que evitemos, assim, a incidência de ações criminosas por parte dessa gente. Ele questionava: porque o Governo quer que o empresariado dê oportunidades a ex-presidiários se nos concursos públicos qualquer um que queira concorrer precise, em muitos casos, até levar uma certidão negativa da justiça?
Ele tem razão. Penso que o governo tem meios para dar suporte a ex-presidiários porque conta com um aparato policial para eventuais emergências. Claro que muitos ex-presidiários realmente vão se recuperar. Mas não todos. E, no caso desses para os quais não há trabalho que os possa redimir, há necessidade de um acompanhamento mais de perto do aparato do Estado para evitar maiores danos à sociedade.
Acho louvável que se dê oportunidades para egressos do sistema prisional, mas as devidas cautelas são necessárias.

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Clarim da Amazônia