Pato Fu se apresenta nesta quinta feira, no Auditório da FIMCA

Fernanda Takai, John Ulhoa e Ricardo Koctus, integrantes da banda mineira Pato Fu, são os próximos convidados do projeto Sempre Um Papo.

O bate papo será nesta quinta-feira, dia 3, às 19h30, no auditório da Fimca (rua das Araras, 241, Jardim Eldorado). A entrada é franca e a lotação do auditório por ordem de chegada. Informações: 9974 2814 e oficinadecomunicacao@yahoo.com.br. O evento é parte integrante do Festival Casarão, que acontece em Porto Velho de 4 a 6 de setembro no clube Mirante 2 e meio.

No encontro, a vocalista da banda, Fernanda Takai, lança e conversa com o público sobre seu livro “Nunca Subestime uma Mulherzinha” e fala sobre o DVD “Luz Negra”. O material foi gravado ao vivo, no Teatro Municipal de Nova Lima, no interior de Minas, e traz 20 músicas, incluindo as do álbum “Onde Brilhem os Olhos Teus”. Além disso, o DVD contém clipes, cenas de estrada, bastidores e mini-documentário de sua última turnê. “Nunca Subestime uma Mulherzinha", da Panda Books, é uma coleção de contos e crônicas publicados por Fernanda Takai, nos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas. São textos confessionais e bem-humorados, nos quais a autora descreve momentos de sua vida e cria outros que poderiam caber na vida de qualquer um.

Ricardo Koctus, baixista do Pato Fu, há 15 anos, conta sobre os bastidores e a experiência em lançar seu primeiro álbum autoral, intitulado Koctus. A produção do disco é de Gerson Barral e Carlos Eduardo Miranda, e traz 12 canções, entre elas Recado, Você Não Quer, Metade, Clara, Seja O Que For, Casa Vazia, Querida, Por Favor, Quero, Se Sorri Ou Se Chorei, Por Você e Ninguém Mais e Um Dia Mais Belo.

John Ulhoa, mais os dois músicos, falam também sobre a produção do DVD do Pato Fu, “Extra! Extra!”, que chamou a atenção do público e fãs já pelo nome. O título é auto-explicativo. São materiais de vídeo reunidos pelo grupo nos últimos anos, que foram transformados no projeto. Arquivos que poderiam aparecer como extra de um DVD de show, mas por ser exclusivo e extenso, mais de 150 minutos, a banda decidiu transformar em um só produto.

O “Sempre um Papo” é uma realização conjunta de Fred Perillo Comunicação e AB Comunicação com patrocínio do Governo de Rondônia, Prefeitura de Porto Velho e Fimca (Faculdades Integradas Aparício Carvalho), com apoio cultural da RedeTV Rondônia, jornal Diário da Amazônia, Exclusiva Livraria e Online Clipping.

Serviço:
“Sempre um Papo” com Fernanda Takai, John Ulhoa e Ricardo Koctus, do Pato Fu
03 de setembro, quinta-feira, às 19h30 Auditório da Faculdade Fimca (rua Araras, 241 - Jardim Eldorado, Porto Velho) Informações: (69) 8115 0545

Informações para a imprensa: 8115 0545 e oficinadecomunicacao@yahoo.com.br informações do festival casarão para a imprensa: imprensacasarao@gmail.com

Governo deve valorizar produtor rural e se opor a internacionalização da Amazônia, diz Hélio Vieira

Ao discursar na tarde desta sexta-feira durante abertura do o Seminário sobre o meio ambiente, realizado na tarde desta sexta-feira, no auditório ‘Agenor de Carvalho’ da OAB, o presidente da Seccional Rondônia da Ordem dos Advogados do Brasil, Hélio Vieira, defendeu maior valorização ao produtor rural, que atua na Amazônia, e criticou a inércia do Governo Federal ante a iminente internacionalização da região.

Segundo Hélio Vieira, os problemas mais sérios da atividade rural na Amazônia é a falta de regularização fundiária, que “permite a ocupação de terras sem título ou com documentos precários. Levantamento revela que, em Rondônia, há cerca de 40 mil processos de legitimação de posse pendentes no Incra”.

Leia a seguir a íntegra do discurso:

O Seminário “Meio Ambiente", promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil, discute a partir de hoje a importância da floresta amazônica para a soberania nacional, os riscos da internacionalização e os entraves ao desenvolvimento econômico da região.

Os problemas mais sérios da atividade rural na Amazônia é a falta de regularização fundiária, que permite a ocupação de terras sem título ou com documentos precários. Levantamento revela que, em Rondônia, há cerca de 40 mil processos de legitimação de posse pendentes no Incra.

No Mandato do Governo Lula, foram registradas mais de 3.000 invasões de terra na região. O governo deve dar aos investidores condições de produzir e não tratá-los como se todos estivessem irregulares e fossem contraventores. A instabilidade afasta investimentos sustentáveis e gera insegurança para quem mora e trabalha na região.

A carência de investimentos sustentáveis e as constantes invasões de terras são formas de desrespeito com empreendedor que enfrentou dificuldades de transporte e comunicação para investir na Amazônia.

O seminário é fundamental. O tema Direito Ambiental, promovido pela ESA e a Comissão Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil, envolvendo a cidadania e as instituições republicanas podem contribuir com a defesa da soberania nacional e alertar as autoridades para desafios, como as dificuldades de regularizarem terras e a falta de controle das aquisições de áreas por estrangeiros.

No entanto, o maior proprietário de terras na região é o governo, com 46% de terras públicas ou devolutas, e este não tem dado a devida atenção ao meio ambiente e ao mundo. O produtor rural está sendo tratado como bode expiatório, pois há outras atividades que agridem mais a Amazônia e não são tão responsabilizadas quanto a agropecuária.

“A Amazônia é o pulmão do mundo. O mundo quer que o Brasil pare de destruir irresponsavelmente a Amazônia” (Série de editoriais do New York Times – 1989).
“O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia” (François Miterrand, 1989).
“Só a internacionalização pode salvar a Amazônia”. (Grupo dos Cem – México-1989).
“O Brasil deve delegar parte de seus direitos (sobre a Amazônia) aos organismos internacionais competentes”. (Mikhail Gorbachov – 1992).

Desse modo, podemos observar que a noção de internacionalização teria um caráter meramente político, que poderá ser alcançado através de uma intervenção militar propriamente dita ou até através dos sutis meios diplomáticos.

O governo brasileiro ratificou a Lei de Gestão de Florestas Públicas que permite a privatização de hectares do território amazônico às empresas privadas com intuito de estabelecer atividades econômicas e de pesquisa. O aluguel de florestas baseia-se em um contrato de exploração sustentável, ou seja, empresas ganham permissão para retirar os recursos desde que garantam o manejo florestal.

Sito o caso do milionário sueco, Johan Eliasch, que comprou, em 2005, uma área de cerca de 1,6 mil quilômetros quadrados em Itacoatiara no Amazonas.
Bom seminário a todos!

Montenegro foi palco de casamento coletivo no sábado

O ginásio Maria de Abreu Bianco, em Monte Negro, foi palco da união de 72 casais que disseram sim e trocaram alianças na noite de sábado (29). O casamento comunitário promovido pela ONG ANTÔNIO CASAMENTEIRO e com apoio do Governo do Estado e Prefeitura envolveu mais de quinze voluntários desde a montagem da central de casamentos até a realização da cerimônia. Os casais puderam regularizar a união sem custos. As inscrições foram abertas no início do ano.

Os noivos contaram com uma produção especial: foi usado um tapete vermelho com 30 metros, decoração com flores do campo naturais, músicas e bênção com a cantora gospel Angélica. A festa teve ainda ao final o tradicional e delicioso bolo.

“Esta é uma oportunidade de milhares de casais oficializarem a união, sem contar que para muitos esta é a realização de um grande sonho. A secretária Marinete Lima (Cidadania e Assistência Social) está de parabéns pelo trabalho que vem desenvolvido junto à sociedade montenegrense”, destacou o Prefeito Eloísio Antônio (PSDB) e sua vice Carmen Ronconi ao parabenizarem a secretária e toda a equipe dos Tabeliões; Leonilde e Miralvo Góes, que auxiliaram na organização do evento.

Buritis - Caso “Bode” Polícia Civil desvenda assassinato prendendo três pessoas acusadas do crime

Gilvan Silvestre da Silva, “Cowboy”, Wanderléia Gomes da Silva, “Wanda” e Anderson Jesus Silva, “Canelinha”, foram presos em flagrante no final desta semana em Buritis, por policiais civis da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Buritis/Unisp acusados de terem participado da morte de Valdir de Oliveira Ramos, vulgo “Bode”, 31, encontrado morto em 25 de agosto de 2009, por volta das 7h30 com marcas de lesões na cabeça e uma orelha decepada.

De acordo com a Polícia e sabendo que a Polícia já sabia de sua participação e estava prestes a prendê-lo, Adenir Martins de Oliveira, vulgo “Pisquila” se apresentou na delegacia. Todos foram autuados e flagranteados pela prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, I e IV, do CP).
Os policiais da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Buritis/UNISP informaram que a motivação do crime teria sido em razão do consumo de substâncias entorpecentes. “As investigações iniciaram-se tão logo fora noticiado a localização do corpo, e após ininterruptas e incessantes diligências por parte dos Agentes de Polícia do SEVIC, logrou-se êxito em se determinar a AUTORIA deste HOMICÍDIO, assim como a sua motivação”. Foram coordenadores da operação os delegados Núbio Lopes de Oliveira e Júlio José da Paixão Neto – UNISP/Buritis.

Operação Medelin
O objetivo desta operação foi de investigar e reprimir o tráfico de substância entorpecente no município de Buritis e região. Durante o trabalho por Agentes de Polícia do SEVIC da 1ª Delegacia de Polícia Civil/UNISP em Buritis, foi apreendido aproximadamente 110g de substancia entorpecente com Amarildo Francisco Parralego que foi preso em flagrante.

Os policiais nas investigações descobriram que em um imóvel localizado no perímetro urbano do município estava sendo utilizado como “ponto” de comercialização e distribuição de substâncias entorpecentes. De posse dessas informações solicitaram e foram atendidos pelo Judiciário com o Mandado de Busca e Apreensão.
No cumprimento encontraram as 110g de substância entorpecente, bem como objetos destinados à pesagem e “endolamento” autuando-se, por conseguinte, em flagrante delito Amarildo Francisco Parralego, pela prática do crime de tráfico de entorpecente (art. 33 da Lei 11.343/06).

De acordo com a Polícia Civil esta foi a 13ª “Boca de Furmo” desmantelada no município de Buritis em seis meses. Foram coordenadores da operação os delegados Núbio Lopes de Oliveira e Júlio José da Paixão Neto, UNISP/BURITIS.

Cacoal se prepara para o maior evento esportivo do interior do Estado

Os desportistas de Cacoal estão se preparando para o início do maior evento esportivo do interior do Estado de Rondônia em número de atletas. Os Jogos Abertos de Cacoal, no ano passado, reuniu cerca de 3 mil atletas disputando 19 modalidades. Para este ano a Autarquia Municipal de Esportes prepara um evento com 21 modalidades, aumentando ainda mais a disputa pelo título geral dos Jogos.

A competição acontece de forma semelhante aos Jogos Olímpicos. As equipes formadas disputam entre si o titulo de cada uma das modalidades somando ponto para a classificação geral. Cada atleta que disputa um modalidade por uma equipe qualquer não pode disputar outra por outra equipe. Assim o atleta acaba vestindo a camisa de sua equipe e, mesmo quando não está na disputa, está na torcida.

Esta é a quinta edição dos Jogos Abertos de Cacoal que tem a equipe Bloco Terremoto como detentora dos quatro títulos anteriores. Em 2005 o título foi conquistado em parceria com a Academia Equilibrio do Corpo. Nos anos de 2006, 2007 e 2008 o Bloco Terremoto formou com a Farmácia Yassuda a mais vitoriosa parceria esportiva da cidade, conquistando 3 títulos seguidos nos Jogos. Para este ano de 2009, com o empresário Romeu Rodrigues, proprietário da Farmácia Yassuda, assumindo a Direção da Autarquia Municipal de Esportes, o Bloco Terremoto terá como parceira a Loja Icaraíma.

Para tentar quabrar a hegemonia imposta pela equipe do Bloco Terremoto, algumas equipes vem se preparando fortemente para os jogos deste ano. Entre estas equipes podemos citar a Facimed, a Rondônia Veículos e o Cineart.

A abertura oficial dos Jogos Abertos de Cacoal acontecem no dia 4 de Setembro no Ginásio de Esportes Capitão Rui Luiz Teixeira.

Cacoal busca vagas no Mundial de Judô

As judocas Talita Lenzi (18 anos), peso meio leve até 57 kg e Sandy Lara (17 anos) peso meio pesado até 78 kg, campeãs Sul-Americanas 2009 e Lorrâni Lino peso meio médio até 63 kg, estarão nos dias 03 a 06 de setembro em Cuiabá, participando do Campeonato Brasileiro de Judô categoria Junior. A campeã de cada categoria nesta competiçãoterá o direito de representar o Brasil no Campeonato Mundial Junior sub-20, em Atenas-Grécia, no mês de outubro.

O Professor Antônio Marques Nunes, treinador das meninas, disse que as judocas estão preparadas para a competição. “O professor Nunes não deu moleza pra gente. Ele está convicto que vamos fazer bonito em Cuiabá”, disse a atleta Talita Lenzi. Mas o treinador sabe que a tarefa não será fácil. “Nós ainda estamos treinando muito pra que chegarmos ao lugar mais alto do pódio”, concluiu Talita, que duas semana atrás esteve participando do campeonato Brasileiro sub-23, em Belo Horizonte-MG, onde ficou na 5ª colocação disputando com atletas até cinco anos mais velhas

As atletas estão diariamente treinando de manhã e tarde, mas o Professor Nunes ainda tem uma grande preocupação. “A viagem será já na próxima semana e o único apoio pra elas são apenas os 50% dos valores das passagens de ônibus que a Eucatur oferece como desconto”, disse o Sensei. Nunes espera que nos próximos dias as atletas consigam apoio para a viagem, já que, segundo o professor, as três judocas possuem grandes chances de classificação para o mundial.

Governo libera recursos de emenda para Nova União

O governador Ivo Cassol comunicou através de ofício, a liberação de recursos financeiros para atender ao município de Nova União, atendendo desta forma, emenda parlamentar de autoria do deputado Professor Dantas (PT). Os recursos serão aplicados nas áreas de saúde e educação.

Foi autorizado pelo governador, a liberação da emenda parlamentar no montante de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), de autoria do deputado Professor Dantas, para a reforma da Escola Antônio Carlos, localizada no Assentamento Margarida Alves, no município de Nova União.

O Governo também anunciou a liberação de emenda do deputado Professor Dantas, no montante de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), e que será destinado a aquisição de equipamentos para o Hospital Municipal de Nova União.

Esta semana, o governador Ivo Cassol enviou ofício a Assembléia Legislativa, comunicando a liberação de novos recursos via emenda parlamentar de autoria do deputado Professor Dantas, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), destinado a abertura de uma estrada na Linha 29, quilômetro 37, que liga Teixeirópolis a Nova União, com a abertura de dois quilômetros de uma serra e mais três quilômetros de reabertura e recuperação.

Qual é o significado de PT em Cacoal?

Daniel Oliveira da Paixão - Todos sabemos o significado da sigla partidária PT. Mas em Cacoal a pergunta acima parece pertinente. Afinal de contas, aqui parece que o PT não significa Partido dos Trabalhadores. Vou explicar: além de quebrar uma tradição republicana e nacional, que é o horário corrido (comum inclusive em Porto Velho onde o prefeito é do PT), a prefeitura de Cacoal, segundo denúncias enviadas aos montões para a nossa redação, retirou dos trabalhadores públicos uma série de benefícios e reduziu dramaticamente a qualidade de vida desses pais de família. Claro que o prefeito tem o direito de fiscalizar e dispensar quem não trabalha realmente. Não estou me referindo a privilégios indevidos, mas as gratificações que vários trabalhadores faziam jus. O pior é que a maioria absoluta dos servidores públicos votaram no então candidato do PT, Francesco Vialetto e agora estão se sentindo frustrados. Mesmo quem não votou, como eu, está igualmente surpreso com essa situação. Afinal, esperava-se que o PT teria como principal meta honrar o que significa a sigla e teria como política principal o compromisso de valorizar o funcionalismo público, os operários, comerciários e todos aqueles que trabalham para garantir o sustento de suas famílias. O que eu vejo no PT de Cacoal - e essa é uma opinião própria - é um interesse desmedido em agradar um grupo pequeno de falsos moralistas, que acham que romper tradições é inovar. Caramba, de que adianta duas horas a mais se o cidadão tem que ir em casa, almoçar e voltar. Até que se reorganize tudo de novo, lá se foram vários minutos. Enfim, não vale a pena. Essa mudança não traz benefícios nenhum a sociedade cacoalense. Apenas atende aos interesses mesquinhos daqueles revanchistas que acham que é necessário mudar o curso de qualquer caminho. Tenham certeza de que esse mesmo pessoal que mudou de horário corrido para carga horária dupla teria mudado para horário corrido se a situação fosse o contrário. Ou seja, mudariam as coisas pelo simples desejo de mudanças a qualquer custo.

Despejo
Semana passada houve despejo de uma família em Cacoal e não demorou para aparecer alguns vereadores para acompanhar o episódio. Qualquer ação de despejo causa uma certa indignação de quem vê o sofrimento principalmente de crianças inocentes. Não é nada fácil vermos as pessoas desesperadas sem ter para onde ir. Mais difícil ainda é sabermos que muitas mazelas poderiam ser superadas se tivéssemos um estado mais presente e menos paternalista. Eu sou a favor de oportunidades de trabalho para que as famílias possam ter o suficiente para se alimentar e comprar sua casa, por mais simples que seja. O que não concordo, em hipótese alguma, são com as invasões, principalmente aquelas que são incentivadas por políticos que querem aparecer a qualquer custo em troca de votos. Quero externar o meu voto de solidariedade a essa família, que de uma hora para outra se viu em situação desesperadora, mas entendo também que as invasões não poderiam ser toleradas em hipótese alguma. Aqueles que realmente não têm onde morar e não têm emprego deveriam recorrer ao Poder Público e reivindicar um abrigo temporário ou algo parecido, mas a invasão de imóveis públicos ou privados não deveria ser tolerada de forma alguma. Muita gente humilde passa dificuldades, mas paga aluguel e vai sobrevivendo com dignidade. Então, se essas pessoas, mesmo com dificuldades pagam um aluguel mensal, por que outros se sentem no direito de invadir terras públicas ou privadas? Moradia digna é um direito de todos, é verdade. Mas é um direito que deve ser conquistado com trabalho e muito empenho. Em vez de invasões, as pessoas que se sentem sem condições de pagar aluguel ou comprar sua moradia, devem se mobilizar e cobrar ações do poder público.

Parasitas dos desafortunados
Infelizmente alguns políticos vivem do sacrifício dos desafortunados. Não podem ver uma invasão que vão lá prestar solidariedade, desde que o terreno invadido não seja o de sua família. É bacana a gente prestar solidariedade, mas de forma efetiva e não apenas com palavras. A solidariedade vazia, desprovida de ação, não mata a fome do faminto, não mitiga a dor do doente, não aquece aquele que padece de frio por não ter agasalho. É muito importante que no momento de ações de despejo aqueles que vão prestar solidariedade às famílias despojadas de sua moradia também levem agasalhos, comida e, se possível, ofereçam um abrigo provisório àqueles que estão sofrendo, mesmo que a ação de despejo seja um direito legítimo de quem teve o seu imóvel ou terreno invadido por terceiros. O homem moderno lida o tempo todo com muitas contradições e interesses complexos. De um lado estão aqueles que, por dificuldades em arranjar um emprego, não conseguem realizar o sonho da casa própria e de outro lado está a Justiça que deve garantir o legítimo direito à propriedade, seja ela pertencente a particular, a uma corporação ou ao poder público. No caso da invasão em Cacoal e consequente ação de despejo resultou no protesto de alguns vereadores que cobraram do Prefeito e Secretária Municipal de Ação Social e Trabalho que ambos estivessem presentes no momento em que o mandado judicial era concretizado. Embora solidário com o sofrimento dessa família, eu penso que a presença do prefeito e secretários ligados a ação social e defesa civil só faria sentido antes. Não me parece de bom tom que uma autoridade pública vá a um local onde o despejo é baseado em ação do poder judiciário. Afinal de contas, as decisões do Poder Judiciário só podem ser contestadas por meios legais e no fórum apropriado. Não se pode afrontar a justiça e desautorizá-la perante a sociedade. As leis devem ser respeitadas e as mudanças só podem ser feitas através de decisões legislativas ou judiciárias. Nunca no grito. É a minha opinião. Não concordo com aqueles políticos que vivem com parasitas dos desafortunados para obter votos.

Fora Sarney
O povo brasileiro realmente está com um poder de indignação muito abaixo da média. O Movimento Fora Sarney não surtiu o efeito esperado por conta de uns poucos gatos pingados que se despuseram a colocar a cara a tapa. É uma vergonha o que está acontecendo no Congresso Nacional. É lamentável que políticos peçam o nosso voto e digam que vão atuar em defesa da ética e da moralidade e depois de eleitos fecham os olhos à corrupção. Não importa qual seja o peso da história de José Sarney e sim os seus atos. O fato dele ter sido ex-presidente da República não lhe dá o direito de agir de forma leviana em defesa de interesses próprios. As denúncias apontam fortes indícios de corrupção ativa e passiva do hoje senador e presidente do Senado. É claro que o fato dele ser acusado não significa que ele seja culpado, mas as ações necessitavam de julgamento. Sem investigação, sem o devido processo legal, violou-se o direito dos cidadãos que votam e querem ter a certeza de que seus representantes respeitam os interesses públicos e não estão usando do cargo para benefício próprio ou de familiares e amigos próximos. Agora que o Congresso Nacional mostrou a sua inoperância, sua vilania e falta de ética, tomara que pelo menos o povo saiba responder à altura quando for chamado ao veredicto final, na hora do voto. Se o parlamento eximiu-se de sua responsabilidade constitucional de julgar os atos incomuns de gente como Sarney e tantos outros, compete a nós, eleitores, darmos a palavra final nas próximas eleições. Temos de saber avaliar um a um dos 81 senadores e as centenas de deputados federais que representam os quase 200 milhões de brasileiros.

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Clarim da Amazônia