Pesquisa revela que Glaucione ultrapassa Padre Franco

Alguns sites e jornais de Rondônia publicaram neste fim de semana uma nova pesquisa que revela uma mudança de posição do eleitorado cacoalense. Impulsionada pelo apoio do governador e de importantes forças políticas do Estado (beneficiada também por um número maior de candidatos a vereadores a defender sua candidatura), Glaucione estaria ocupando o primeiro posto. Mas como o número de indecisos ainda é grande e considerando o fato de que muitos eleitores costumam não revelar exatamente em quem votam, mas preferem apenas dizer quem eles acham que vai ganhar, o cenário ainda está aberto e imprevisível.

O que a pesquisa revela, isto sim, é que hoje há uma polarização entre dois candidatos principais e um terceiro que tem um espaço enorme para conquistar tendo em vista que ainda faltam mais de 30 dias para as eleições.

Confira os números publicado no site O Observador

Segundo pesquisa publicada no O Observador, o resultado hoje é o seguinte:

Glaucione Rodrigues (PSDC) - 42,7%
Padre Franco (PT) - 35,5%
Dr Silvério (PSB) - 2,4%
Indecisos - 19,4%

A pesquisa foi registrada na 31ª Zona Eleitoral de Cacoal com o número 201/ZE/2008 e possui margem de erro de + ou – 3%. A pesquisa foi realizada nos dias 17 e 18 de agosto de 2008 com 211 eleitores da zona rural e urbana.

O contratante da pesquisa é o jornalista Erick Angelim, do jornal Folha dos Municípios. Os pesquisadores fizeram os levantamentos em 21 bairros de Cacoal.

Katatal defende parcerias para o desenvolvimento

ASCOM/CMC - O Presidente da Câmara, vereador Luiz Carlos Katatal destacou esta semana a importância das parcerias como forma de garantir o desenvolvimento do município. O vereador frisou que as mudanças globalizadas levam os gestores públicos a buscarem cada vez mais as parcerias em prol da coletividade. Katatal enalteceu a ação do governo do Estado em prol das Associações Rurais do município.

Katatal frisou que a iniciativa do governo do Estado, em atender os municípios através de emendas parlamentares dos deputados, vem de encontro com ás necessidades da comunidade. “Vivemos num Estado onde a agricultura é a principal fonte de economia e esses recursos destinados diretamente ás associações rurais, é sem dúvida um importante passo para o fortalecimento da nossa economia”, frisou Katatal.

Para Katatal investir na agricultura é garantir a permanência do homem no campo. “Estamos vivendo uma nova era, onde o principal setor de movimentação da economia dos municípios passa pela agricultura familiar e os investimentos nesse setor é uma forma de garantir também a permanência do homem no campo”, destacou.

Nilcéia Freitas

Emissoras de Ratinho fazem demissão coletiva

Emissoras de TV da Rede Massa, do jornalista Carlos Roberto Massa, o Ratinho, no Paraná demitiram 14 jornalistas nos últimos dias. Segundo o diretor de jornalismo, Carlos Delgado, as TVs passam por uma "reestruturação interna". A Rede Massa tem quatro emissoras no Estado: TV Iguaçu (Curitiba), TV Naipi (Foz do Iguaçu), TV Cidade (Londrina) e TV Tibagi (Maringá).

Os cortes mais acentuados aconteceram na TV Iguaçu, com oito profissionais.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor) denuncia que a TV Iguaçu não poderia demitir mais que cinco jornalistas, já que fere a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Como a emissora tem 50 profissionais, poderia demitir apenas cinco de uma só vez, de preferência entre os que quisessem ir, entre os solteiros e de menos tempo de casa.
"O Sindijor repudia veementemente a ação da empresa, que demite trabalhadores para solucionar problemas surgidos com a má administração e gerenciamento de recursos", diz em nota ao Comunique-se.

Airton Salles, repórter da TV Iguaçu, foi um dos demitidos. Ele relata falta de investimento profissional e em equipamentos. "Está caótica a situação na redação", afirmou Salles.

Uma jornalista em licença-maternidade foi demitida também. "Me demitiram antes do prazo da licença-maternidade, que se encerra em 08/09", diz a repórter Márcia Paranhos. "Vou ver se entro com uma ação depois que assinar a rescisão."
O Sindijor vai encaminhar uma denúncia com pedido de mesa-redonda à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), em função da demissão coletiva que a TV Iguaçu realizou esta semana.

A Rede Massa não respondeu, até o momento, às denúncias do Sindijor quanto às irregularidades nas demissões.

Dr Silvério recebe apoio nos bairros da cidade

Durante toda a semana o candidato a prefeito pela Coligação Coragem Pra Mudar (PSB/PSOL/PCdoB/PRTB), Dr Silvério dos Santos, participou de caminhadas nos principais bairros da cidade e em todo lugar por onde passou foi muito bem recebido pela população. Ele estava acompanhado da candidata a vice-prefeita, Celina do Martins (Celina do Mutirão) e de muitos candidatos a vereadores do grupo. “Por onde passamos contamos com o apoio da população e ouvimos de muitos eleitores a mensagem de que desejam uma profunda mudança no cenário político e o mais importante é que a população tem avaliado o nosso nome como um diferencial em relação a tudo que eles têm visto até hoje”, enfatiza o candidato.

O coordenador da campanha, Rodolfo Porto, afirmou que está confiante de que, com o início do período eleitoral, a população tenha a chance real de ver as propostas de cada candidato e detectar qual deles realmente têm compromisso com a nossa cidade. “O Dr Silvério tem mostrado ao longo dos anos que é uma pessoa honrada, centrada na defesa dos princípios éticos e morais e está preparado para governar Cacoal. Suas propostas vão de encontro aos anseios da população que está cansada do blablá dos políticos tradicionais”.

A candidata a vice-prefeita, Celina do Mutirão (PSOL), conclamou as pessoas para que pensem bastante antes de votar e peçam a Deus para ter um bom discernimento na hora de suas escolhas. “Não podemos ir às urnas como alguém que vai à casa lotérica preencher um bilhete qualquer e contar com a sorte. Voto não é loto. Votar é um gesto democrático e que implica em uma grande responsabilidade. Mais do que um dever, votar também é um direito que nos habilitar, com a força de nossa escolha, a definir o destino de nossa Cidade, de nosso Estado e de nosso País”, afirmou.

A candidata do PcdoB, Edna Motta, disse que como servidora pública tem visto ao longo dos anos sucessivos erros cometidos por aqueles que governam e que não valorizam aqueles que realmente trabalham e por isso ela aposta na candidatura do Dr. Silvério e de Celina como uma oportunidade real de mudança. “Nós sonhamos com uma administração pública que valorize os conselhos populares, os servidores públicos, os trabalhadores urbanos e rurais, além de criar programas capazes de atender a população em seu anseio por um atendimento público na saúde, educação, infraestrutura e em todos os segmentos da vida pública”, finalizou.

Secretaria do Meio Ambiente promove Mutirão da Limpeza no Itamarupá

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Cacoal estará realizando no próximo sábado, a partir das 09 horas, um mutirão de limpeza no Itamarupá, nas proximidades da VEMAQ Veículos, com a finalidade de remover o lixo acumulado no leito e na barranca do córrego. Várias entidades vão participar desse mutirão, entre as quais a ONG H2O, a Fundação Bradesco, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (CONDEMA), a Coopermarca (Cooperativa de Reciclagem de Cacoal), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), entre outras organizações.

A iniciativa da SEMA e dessas entidades foi elogiada pela prefeita Sueli Aragão (PMDB), que ressaltou a importância das parcerias público-privadas na resolução de problemas e com isso garantir melhor qualidade de vida à população. “É muito importante sabermos que a população de Cacoal está sempre pronta para dar sua contribuição e está irmanada conosco nessa tarefa de garantirmos um futuro melhor para nós e para as gerações futuras”, afirmou a prefeita.

Reciclagem
Em entrevista aos veículos de comunicação, o Secretário Municipal de Meio Ambiente, José Severino da Silva, afirmou que já está em andamento no Centro Coletor de Lixo da cidade, conhecido popularmente como Lixão, um trabalho de seleção de lixo com a finalidade de separar o que for reciclável do que for lixo orgânico. “Temos uma esteira preparada especialmente com a finalidade de fazer a peneira dos resíduos e permitir aos coletores que façam a separação do material com menos esforço físico”, disse o secretário, que acrescentou: “estamos fechando parceria com a Coopmarca por entendermos o quanto é importante o trabalho que eles fazem em favor de nossa cidade”.

Na avaliação dos dirigentes da H20, é muito importante quando a sociedade compreende a importância de preservarmos o meio ambiente e trabalharmos juntos para reduzirmos o impacto ambiental. “Quanto mais material reciclável for reaproveitado, menor o desgaste aos recursos naturais e menor a degradação do meio ambiente”, afirmou Jairo Costa, um dos fundadores da H20.

PAPUDISKINA - Perigo no ar nessas eleições!

Apesar de todas as mudanças promovidas ao longo dos anos, que nos deram uma sensação de que vivemos em um país democrático, a verdade é que ainda conservamos resquícios de autoritarismo em todas as esferas do poder e nada melhor do que o processo eleitoral para vermos o quanto nós, servidores públicos, estamos suscetíveis a perseguições veladas ou subliminares. Mesmo assim, temos de manter conosco a fé inabalável de que dias melhores virão e que seremos verdadeiramente livres para fazermos nossas escolhas de acordo com nossas consciências.

Hoje a face mais descarada da opressão, principalmente em período eleitoral, é o assédio moral. Essa forma de perseguição cresceu a tal ponto que, aos poucos, alguns legisladores mais conscientes começam, ainda que timidamente, a criar algumas leis para coibir esse tipo de abusos. Mas ao contrário de outras formas de perseguições clássicas e diretas, onde as provas são claras, o assédio moral é mais difícil de ser provado. Embora haja uma tênue separação entre assédio moral e discriminação racial, religiosa ou de gênero, os danos causados se assemelham e levam a vítima ao estresse, perda de auto-estima, sensação de medo e impotência.

Caça ao voto
Os candidatos buscam, desesperadamente, votos que lhes assegurem a conquista de seus objetivos em 05 de outubro e muitos estão desrespeitando a lei fragorosamente. As reuniões em residências e estabelecimentos comerciais podem até ser legais, mas desde que os candidatos estejam resignados a mostrarem o seu plano de governo. Mas é preciso ter o cuidado especial para não constranger o eleitor e nunca expô-lo a situações vexatórias. Imaginem a situação de um patrão que apóie determinado candidato e o convoque para uma reunião em seu estabelecimento. Lá chegando, esse candidato começa a distribuir material de campanha. É natural que o funcionário, ao não querer aceitar o material, fique com a sensação de que será retaliado pelo patrão. Aliás, sensação que muitas vezes se concretiza e nós temos muitos precedentes em Cacoal. Por isso, como eleitor, minha sugestão é que a justiça eleitoral proíba qualquer tipo de panfletagem em estabelecimentos particulares ou públicos.

Pinturas em muros
Apesar de todos os “poréns”, a lei que proíbe a pintura de muros e paredes em Cacoal trouxe um benefício enorme à nossa sociedade, em vários aspectos. O primeiro resultado é o estético. Mas o resultado mais importante foi o de evitar o constrangimento de eleitores que, tendo o patrão como candidato, eram praticamente obrigados ou constrangidos a pintar o nome desses cidadãos em seus muros. Os bons patrões sempre contarão com os votos de seus funcionários, mas há alguns patrões que só lembram que seus empregados são seres humanos quando entram em uma disputa eleitoral.

Candidatos descontentes
Tem muita gente boa disputando essas eleições e que merecem o nosso respaldo. Tanto que estou bastante chateado com alguns partidos políticos que, no afã de garantir vagas na Câmara de Vereadores, começam a privilegiar alguns nomes em detrimento dos outros. Os líderes partidários, individualmente, vão escolher o vereador de sua preferência e isso é natural. O que não é justo é que favoreçam um ou mais candidato em prejuízo dos demais.
O partido que aposta todas as fichas em apenas um ou dois candidatos pode deixar todos os demais descontentes e desestimulados. Quanto menos candidatos estiverem motivados, menos vagas o partido irá conquistar. Só tem um jeito de todos estarem motivados: é a sensação de que têm chances reais de conquistarem uma vaga. Digo isto porque tenho amigo nas três coligações majoritárias e todos os dias encontro candidatos que se mostram desanimados, cabisbaixos e argumentando que estão com a sensação de que todos os seus esforços servirão apenas para eleger candidatos protegidos pela cúpula partidária.

Exemplo do PSDB, PSOL e PSB
Se por um lado temos péssimos exemplos em Cacoal em que segmentos partidários pedem voto exclusivamente para um determinado candidato ou candidata, por outro lado também sou testemunha de alguns dirigentes que estão motivando os seus candidatos com reuniões e mensagens positivas enviadas por telefone, email, SMS, etc. No PSB, no PSOL e no PSDB, pelo que tenho percebido, todos os candidatos têm o mesmo respaldo e não existe nenhum protegido em suas fileiras.

Neste ano os partidos que vão fazer o maior número de eleitores serão aqueles que conseguirem manter o maior número de candidatos motivados. Não adianta o partido se gabar de ter gente graúda em suas fileiras se não souber motivar a todos os demais concorrentes. É por isso que partidos menores muitas vezes acabam tomando vagas de “figurões” da política. Meu conselho aos caciques políticos é este: “valorizem todos os candidatos, mesmo aqueles que aparentemente são os que menos chances têm de ser eleitos, pois é dos tais que vocês vão precisar na contagem final dos votos. Pensem bem: um candidato desmotivado pode custar a perda de uma ou mais vagas na composição da futura Câmara de Vereadores.

Olimpiadas (sem acento agudo)
O Brasil continua sendo motivo de piada nos jogos Olímpicos e alguns jornalistas costumam fazer um verdadeiro estardalhaço por meia dúzia de medalhas, quase todas de bronze, como se fôssemos uma potência do desporto mundial. Se o nosso país ficasse entre os 10 melhores do mundo já seria motivo de preocupações e indicaria a necessidade de mais investimentos para conquistarmos uma melhor posição no ranking. O que dizer então de ficarmos apenas entre os 40 melhores? Estamos acostumados a desprezar as estatísticas e por isso nos julgamos a pátria das chuteiras, por exemplo. Vibramos com a nossa supremacia no futebol sobre países como Paraguai e Uruguai - apesar de algumas derrotas que esses países nos impõem - e nos esquecemos de que eles, sim, são as verdadeiras potências da América do Sul porque com menos de 5 ou 6 milhões de habitantes conseguem ganhar de um gigante que tem quase 200 milhões de pessoas.

Não quero desmerecer os cinco títulos mundiais que temos no futebol e nem as muitas vitórias no voleibol ou no basquetebol. Claro que temos orgulho de nosso país. Mas é preciso que tenhamos consciência de que precisamos muito mais do que títulos sul-americanos ou algumas conquistas olímpicas ou em super-ligas. Acho que está na hora do Governo Federal, os governos estaduais e municipais levarem a sério a necessidade de investimentos em diversas modalidades de esporte. Muito mais do que o sabor de vitórias no esporte, o que está em jogo também é o orgulho nacional, o desejo de mostrar o nosso valor como nação soberana e a caminho de pleno desenvolvimento.

Parece piada, mas nesses jogos olímpicos de Beijing (ou Pequim como querem os tradicionalistas), nossa maior emoção é vermos os atletas da Jamaica desfilarem, orgulhosos, com seus uniformes com cores que se assemelham às cores de nossa bandeira (o verde e amarelo).

A falta de heróis, inclusive, nos leva a venerar os heróis americanos como Michael Phelps (natação), May e Wash (Vôlei de Praia), Kobe Bryant (no basquetebol), Shawn Johnson (na ginástica), etc. A que ponto chegamos? Venerar os gringos já é demais. Nada contra eles e tudo ao mesmo tempo. Os Estados Unidos oprimem o mundo, mas anestesiam a todos nós com os super heróis que produzem nos esportes, nas artes e no cinema....

China e Pequim são invenções latinas
Os europeus, em suas incursões pelo extremo oriente, depararam-se com uma cultura totalmente estranha e um povo com um idioma bastante peculiar. Não conseguindo compreender a fala desse povo, logo deram um nome a esse país, China. A verdade é que esse nome não existe naquela região. O povo a quem chamamos de chineses conhece o seu país pelo nome de ZHONGUÓ e sua capital é BEIJING. Mas nós, em vez de apenas aproximarmos esses nomes para um fonema mais fácil de pronunciar, criarmos outros nomes. Menos mal que a palavra China é muito mais bonita do que Zhonguó. Mas pelo menos o nome da capital desse país a gente deveria mantê-lo como Beijing, que é muito mais poético do que Pequim.

Cacoal tem os melhores índices de cobertura

A prefeita Sueli Aragão e o empresário Antônio Bisconsin, um dos proprietários da Construtora Aripuanã, empresa responsável pela execução das obras da rede de coleta de esgoto, concederam entrevista ontem (21) à imprensa, sobre o andamento dos trabalhos. A prefeita lembrou que Cacoal é considerada hoje a cidade com os melhores índices de cobertura de água e esgoto da Região Norte. Ela disse que o Município oferece água tratada de qualidade, inclusive com adição de flúor, para 100% da população urbana e o sistema de coleta e tratamento de esgoto atinge cerca de 35% da cidade.

A prefeita informou que a ampliação da rede de coleta de esgoto, atualmente em execução, deverá atingir 70% da população até dezembro de 2008, número este recorde para a região norte e muito acima da média nacional. A obra, que foi contratada com financiamento da Caixa Econômica e contrapartida da Prefeitura, é a maior obra de saneamento do Estado. O empreendimento está orçado em aproximadamente 11 milhões de reais.

Quanto aos trechos de asfalto que estão sendo danificados com a execução da obra, a prefeita disse que todos serão recuperados pela Construtora Aripuanã. Cerca de 80% das ruas do Bairro Floresta já foram contempladas com a recomposição do pavimento. Atualmente as máquinas estão trabalhando na Avenida Belo Horizonte, onde a recuperação deverá ser concluída até a próxima quarta-feira. Posteriormente serão atendidas as avenidas Presidente Médici e Cuiabá, além das travessas. “Os trabalhos de recuperação do asfalto deverão ser concluídos dentro dos próximos 30 dias”, disse.
Após a entrevista, a prefeita convidou a imprensa para visitar as obras do Centro Poliesportivo, que deverão ser concluídas até o mês de dezembro e do Teatro Municipal, que deverão ficar prontas em setembro.

Assédio moral nas faculdades: ou se submete ao desrespeito ou fica reprovado

Assédio moral nas faculdades: ou se submete ao desrespeito ou fica reprovado
* Paulo Ayres A ocorrência de assédio moral em instituições de ensino é grave e transcende o aspecto pedagógico, acabando por envolver as áreas do direito e da saúde. A vítima do assédio moral além de ter sua formação comprometida, ainda sofre com as demais conseqüências: queda da auto-estima; depressão; angústia; crises de choro; mal-estar físico e mental; cansaço exagerado; estresse; insônia; pesadelos; isolamento; tristeza; uso de álcool e drogas; tentativa de suicídio; diminuição da capacidade de concentração ou memorização; aumento de peso ou emagrecimento; aumento da pressão arterial; se acometido – agravamento de moléstias; surgimento de novas doenças; e sensação negativa em relação ao futuro.

O artigo que tornou público o lamentável crime do assédio moral nas escolas e faculdades no Estado de Rondônia repercutiu. Mas muitos ao invés de aproveitar o tema para uma profunda reflexão, optaram em tentar se insurgir contra o autor do artigo ou simplesmente "santificaram" todos os professores. Alguns tiveram dificuldades de interpretação de leitura e partiram para o ataque, afirmando que teria havido generalizações. É bom lembrar que em todas as categorias ou ramo de atividades, existem os que se conduzem de forma ética e profissional e àqueles que optam pelo desvio de conduta. Negar a ocorrência de assédio moral nas escolas e faculdades é também contribuir positivamente, lamentavelmente, para esta prática criminosa.

O assedio moral é toda e qualquer conduta que pode se dar através de palavras ou mesmo de gestos ou atitudes, que traz dano à personalidade, dignidade ou integridade física ou psíquica de uma pessoa. Em determinada faculdade existe uma certa mobilização para que os alunos contestem este tipo de ocorrência. Abafar o caso. Num clima de terror constante, será que haverá algum acadêmico disposto a correr riscos? Faz-se mister salientar que os picaretas do magistério superior sobrevivem (apesar de reduzidos) graças a omissão, prevaricação ou negligência da instituição. O medo de represálias, ou de manutenção no emprego (no caso das faculdades particulares) acabam instituindo a Lei do Silêncio.

O "choro" de uma ex-acadêmica vítima de assédio moral enfatiza muito bem este aspecto: "Chegaram inclusive dizer para mim na frente das colegas de sala que eu jamais iria passar em um concurso porque o ensino nas faculdades particulares é precário. Mesmo tendo saído daquele inferno algumas professoras ainda comentam em sala que eu vou acabar desistindo por ser carente e seguramente não terei recursos para concluir os estudos. Me formo no final do ano e hoje agradeço por ter saído daquele lugar, pois assim estou tendo paz.

Só quem estuda lá pode saber algo que ninguém de fora consegue imaginar. Mas as pessoas que estavam sabendo de toda minha historia se recusaram a depor a meu favor, tem medo e dizem não poder sair de lá e agüentam tudo calados. Eu tenho minha cabeça erguida, pois nunca deixei que me humilhassem.

Só resolvi contar esta história porque elas podem tentar pedir explicação pra você (o autor do artigo) e tentar dizer que isso não é verdade". Outro depoimento: "Sou ex-aluna e desisti da faculdade por perseguição severa. Nunca gostei de ser humilhada, quem gosta né? Mas nunca admitir que ninguém me desmerecesse, tanto que lá nunca admiti isso. Por isso a raiva que elas começaram a sentir de minha pessoa. Incentivava os alunos a lutarem pelos direitos, uma coisa te digo, esses alunos do Curso de Enfermagem se acovardam diante delas. Tem medo de nunca conseguir se formar. Realmente temos historias de alunos que demoraram 10 anos, jubilaram e não se formaram por pura perseguição".

A situação é grave e merece mesmo uma profunda avaliação não no sentido de se declarar uma "caça as bruxas", mas de mudança de atitude, confiram este depoimento: "Sou acadêmica e confirmo o assedio moral sofrido dentro da faculdade. Este fato lamentavelmente é freqüente. É comum sabermos de acadêmicos que são humilhados durante os estágios. Já fui assediada sexualmente. É muito comum os alunos serem coagidos com ameaças para que esses assédios não venham a publico". O mundo não é um local perigoso de se viver só por causa daqueles que fazem o mal, mas também por culpa daqueles que deixam o mal acontecer.

Para os futuros profissionais um recado: o "pecado" da omissão é muito grave, e poderá repercutir negativamente no decorrer de suas atividades profissionais. Como encarar, por exemplo, aquela colega outrora animada na busca de conhecimentos e de uma profissão e hoje agonizar numa cama, tentando superar constantes crises depressivas? É difícil sobreviver num clima de repressão, de desrespeito, de transgressão constante. Gritos, palavras ou posturas agressivas e de rigidez não se traduzem em cuidado dos mestres para que seus atuais alunos não venham a cometer erros no futuro. Muito pelo contrário, esses futuros profissionais devem ser permanentemente orientados que mesmo em situações adversas tenham sempre uma conduta de respeito, de solidariedade e de profissionalismo.

A situação é preocupante, pois uma só pessoa pode "assassinar" várias pessoas ao mesmo tempo. É claro que neste tipo de ocorrência deve ser levada em consideração que o problema consiste em duas vertentes: a ação de profissionais picaretas e a ação de profissionais que efetivamente se encontram doentes, debilitados. O assédio moral deve ser considerado o lado obscuro no sistema de ensino. O objetivo do assediador no sistema educacional é motivar a sua vítima a pedir transferência, abandonar o curso, prejudicar enquanto pessoa, ou buscar através desta forma criminosa de pressão, obter outros tipos de vantagens, inclusive no tocante a relacionamento sexual.

Veja alguns exemplos de prática de assédio moral: "recusa de comunicação direta; isolamento do aluno; impedimento de expressão; reprovação injustificada; imposição de condições exageradas de avaliações; delegação de tarefas impossíveis de serem cumpridas, ou que normalmente são desprezadas pelos outros; determinação de prazo desnecessariamente exíguo; não repasse de atividade; fragilização, ridicularização, inferiorização, ou humilhação pública ou não do aluno/aluna; manipulação de informações de forma a não serem repassadas com antecedência necessária; estabelecimento de vigilância específica sobre determinado aluno/aluna; comentários de mau gosto, quando da ausência do aluno/aluna; e divulgação de boatos em sala de aula. Em alguns casos de assédio moral no mundo acadêmico tem se verificado a partir das tais improvisações do magistério superior. Um excelente e destacado profissional no mundo dos negócios, não se traduzirá rigorosamente num regular professor. A falta deste preparo pedagógico tem de certa forma acarretado inúmeros dissabores. Tem professor e professora em faculdade particular, mandando alunos calar a boca. O assédio é explícito em plena sala de aula: "E aí gatinha estou aqui para te salvar, liga pra mim...".

O asseio moral é uma agressão difícil de se provar. As testemunhas (em grande parte alunos/alunas se relacionam diariamente com o assediador ou assediadora) e acabam não querendo interferir, porque obviamente temem represálias eventuais. Assim sendo, o ônus da prova incumbe a quem alega ser vítima. Desta forma ao se instalar este tipo de ocorrência a vítima deve ir colhendo provas, anotando citações, data e local e pessoas presentes; guardar bilhetes, mensagens, avaliações e trabalhos; pedir um comparativo em relação ao trabalho apresentado pelos demais colegas; solicitar por escrito o que está sendo avaliado nas questões subjetivas, e na medida do possível se relacionar com o assediador sempre em local público e preferencialmente com pessoas estranhas ao ambiente.

É importante ainda que a família da vítima esteja sendo permanente informada destas situações, até mesmo como forma de apoio e orientação. Informo aos (as) denunciantes que por força do Código de Ética do Jornalista toda fonte está preservada ao anonimato, inclusiva por dispositivo constitucional. Na Paz de Cristo!

Paulo Ayres: Especialista em Metodologia e Didática do Ensino Superior, Jornalista Profissional, Radialista Profissional, Professor, Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos e Acadêmico de Comunicação Social. Celular (69) 8116-9750 / E-mail: pauloayres@ibest.com.br

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