Candidato tem casa invadida na véspera da eleição

O candidato a prefeito de Alto Paraíso, Altamiro Souza (PT do B), distribuiu nota à imprensa em que reclama de invasão de residencia por parte da Justiça. Ele diz que na manhã deste sábado, 04 de outubro, foi vítima de uma ação judicial em que vasculharam sua residencia sem a presença do mesmo. O candidato esclarece ainda que no momento da visita do Oficial de Justiça, nem ele e nem a mãe dele, pessoas que residem naquela residência, não se encontravam no momento, e que o Oficial usou testemunhas desconhecidas pelo candidato.
"Com tudo isso esclareço ainda que: mesmo com autorização da Justiça seria prudente por parte que me fizessem um comunicado ou comunicassem com quem vive em minha residência antes de vascularem minha casa, pois esse tipo de conduta não é parte de vistoria e sim de invasão", argumentou.

53.564 eleitores estão aptos a votar em Cacoal

Dos 53.564 eleitores aptos a votar em Cacoal, são esperados que pelo menos 85% cumpram com o seu dever cívico, o que representaria um total de aproximadamente 45.600 votantes. No caso de candidatos a vereadores, o desperdícios de votos (nulos e brancos são maiores). Mesmo assim, se tudo ocorrer dentro da normalidade, pelo menos uns 43 mil eleitores devem votar em candidatos a vereadores. Com os votos de legenda, é possível que o quociente eleitoral seja de 4.500 votos. Assim, se alguma coligação não conseguir um total de 4.500 votos, vai ter de contar com a sorte para ver se consegue emplacar um eleito com os votos de sobra.

Como isto acontece? Digamos que um determinado partido conseguiu 10 mil votos. Nesse caso, ele teria 2 vagas garantidas. Os mil votos que sobram vão para a coligação mais próxima. Nesse caso, uma coligação com 3,5 mil votos pode também eleger 1 vereador, pois 3.500 + 1.000 votos remanescente da outra coligação seria suficiente para mais uma vaga. Os mil votos,entretanto, não serviriam para a coligação que tivesse 3500 votos se, por exemplo, houver uma outra que tenha, digamos, 7.200 votos. Nesse caso, os 1.000 remanescentes do caso exemplificado acima iria para completar-lhe o número de 2 vereadores dessa outra legenda.

OBS.: Esse acréscimo de votos remanescente de uma coligação para outra não é somada, de fato, a coligação alguma. O exemplo é apenas para facilitar a compreensão. O que ocorre é que, na prática, a maior sobra garante a vaga extra.

Autoria: Daniel Oliveira da Paixão

Almir Suruí em entrevista à CNN

No link a seguir você vê uma entrevista com Almir Suruí que fala sobre seu interesse em vender créditos de oxigênio na luta mundial contra a emissão de gás carbonico.

O projeto, muito interessante, chama-se YAPPR, que permite aos não anglofônicos aprender o idioma inglês de forma bastante fácil. Ele ouve o texto no inglês ao mesmo tempo em que acompanha a transliteração ao lado e a tradução abaixo.

CLIQUE AQUI E VEJA A REPORTAGEM

Dr Silvério foi o único candidato que respeitou a legislação eleitoral e fez uma campanha limpa

Dr Silvério foi o único candidato que respeitou a legislação eleitoral e fez uma campanha limpa
O candidato da Coligação Coragem Pra Mudar, Dr Silvério dos Santos (PSB), foi o único a respeitar a legislação eleitoral. Ele e a candidata a vice-prefeita, Celina do Mutirão (PSOL), não poluíram a cidade visualmente e nem sonoramente, além de respeitarem as regras da boa convivência com os demais concorrentes. A coligação do Dr Silvério e da Celina preferiram o corpo-a-corpo com os eleitores, mostrando a eles que é necessário coragem para coibir certas práticas em nossa cidade e com isso trazer de volta investimentos para a cidade, pois somente assim a população terá mais empregos e melhores condições na saúde, educação, infra-estrutura, etc.

“Nossa mensagem foi levada a todos os segmentos da cidade e mostramos uma proposta que tem como finalidade o respeito às leis e à sociedade. Se formos eleito prefeito, a partir de primeiro de janeiro a cidade terá mudanças profundas, para melhor, pois terá uma administração pública comprometida com a ética, a moral e o respeito à dignidade humana”, afirmou.


“Muita gente disse que nós estávamos sonhando demais ao lançar-se nessa disputa com os poderosos, mas eu pergunto: “não vale a pena sonhar quando se tem um objetivo nobre como o nosso que é dar ao povo simples a oportunidade de ter voz e vez? Não, não estamos sonhando. Estamos cumprindo com o nosso papel de cidadãos, que não perdem a esperança de ver uma Cacoal com mais emprego e mais respeito às crianças, aos jovens e aos idosos. Nós respeitamos as pessoas, pois são elas que fazem a grandeza de Cacoal”, disse Celina, emocionada.


O coordenador da Coligação Coragem pra Mudar, Rodolfo Porto, disse que sente-se honrado por participado desse processo eleitoral e ver, enfim, um grupo político que cumpriu o seu objetivo de realmente ser diferente. “O que vimos nos outros dois grupos que disputaram as eleições é que seus discursos tinham apenas o objetivo de confundir os eleitores. Disseram que fariam uma campanha limpa, honesta, mas, na prática, se engalfinharam em uma luta de cães e gatos, lançando toda sorte de acusações contra o oponente. Nós, da Coligação Coragem Pra Mudar, fomos honestos conosco e com os outros e por isso ganhamos tantos admiradores em Cacoal. Nós, realmente, mostramos um jeito novo de se fazer política. Demos o nosso recado e esperamos a contrapartida do eleitor para que dêem uma oportunidade ao Dr Silvério e a Celina de governarem o nosso Município. Se escolherem um candidato diferente, aí só nos resta torcer para que o prejuízo não seja tão irremediavelmente grande”, finalizou.

Glaucione firma o compromisso de mudar a história de Cacoal

A Coligação Cacoal nas Mãos de Quem Trabalha realizou na noite de quinta-feira, 02/10, o maior comício da história do município. Um dos destaques do evento foi a presença maciça dos presidentes de bairros, que foram convidados a se posicionarem ao lado da candidata a prefeita, Glaucione Rodrigues, que firmou o compromisso de trabalhar para mudar a história de Cacoal. “Vamos trabalhar muito em favor dos mais humildes e lutar pelas famílias que estão sem emprego”.

A mulher que na última eleição ficou conhecida como campeã de votos disputando uma vaga à Câmara Municipal, hoje sai na frente, mais uma vez, e surpreende com o volume de adesões que conquistou ao longo de sua campanha à prefeitura. Ela fez os maiores comícios e a maior carreata das eleições deste ano em Cacoal.

Em todos os debates realizados, Glaucione mostrou-se firme, equilibrada e segura. Mostrou que conhece a administração pública e que está preparada para grandes desafios, principalmente o de transformar o município em um pólo de desenvolvimento. A seu favor, a candidata reúne as maiores lideranças políticas, que fizeram em seu palanque o compromisso de apoiar sua administração.

Quase todos os deputados estaduais, boa parte da bancada federal, todos os secretários de estado e o governador Ivo Cassol firmaram o compromisso de ajudar a alavancar o crescimento econômico de Cacoal, trazendo investimentos, indústrias e empregos. Glaucione disse durante toda a sua campanha que “é preciso ter unidade para fazer Cacoal crescer”.

Franco e Raquel agradecem apoio do povo

Padre Franco Vialetto, candidato a prefeito pela Coligação Cacoal para todos, e a médica Raquel Carvalho, candidata a vice, afirmaram que encerram a campanha eleitoral satisfeitos com as manifestações recebidas. Eles agradeceram o apoio da população e afirmaram que querem retribuí-lo com muito trabalho.
Franco e Raquel conseguiram fazer uma campanha diferenciada em Cacoal. Com exceção de cabos eleitorais contratados por candidatos a vereador da coligação, as pessoas envolvidas na campanha trabalharam voluntariamente, afinadas com o discurso do padre, que diz que precisa do apoio voluntários da população, porque não tem recursos financeiros para fazer contratações. “Preciso que vocês trabalhem em busca de votos para mim, mas não posso pagar ninguém, porque minha campanha é feita na goela e na canela”, diz.
As adesões à campanha de Franco e Raquel vão desde a prestação de serviços a colagem de adesivos em veículos e a participação em caminhadas e carreatas. “Gastei minha gasolina com muito prazer, porque entendo que Cacoal está vivendo uma oportunidade única, que é a de eleger uma pessoa honesta, competente, de passado limpo e com coragem para lutar contra a corrupção na política”, disse o professor Emerson Figueiredo Valentin, um dos participantes da carreata realizada pela Coligação Cacoal para todos.
No final da carreata, o padre usou o microfone para agradecer as manifestações de apoio. “Estou contente, porque nessa carreata não foi dado um litro de gasolina. As pessoas não me pedem nada”, disse. Questionado sobre o significado do apoio recebido, o padre disse que representa o reconhecimento pelo trabalho realizado por ele no município e o desejo de uma política honesta e transparente. “Acho que é uma manifestação de agradecimento e de esperança”, disse.
Com 62 anos de idade e 34 de Cacoal, o padre está filiado ao PT há 12 anos, mas nunca havia participado diretamente da política partidária. Em seu currículo está a criação de comunidades rurais, construção de igrejas, de uma escola agrícola, de um centro profissionalizante e de um hospital.
Um dos pontos mais fortes do discurso do candidato é a luta contra a corrupção. “Não permitirei pagamento de propina, nem qualquer outro tipo de negociata em meu governo”, diz. Outro ponto que pesa a seu favor é o fato de que padre não acumula capital financeiro. Ele afirma que não tem bens materiais e que quando sair da Prefeitura continuará não tendo nada, apenas mais serviço prestado para o povo. “Entendo que o povo vê em mim a esperança de uma nova política, baseada no serviço e não no poder”, disse.
O padre afirmou que sendo eleito, sua prioridade será a vida humana. “Vou prestar serviços para o povo, oferecendo empregos, saúde, educação, lazer e tudo mais que uma pessoa precisa para viver com dignidade”, disse.

Papudiskina comenta eleições 2008

Debate na Câmara de Cacoal - O debate promovido pelo Portal CacoalRO, na última quarta-feira em Cacoal, certamente não foi um daqueles eventos apimentados que vemos algumas vezes em debates promovidos nas grandes capitais do país, mas foi bem interessante pois deu para mostrar ao eleitor que costuma prestar atenção que há diferenças sutis, porém bem interessantes de se analisar, na proposta dos três candidatos. Veja a minha percepção sobre cada um deles:
O Dr Silvério tem como fundamento básico de sua campanha um projeto neo-socialista, modelo que prevê a livre iniciativa, mas, ao mesmo tempo, exige do poder público um olhar mais atento para se evitar que interesses pessoais se sobreponham aos interesses da comunidade. Ele mostrou-se extremamente preparado e competente para administrar o município. Pragmático, ele vê a ética e o respeito ao erário público como pressupostos para o sucesso de uma administração pública que preza a dignidade da pessoa humana, acima de tudo. É por isso que, se eleito, o Dr Silvério não vai permitir a relativização da lei sob pretextos de condições excepcionais. E ele tem razão, pois é comum os brasileiros darem sempre um jeitinho e os mais fracos sempre são os prejudicados.
Glaucione Rodrigues mostrou-se ser bem destemida e não se intimida nem mesmo diante de situações embaraçosas que possam surgir. Fincou como principal mote de sua campanha o fato de que, por viver em Cacoal desde 1974, conhece bem de perto os problemas e, portanto, está preparada para administrar o município. Ex-secretária e ex-vereadora, ela tem, de fato, experiências de administração pública. Dona de um sorriso fácil, porém firme quando tem de agir, ela acredita que, eleita em 05 de outubro, terá condições de fazer um trabalho de conciliação como a Administração Pública estadual. Aliás, a tônica de sua campanha foi a necessidade de Cacoal ter uma administração pública que saiba dialogar com o governo do Estado e que lhe garantiria um acesso maior aos recursos estaduais.
Padre Franco procurou mostrar à sociedade cacoalense que suas experiências como clérigo seria suficiente para abrir as portas de organizações governamentais, não governamentais e empresariais em sua busca por recursos principalmente para a saúde (o centro de suas atenções) e desenvolvimento sócio-econômico. Durante o debate, ele fez questão de ressaltar conversações que teria mantido com diretores de uma subsidiária da Coca Cola que estaria disposta a investir em uma fábrica em Cacoal. Em muitas outras ocasiões, no debate de quarta-feira e em outros debates e encontros, Padre Franco sempre se esmerou em mostrar sua capacidade inata para o diálogo com organizações, sejam elas nacionais ou transnacionais, públicas ou privadas, para conseguir aporte de recursos aos seus projetos para Cacoal.
OBS.: O resumo que faço dessas ações baseia-se em minha livre observação e não tenho a menor pretensão de apresentá-lo como verdade absoluta. Cada faça o seu julgamento com base no que tem visto e ouvido dos três candidatos não só nos debates e sabatinas, como também em seus comícios, reuniões públicas e no horário eleitoral no rádio e na TV.

Candidatos a vereadores
A briga por uma vaga à Câmara Municipal este ano será muito acirrada, com algumas coligações tendo recebido até o apelido de Grupo da Morte, como é o caso da que tem o PP, o PTB e o PTN juntos. Veja só alguns dos nomões dessa coligação: Katatal, Toninho da Emater, Pedro Ferrazim, Fernando Veículos, Val da Rondônia Veículos, Paulinho do Mercado, Fezão e Carlos Pedro. Desse grupo, deve se eleger dois candidatos. Mesmo que, na sobra, a coligação consiga três vagas, ainda assim a parada é duríssima.
Agora, no outro extremo, quem deve estar aflito são os candidatos da coligação formada por PSOL e PcdoB, cuja expectativa é a de eleger apenas um vereador. O conforto é que lá não existe nenhum candidato que esteja despontando como um “estufa urna”. Assim, qualquer um tem pelo menos o estímulo de que pode vencer. Os perdedores também não terão tanta frustração, pois, não teriam mesmo chance alguma em outras coligações. Espero que não me leve a mal, mas a observação que faço é fruto de minha experiência política. Na segunda-feira pode conferir: peguem o nome do segundo mais votado na coligação PSOL/PCdoB e o enxertem em qualquer outra coligação e vejam se não tenho razão! Outra coligação onde haverá muita disputa é a que tem o PV e PSDC. Veja só alguns dos nomes da lista: César Castro, Corazim, Massa Barro, Zé Roberto.... Ah, tem ainda o Cabo Eliel, cuja candidatura está subjudice. A disputa nessa coligação está quase tão difícil quanto o Grupo da Morte. A terceira colicação mais complicada é a que tem o PMDB, o PT e o PDT juntos. Entre os nomes que se destacam nessa coligação estão o Toninho Masioli, a Lourdes Kemper, o Zezinho do Leilão, a Uri do Prado, o Celso Adame, dentre outros igualmente bons de votos.
Observação: Omiti nas coligações nomes de partidos que já não têm candidato a vereador, como é o caso do PSB (seu único candidato teve o registro indeferido), o PRTB, o PSC e o PHS que não têm candidatos (se não me falha a memória) e, agora, temos o caso do PR, cujo único vereador, Cabo Eliel, teve seu registro indeferido no TRE. Não fui informado se seus advogados recorreram ao TSE.

Quem ganha para prefeito?
O ser humano é curioso por natureza e embora saibamos que não tem como saber quem será o novo prefeito ou prefeita de Cacoal antes de apuradas todas as urnas (ou o maior percentual delas), sempre vemos aquela pergunta clássica: “quem vai ganhar essas eleições”? Claro que as pessoas querem saber um palpite, apenas, para apaziguar suas ansiedades.
Segundo pesquisas do Instituto Phoenix, a candidata do PSDC, Glaucione estaria empatada tecnicamente com o padre Franco, considerando a margem de erro. Em institutos que obedecem estritamente fundamentos como densidade eleitoral da região pesquisada, gênero, grau de escolaridade, nível econômico, a margem de erro oscila entre 2 a 4%. No caso das pesquisas feitas em Rondônia, com institutos com menos recursos humanos e técnicos, suponho que a margem de erro, para cima ou para baixo, deva ser de pelo menos 5%. Então, neste caso, vamos usar a pesquisa do Phoenix para satisfazer a nossa curiosidade.

Primeiro cenário: (não considerando margem de erro)
Glaucione teria 44,5% dos votos
Padre Franco teria 37,40
Nesse cenário a prefeita eleita seria Glaucione

Segundo Cenário (margem de erro de 5% para cima em prol do padre Franco)
Padre Franco teria 42,40%
Glaucione teria 39,5%
Prefeito eleito: Padre Franco

Terceiro Cenário:
Apenas o Padre Franco ganharia os 5%, mas Glaucione manteria com seu percentual estável.
Glaucione teria 44,5%
Padre Franco teria 42,40
Prefeita Eleita: Glaucione

Como vocês podem ver, com essa margem de erro, dá para se montar múltiplas combinações e a vitória será ora de um, ora de outro.

Dificuldades de pesquisas em Cacoal
Em razão de termos em Cacoal um grande contingente de evangélicos, que, tradicionalmente são conservadores, optando sempre por partidos de centro e de direita, há um aspecto que as pesquisas não conseguem vislumbrar, a menos que tenha incluído em seus critérios a opção religiosa do consultado.

Por exemplo:
Vamos fazer uma análise utilizando apenas o indicador religioso para se ter uma noção:
Suponhamos que 65% do eleitorado seja católico ou não religioso e 65% desse pessoal vote no padre Franco. Já entre os evangélicos, o percentual de votos de Glaucione seria de 85%. Vamos aos números:

Eleitores católicos ou simpatizantes: 29250
Padre Franco: 19.012 votos aproximadamente

Glaucione:: 10.238 Votos
Eleitores evangélicos ou simpatizantes: 15.750

Votos da Glaucione: 13387
Votos do Padre Franco: 2363

Total Geral:
Glaucione 23.625 votos
Padre Franco: 21375 votos

Para ser eleita, Glaucione precisa de 82 a 85% dos votos do povo evangélico.
Já o padre Franco, numa situação mais confortável, precisa ter entre 20% a 25% dos votos dos evangélicos para se eleger. Isso levando em conta essa característica do eleitorado Cacoalense.

OBS.: excluí naturalmente cerca de 10 mil votos que, segundo o Phoenix, vão para o Dr Silvério, os indecisos e os que vão anular o voto. O meu comentário baseia-se unicamente no eleitorado e na pesquisa Phoenix. Já o percentual em relação à crença religiosa a que pertença cada eleitor ela é meramente especulativa, não tendo nenhum vínculo científico. Especulativa de minha parte. Eu apenas apurei que, para se eleger, Glaucione precisa ter entre 82 a 85 dos evangélicos e entre 33% a 36% dos votos dos católicos para se eleger. O padre Franco, ao contrário, só precisa ter entre 20 a 25% dos votos dos evangélicos para se eleger, supondo que entre os católicos ele tenha entre 65% a 70% do eleitorado.

Candidato anônimo arrependido...
O sujeito passou quase 90 dias mentindo como candidato a vereador e, arrependido, enviou a seguinte carta ao Papudiskina.
- Prezado Papudiskenero Mor. Queira Vossa Sapienbestice ouvir-me neste momento inglório e de profunda tristeza. Estou bastante arrependido de mentir tanto durante esse período. Eu sei que uma mentirinha aqui, outra ali, com o fito de arrancar boas gargalhadas dos amigos é algo aceitável. Mas o que fiz foi zombar da democracia ao usar o nobilíssimo e sagrado horário gratuito no rádio e na TV para mentir. Eu disse aos nossos eleitores que, se eleito vereador, iria construir creches em vários bairros, escolas para atender em tempo integral, fechar convênio com entidades assistenciais e construir pontes e bueiros na zona rural. Mas agora que se aproxima a hora da verdade, eu resolvi abrir meu coração. Tudo que eu disse não passa de deslavada mentira. Como vereador, não poderei construir creches, nem escolas ou lidar com a execução de quaisquer outras obras. Por favor, me perdoem por tantas mentirinhas. Eu me empolguei talvez em razão de ouvir em casa, nos bares e nas ruas as pessoas dizerem que político sempre mente. Mas, com o passar do tempo, eu me dei conta de que não é preciso mentir para seu um bom político. Eu me dei conta de que não preciso me espelhar em quem rouba e engana o povo, mas espelhar-me, isto sim, nos bons políticos, naqueles que pensam no bem da coletividade na qual está inserido.
Por isso, Vossa Sapienbestice ajude-me a divulgar essa nota. Se alguém quer votar em mim, esqueça. Eu não mereço o seu voto. Meu número é 91432. Mas não vote em mim. Escolha um, dentre tantos outros candidatos, mas lembre-se de descartar qualquer outro candidato que tenha incorrido no mesmo erro que eu. Ou seja: não vote em quem sequer sabe que atribuições são inerentes a um vereador. Por mais bem intencionado que seja, o candidato a vereador que prometa construir casas próprias, prover iluminação de ruas, construir pontes, etc, não merece o voto do eleitor. Olho vivo! Obrigado amigo Papudiskinero.

Candidatos participam de debate promovido por portal e notícias de Cacoal

Os candidatos Dr Silvério dos Santos (PSB*), Padre Franco (PT*) e Glaucione Rodrigues (PSDC*) participaram de um debate promovido pelo portal CacoalRO nesta quarta-feira, na Câmara Municipal, e durante duas horas foram sabatinados por representantes da sociedade civil sobre temas como educação, saúde, infra-estrutura, gerenciamento administrativo e meio ambiente. O debate teve início às 21h10 e no primeiro bloco os candidatos tiveram três minutos para uma breve apresentação e a ordem do sorteio foi a seguinte: candidato 1 - Dr Silvério; candidato 2 - Glaucione e candidato 3 - Padre Franco. No segundo bloco, os candidatos foram sabatinados pelos entrevistadores Márcio Antonio (empresário da Cacoal Moto Serra), Jair Alves Batista (advogado e Pecuarista), Edson Marquiori (Médico) João Bosco Ribeiro (Inspetor da Polícia Rodoviária Federal) e Fernando Jorge (Professor da Facimed). No setor jurídico, estiveram apostos os advogados Diórgenes Nunes de Almeida, Marilda Garcia e Jean Jesus Silva. O mediador do evento foi Charles Clemente (KTV) e a coordenação geral de José Maria Monteiro (empresário e diretor do portal CacoalRO).
Os temas mais focados foram o gerenciamento da saúde, não privatização do SAAE, conciliação entre produção agrícola e preservação ambiental, redução do número de cargos em comissão (portariados) e apoio logístico ao homem do campo. Faltaram abordagens sobre Tecnologia da Informação e principalmente sobre ações sociais destinadas a socorrer moradores de ruas.
No terceiro e último bloco, os candidatos fizeram as considerações finais e obedecendo a ordem do sorteio, o primeiro a falar foi o Dr Silvério (PSB). Ele falou de sua alegria em ter participado desse processo democrático, elogiou a forma como o padre Franco se portou durante todo o processo eleitoral e também comentou sobre a candidata Glaucione, a quem considerou uma mulher guerreira, mas garantiu que a população pode ter certeza de que ele (Dr Silvério) é o mais bem preparado para administrar o município de Cacoal em razão de sua vasta experiência ao longo desses anos em que atua como Assessor Jurídico da Prefeitura Municipal, professor Universitário e advogado. Disse que além de prefeito, irá trabalhar pela dignidade da pessoa humana com ações em favor das crianças, da juventude, dos idosos e também fará ações de inclusão social para dar oportunidades àqueles que são marginalizados ou acabam entrando para o mundo da criminalidade. "Temos de dar opções de ressocialização para essas pessoas e garantir-lhes mais dignidade".

A segunda a tecer comentários finais foi a candidata Glaucione (PSDC) que falou do apoio que teve de diversos segmentos da sociedade e reclamou de ataques que, segundo ela, visavam desestabilizar sua candidatura. Ela disse que todos os processos contra ela foram julgados improcedentes e, apesar da tristeza que sente por ter sido atacada ao longo desses 90 dias de campanha, garantiu que não guarda mágoas. Por fim, disse que se eleita prefeita, fará um trabalho de revitalização da economia de Cacoal, trazendo-a de volta às primeiras posições no contexto estadual e observou que o segredo de sua administração será o trabalho feito em parceria com Governo do Estado e com o apoio da classe política.

O padre Franco foi o último a fazer as considerações finais e disse que estava contente em ter participado dessa campanha de forma transparente, com respeito à ética e que, sobretudo, sentia-se emocionado com o apoio que recebeu de milhares de cacoalenses. Disse que pessoas que se diziam iludidas com a política lhe falavam que iriam votar em razão do respeito que têm pelo seu trabalho ao longo desses anos em que ele vive em Cacoal, dedicando-se não apenas à vida paroquial, mas também com ações em favor da saúde (pastoral da saúde e construção do Hospital São Daniel Comboni), além de seu trabalho social com apoio à juventude (pastoral da juventude) e tantas outras ações em favor da população. Lembrou, por fim, que fez uma campanha limpa, não fez gastos pessoais de campanha e que, durante a sua caminhada, gastou sim sola de sapato e suou a camisa, mas fez tudo isso com uma grande alegria no coração pela oportunidade que teve de sentir de perto o apoio da população. Ao finalizar, padre Franco disse que o dever de um político é servir ao povo, renovando suas esperanças e a fé na administração pública e é justamente isso que ele fará como prefeito.

Problemas técnicos
O debate foi acompanhado por centenas de pessoas que foram até a Câmara Municipal e também deveria ser transmitido ao Vivo pela KTV, mas problemas técnicos acabaram prejudicando a recepção do sinal por parte da população e em razão disse o Portal CacoalRO e a KTV assumiram o compromisso de reprisar o evento na noite de quinta-feira. Veja nota de esclarecimento do site:

Em virtude dos problemas técnicos que prejudicaram a recepção, nesta quinta feira, a partir das 21 horas, o debate será retransmitido pela KTV e pela TV Portal.
Informamos que todos os testes foram feitos e tanto o som quanto a imagem estavam perfeitos até as 19h30 quando passamos a sofrer interferência, prejudicando vídeo e áudio.
Técnicos especializados tentaram solucionar o problema mas, infelizmente, não foi possível, motivo pelo qual nos desculpamos, porém, transmissões ao vivo estão sujeitas a imprevistos.


*PSB (Coligação Coragem Pra Mudar (PSB/PSOL/PCdoB/PRTB
* PT (Coligação Cacoal para Todos – PT/PMDB/PDT/PHS/PSC
* PSDC (Coligação Cacoal nas Mãos de Quem Trabalha - PSDC/PTB/PSDB/PTN/PP/PR/PV/PRP/PSL/DEM/PPS

Reportagem: Daniel Oliveira da Paixão

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