Papudiskina - Daniel Oliveira da Paixão

Taxa do Lixo
Em 2010 a população de Cacoal recebeu a “grata” informação de que, a partir de agora, todos iremos pagar mais uma taxa para o serviço público e o seu lançamento será mensal, via conta do SAAE. Trata-se de uma taxa para custear os serviços de coleta de lixo em nossa cidade. Muita gente reclama, pois alega que a prefeitura já cobra a taxa de IPTU, que cobre, entre outras coisas, a coleta do lixo urbano não comercial.

Eu, particularmente, sou a favor de se cobrar uma taxa específica para a coleta de lixo desde que o serviço passe a atender realmente aos interesses da comunidade. Para serem eficientes, os serviços públicos de maior complexidade deveriam todos eles ter uma dotação orçamentária e taxas específicas para se evitar desvios de finalidade. Em um sistema moderno, deveria haver uma taxa específica para o fundo de saúde, outro para a coleta de lixo, outro para saneamento, outra para o transporte e trânsito e assim por diante. Havendo esses fundos específicos, teríamos como acompanhar o montante arrecadado e cobrar um serviço eficiente.

A taxa de IPTU, em geral, é bastante simbólica e realmente não cobre um atendimento tão específico como a coleta de lixo, que demanda um investimento elevado de recursos, pois não se trata apenas de ter funcionários e caminhões para o transporte. Um sistema de coleta de lixo eficiente precisa de um programa de gerenciamento de materiais, que vai desde a coleta seletiva até o processo de reciclagem. Outra coisa importante que a Secretaria de Meio Ambiente deve avaliar é a condição de trabalho dos servidores que atuam na coleta de lixo. Pela natureza do trabalho deles faz-se necessário a aplicação de uma carga horária de cinco horas e não de oito horas, já que passam o tempo todo correndo rua afora. Além disso, eles precisam usar luvas e máscaras. Parece-me que eles já estão usando luvas, mas não vi nenhum desses servidores usando máscaras para se proteger de infestações respiratórias.

Lixo eletrônico
À medida que a nossa cidade vai crescendo, surgem também os problemas ligados à tecnologia da informação e demais derivados de produtos eletroeletrônicos e vejo, com tristeza, que nem a prefeitura Municipal e nem os órgãos do Governo Estadual dão a mínima para essa problemática. Com isso os cidadãos acabam lançando o lixo eletrônico misturado ao lixo doméstico e isso vai causar graves danos ao meio ambiente. É muito comum os cidadãos ficarem perdidos sem saber para onde levar as sucatas de baterias, monitores e computadores, televisores, celulares, fornos de micro-ondas, etc.

Como uma fábrica de reciclagem para esses produtos demanda um elevando aporte de recursos financeiros, as prefeituras deveriam fazer um consórcio para coleta e o governo do Estado deveria construir uma ou mais fábricas para reciclar esses equipamentos na capital e interior. Se o governo realmente quer atuar com mais dinamismo na proteção do meio ambiente, pode enviar técnicos para aprender mais sobre reciclagem nas principais cidades japonesas, uma vez que o Japão é um modelo mundial na reciclagem de lixo.

Ombudsman
O correto seria a cidade ter um ombudsman para ver de perto os problemas, reunir-se com os conselhos, os vereadores e o prefeito e cobrar soluções para problemas da cidade. Não basta termos um ouvidor, pois eles não têm liberdade para atuar em favor dos interesses da população. Qual é o ouvidor que tem ousadia para cobrar serviços eficientes se o prefeito pode demiti-lo quando quiser? Com um Ombudsman a coisa é diferente, pois ele não pode ser demitido durante os quatro anos de sua gestão, a menos que cometa crimes contra o erário ou o patrimônio público.

Mas é triste vermos que as autoridades falam muito em democracia, mas fazem de tudo para esconder da população informações importantes e também evitam, a todo custo, manter interatividade com os cidadãos. Eu soube esses dias, inclusive, que um cidadão de nossa cidade entrou em um link do site da prefeitura e mandou e-mail para o prefeito. Como não recebeu respostas, fez isso mais 27 vezes. No total ele enviou 28 e-mails e não recebeu nenhuma resposta. Não culpo o prefeito, pois tenho certeza de que ele tem boa vontade e atenderia a população, mas o problema é a ineficiência do seu staff político que não leva até ele condições de interagir com a população. Como estamos em um período de grande evolução tecnológica, é inadmissível que prefeitos, vereadores e deputados não tirem pelo menos um dia por semana para ler sugestões, críticas e reclamações da população via e-mail ou tíquetes eletrônicos, mais conhecidos como “Help Desk”. Se o problema na prefeitura de Cacoal é a falta de alguém que realmente goste de tecnologia, eu sugiro que contatem com este escriba, que é um grande apaixonado por tecnologia da informação. Posso dar minha humilde colaboração e eu garanto a vocês que nunca mais a população ficará no escuro no que diz respeito à interação virtual com a prefeitura e seus órgãos. Já tenho até uma sugestão relevante para esse tipo de serviço: “Prefeitura Virtual”. Na prefeitura virtual, o cidadão poderia até resolver problemas básicos como imprimir taxas de serviços e impostos, ter acesso a clipping, agendar audiências, etc, sem ter de se deslocar fisicamente até o prédio da prefeitura.

OAB prevê 2010 como ano de mobilização em defesa da cidadania e do voto limpo

O ano eleitoral de 2010 deve ser marcado pela mobilização da sociedade em favor de um processo eleitoral justo e limpo. As entidades que tem condições de mobilizar a cidadania devem trabalhar no sentido de esclarecer sobre a importância do consciente e estarem atenta ao comportamento dos candidatos. De sua parte, a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Rondônia, vai fazer uma grande movimentação, sobretudo junto a classe estudantil.

As declarações são do presidente da OAB Rondônia, advogado Hélio Vieira, que propõe a união de vários segmentos da sociedade numa grande mobilização em favor da cidadania. “Penso que não há momento mais propício para se discutir os rumos de Rondônia com a eleição de dirigentes comprometidos com o desenvolvimento e o bem-estar dos menos favorecidos, mas, acima de tudo, de comportamento ético e que trate com respeito e observância às leis os recursos públicos”, afirma o representante da advocacia de Rondônia.

Hélio Vieira afirma que a OAB vai se movimentar, contando com o trabalho voluntário dos advogados no projeto OAB Cidadania, para fazer palestras de conscientização sobre a importância do voto honesto e desvinculado de interesses imediatos ou mercantilistas. “Vamos utilizar a experiência que adquirimos nos últimos para ajudarmos a população a entender que o voto não tem preço, tem conseqüência. E essa conseqüência pode ser a eleição de políticos bons ou ruins, do ponto de vista da defesa do interesse público”, assegura o presidente da OAB Rondônia.

Ele acrescenta que além do trabalho sobre voto limpo, as palestras levadas às escolas ou entidades como associações de bairros que desejar participar do debate, vai focar também na importância de se manter constante acompanhamento e fiscalização das ações dos eleitos. Segundo Hélio Vieira, a participação da sociedade no processo democrático não pode se resumir ao momento do voto. “O exercício da cidadania presume constante participação dos vários segmentos sociais no debate necessário ao desenvolvimento regional”. Observa.

Para realizar esse trabalho de conscientização social, o presidente da OAB Rondônia lembra que a entidade tem parceiros importantes, como o Ministério Público, a Justiça Eleitoral, a Polícia Federal e segmentos importantes dos movimentos sociais com os sindicatos e algumas igrejas.

2009 melancólico
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia lembra que o ano de 2009 foi marcado por infindáveis escândalos, injustiças, violência exacerbada e impunidade e que deve servir de exemplo para o eleitor dar o troco a muitos políticos envolvidos em escândalos e que certamente estará batendo à porta para pedir voto. “O cidadão não pode esquecer que ele é o agente da mudança que o Brasil precisa. E ele tem de se valorizar com pessoa trabalhadora e honesta na hora de escolher seu candidato, que também devem ter esses predicados.

Assessoria de Imprensa OAB-RO

Novos dirigentes da OAB tomam posse nesta sexta

Os novos dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia tomam posse nesta sexta-feira, dia primeiro, em ato meramente administrativo em função das festividades de final de ano. Além da direção da Seccional da OAB Rondônia, onde será empossado o presidente reeleito Hélio Vieira e sua diretoria serão empossados os novos dirigentes das 16 subseções instaladas em todo o estado.

Ao comentar nesta quinta-feira as perspectivas da advocacia rondoniense para o próximo triênio e, mais especificamente, para o ano de 2010, o presidente da OAB Rondônia, Hélio Vieira, disse que a expectativa é a de que o segmento continue crescendo, ajudando no desenvolvimento equilibrado do estado e ampliando sua participação junto à sociedade. “Temos o compromisso de intensificar ainda mais as ações em prol da cidadania, sem esquecer, é claro, da defesa e do fortalecimento da advocacia com ênfase ao respeito às prerrogativas”, assegura.
De acordo com a programação estabelecida pela direção da OAB, em função do período de férias, as solenidades de posse se darão em fevereiro, após a posse dos conselheiros federais e da diretoria do Conselho Federal.
A nova diretoria do Conselho Seccional da OAB Rondônia será composta por Hélio Vieira, presidente; Ivan Machiavelli, vice-presidente; Juraci Jorge da Silva, secretário-geral; Macia Janete Sacco Garcia, secretária ajunta; e Laércio Batista de Lima, tesoureiro. O conselho é composto ainda por 24 conselheiros titulares e 15 suplentes.
Subseções
Nas subseções, assumem 10 novos dirigentes e seis reeleitos. Em Guajará-Mirim assume o advogado José Antônio Barbosa da Silva (reeleito); em Ariquemes assume o advogado Alex Souza de Moraes Sarkis; em Machadinho (nova subseção) assume o advogado Halmério Joaquim Carneiro; e, em Buritis, assume Jânio Marcelo de Aguiar.

Na subseção de Jaru, assume o presidente reeleito Mário Roberto Pereira de Souza, e na de Ouro Preto toma posse o novo presidente, Marcos Donizete Zani. Em Ji-Paraná assume o novo presidente Jacinto Dias e, em Presidente Médici e Alvorada do Oeste, assumem os presidente reeleitos João Valdivino dos Santos e José de Arimatéia Alves, respectivamente.
No Cone Sul, assume a presidência da subseção de Colorado do Oeste, o novo presidente Isaias Alves dos Santos; em Cerejeiras (nova subseção), assume o advogado Fernando Milani e Silva; e, Vilhena, assume a advogado Vera Paixão. Na subseção de Pimenta Bueno assume o reeleito Noel Nunes de Andrade; em Espigão do Oeste assume a também reeleita advogada Ana Rita Cogo; e em Cacoal e Rolim de Moura os novos presidentes Tony Pablo de Castro Chaves e Roni Ton Zanotelli, respectivamente.

Também serão empossados administrativamente, nesta sexta-feira, os novos dirigentes da Caixa de Assistência dos Advogados de Rondônia – Caaro. Deixa a presidência o advogado Juraci Jorge da Silva e assume o advogado José Gomes Bandeira filho.

Veja a seguir, na íntegra, a relação dos novos dirigentes da OAB Rondônia, suas subseções e da Caixa de Assistência dos Advogados de Rondônia:

Papudiskina - 07 de dezembro de 2010

Horário Corrido
O governo do Estado fez as contas e decidiu oficializar no Estado de Rondônia a carga horária única, conhecida como "Horário Corrido". Com essa decisão, o Estado passa a economizar no mínimo 40% em suas despesas. A explicação é simples: em vez de 08 ou 10 horas por dia com lâmpadas e aparelhos de ar-condicionados ligados, reduz-se esse tempo para 06 horas, bem como outros gastos decorrentes da atividade laboral.

Os mais conservadores perguntariam: e a população não ficaria prejudicada? a resposta também é bem simples: não! Por que? Fácil. Se em determinada repartição pública o cidadão tem até as 13h30 para ir até lá, ele se programa dentro dessa faixa de horário. Se ele tem até as 17 ou 18 horas, também vai se programar nesse horário. Em outras palavras: o cidadão pode ser muito bem atendido em qualquer faixa de horário, seja carga dupla ou única. Basta que o servidor seja competente e leve a sério sua missão de servir ao público.

O horário corrido mostra-se muito mais eficiente do que a carga horária dupla e deveria ser aplicado inclusive na iniciativa privada. Se a prática também fosse aplicada em todos os setores da atividade laboral, os trabalhadores gastariam menos com combustível (quando usam veículo próprio) ou gastariam menos com passes para ônibus coletivos, nas cidades onde existe esse tipo de atendimento, além de economizar em outras despesas e inclusive reduzir os riscos com mortes em acidentes, visto que na maioria das cidades brasileiras o trânsito é caótico, mesmo em pequenas cidades.

Horário corrido no Município de Cacoal
Em Cacoal, ao contrário, o prefeito decretou o fim do horário corrido (ainda que na condição de experimental) no ano passado e os resultados, segundo minha avaliação pessoal, não foram nada bons. Como cheguei a esse raciocínio? Observando o movimento em repartições e autarquias do município. A tarde quase não vai ninguém em busca de atendimento na prefeitura ou nas autarquias e os poucos cidadãos que saaem de suas casas para ir a prefeitura (principalmente gabinete e secretarias) vão com o objetivo apenas de conversar, bater papo.

Vi, por exemplo, que o movimento em locais como o SAAE caem 90% à tarde. Aí vem aquela pergunta: não seria mais prático esses 10% que vão à tarde fazer uma força e ir apenas no horário das 07h30 às 13h30? Eles próprios estariam economizando, uma vez que dentro dessa margem também resolveriam suas necessidades de atendimento bancário.

Então, as justificativas para o horário corrido são muito convincente, pois sua aplicação torna o serviço público mais eficiente, além de fornecer aos servidores públicos mais tempo para cursar uma faculdade, fazer um curso técnico e mesmo dar-lhe um tempo a mais de descanso para trabalhar com muito mais vigor no dia seguinte. Eu, particularmente, sempre fui a favor do horário corrido por entender que no serviço público o que se deve contar é a eficiência, a qualidade no atendimento e não a quantidade de tempo em que o servidor esteja ali disponível para atender os cidadãos. Ninguém fica prejudicado com o horário corrido, pois nos locais onde há necessidade de se ter servidores 24 horas atendendo o público já existem as escalas de plantão, como em hospitais, postos de saúde, serviços de emergência em geral.

Rotatária nas marginais da BR
Muito interessante as rotatórias que a SEMTTRAN vem colocando em alguns locais da cidade e faz necessário agora que se coloque também em alguns pontos críticos nas marginais da BR. Em alguns trechos, como aquele próximo ao local conhecido como Bar Esporte, nos horários de almoço e fim da tarde percebe-se um tumulto na hora de se cruzar a BR-364. Seria muito interessante um semáfaro no local ou um outro sistema de sinalização que fosse capaz de organizar melhor o fluxo de veículos.

Isso é uma vergonha, Boris Casoy

Flávio S. Armony - Quem são e o que pensam os respeitados jornalistas brasileiros? A imprensa goza da confiança de mais de 50% da população brasileira, ou seja, para metade da população brasileira, se está publicado, deve ser verdade.

Durante as comemorações de virada de ano, o jornalista Boris Casoy soltou a seguinte frase no jornal da Band, após ser cumprimentado por dois garis: "Que merda... dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho...". Foi traído por sua imprevidência, pois seu microfone estava ligado.

Sinceramente, não sei como se passa em São Paulo, mas no Rio de Janeiro, a Comlurb é um órgão respeitado e os garis não costumam ser somente competentes, mas trabalham sorridentes e bem-humorados e, de certa forma, são correspondidos pela população. Seu salário chega próximo aos mil reais, acima da mais baixa escala – não de trabalho, mas de remuneração –, que é o salário mínimo.

Esse episódio mostrou uma face de Casoy que não é exatamente escondida em seus discursos, um homem amargo e que tem como hábito ser do contra e distorcer fatos, e sua arrogância, visível em seu trabalho, transparece agora em sua vida pessoal. Do alto de sua tribuna, o jornalista mostra o que acha do trabalhador mais simples: um merda.


Nota da Redação: Boris Casoy mostrou-se ser um homem vil, sem caráter e arrogante. Não se trata de apenas de dito uma dessas frases infelizes. Pelo contrário, ele fez questão de ressaltar sua aversão aos menos favorecidos.

Polícia Militar apreende submetralhadora e escopetas em Buritis, Rondônia

Uma guarnição da Polícia Militar no município de Buritis - RO, realizava barreira na linha 02 com BR-460 – sentido a Ariquemes, por volta das 2h30 de hoje, 4 janeiro 2010, quando avistou duas motocicletas com duas pessoas em cada uma. Ao dar ordem de parada, não foi obedecida, saindo às motocicletas em disparada. Foi feito acompanhamento tático e em dado momento um dos passageiros começou a efetuar disparos na direção da viatura, a qual revidou.

Na troca de tiro o passageiro que estava efetuando os disparos caiu da moto, mas de imediato embreou-se no matagal; e em seguida o condutor também caiu da motocicleta um NRX Bros de cor preta, placa NDC 1397, e também se embreou no matagal. Como o terreno era de difícil acesso e estava muito escuro, não foi possível localizar os envolvidos.

Na fuga os agentes abandonaram uma Submetralhadora e uma Escopeta calibre 12 de repetição. Segundo relato dos policiais que estavam na missão, foi observado que ambos fugiam carregando sacolas nas costas. A segunda dupla que estava na outra motocicleta conseguiu fugir ileso do cerco policial.

Quando estava amanhecendo o dia, os policiais iniciaram as buscas e encontraram uma bolsa contendo peças de vestuários, talonário de cheques e capus (mascaras); e uma segunda escopeta calibre 12; totalizando três armas apreendidas. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia Civil da Comarca de Buritis, e providências cabíveis já estão sendo tomadas no sentido de capturar os envolvidos. A informação é do cabo PM Teles.

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PM RO – Lenilson Guedes.’. DRT-RO 283


Brasileiro é impedido de circular no Egito

O brasileiro Nilo Mendes, assessor do Sindipetro - RJ (Sindicato dos Trabalhadores na Industria do Petróleo do Estado do Rio de Janeiro), teve sua circulação cerceada no Egito, o que viola princípios do direito internacional. O brasileiro chegou no dia 26 de dezembro na cidade do Cairo
e pretendia participar de manifestações de apoio à causa palestina que pedem o fim do bloqueio militar às regiões da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

Na madrugada do dia 2 de janeiro Nilo fez um contato com o diretor do sindicato dos petroleiros (Sindipetro- RJ ), Emanuel Cancella, do hotel Karvin, em Heliópolis , no Cairo, capital do Egito. Na ocasião, parecia nervoso e preocupado com sua segurança. Somente nesta segunda feira, 4 de
janeiro, foi possível restabelecer contato com ele que fez um relato mais detalhado dos fatos.

No dia primeiro de janeiro, o brasileiro estava viajando de taxi em direção a cidade de Lariza, que fica a seis horas do Cairo, quando foi parado por militares num posto de verificação. Depois disso, teve seus documentos apreendidos e ficou retido por cerca de quatro horas, enquanto os militares averiguavam seus documentos em conjunto com oficiais à paisana do serviço de
fronteiras. Depois, o brasileiro foi mandado de volta para o Cairo. Nilo teria sido ameaçado com a orientação de não voltar a Lariza, sem nenhuma justificativa.

Frente a essa situação, Nilo se dirigiu à embaixada do Brasil no Egito, que confirmou o entendimento de que a ação do exército egípcio desrespeita os princípios do direito internacional, uma vez que o brasileiro entrou no país com toda documentação regular e teve sua liberdade de ir e vir cerceada sem nenhuma justificativa legal.

Nilo pretende agora acionar legalmente o estado egípcio por perdas e danos. Por conta do cerceamento que sofreu, ele teve que antecipar sua volta para o Brasil, que agora está prevista para o próximo dia 7 de janeiro.


Dengue - Cuidados que o paciente deve ter

A identificação precoce dos casos de dengue é de importância crucial para o controle das epidemias.

O vírus da dengue causa um espectro variado de doenças que inclui desde formas inaparentes ou subclínicas até quadros de hemorragia que podem levar ao choque e ao óbito.
A apresentação clínica da doença pode ser dividida em três grupos principais:

A) Dengue clássica

a) nos adultos

A primeira manifestação é a febre, geralmente alta (39º a 40º), de início abrupto, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos e exantema (vermelhidão no corpo) que pode ser acompanhado de prurido.
Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de astenia durante algumas semanas.

b) nas crianças
Geralmente se inicia com febre alta acompanhada de sintomas inespecíficos: apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarréia. O exantema pode estar presente ou não.
Nos menores de 2 anos, as dores podem manifestar-se por choro intermitente, irritabilidade, apatia e recusa de líquidos, que pode agravar a desidratação.

Nota:
É exatamente no final do período febril que eventualmente surgem manifestações hemorrágicas: sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos profusos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.
Nas crianças, também, as formas graves se manifestam depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder. Nos menores de 5 anos, o início da doença pode ser frustro, passar despercebido, e o quadro grave instalar-se como primeira manifestação reconhecível.

B) Febre hemorrágica da dengue (FHD)
As manifestações iniciais são as mesmas da forma clássica, até que ocorra remissão da febre, entre o terceiro e o sétimo dia, quando aparecem as manifestações hemorrágicas (espontâneas ou provocadas). O hemograma mostra que as plaquetas caem para menos de 100 mil/milímetro cúbico) e a pressão arterial pode baixar.

C) Dengue com complicações
É todo caso que não se enquadra nas duas formas anteriores, dado o potencial de risco evidenciado por uma das seguintes complicações: alterações neurológicas, sintomas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural, hemograma com glóbulos brancos abaixo de 1.000 e/ou plaquetas abaixo de 50 mil.
As manifestações neurológicas incluem: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.

Os seguintes sinais de alerta indicam a possibilidade de quadros graves:

Dores abdominais fortes e contínuas;

Vômitos persistentes;

Tonturas ao levantar (hipotensão postural);

Diferença entre as pressões máxima e mínima menor do que 2 cm Hg (por exemplo: 9 por 7,5 ou 10 por 8,5);

Fígado e baço dolorosos;

Vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes;

Extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas;

Pulso rápido e fino;

Agitação e/ou letargia;

Diminuição do volume urinário;

Diminuição súbita da temperatura do corpo;

Desconforto respiratório.
A dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra. Assim, num quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade.
Por essa razão, o Ministério da Saúde recomenda que os pacientes ambulatoriais retornem ao Posto de Atendimento para reestadiamento. Recomenda, ainda, que, depois da primeira consulta, os médicos preencham o “Cartão de Identificação do Paciente com Dengue”.
Nesse cartão, devem constar: identificação, unidade de atendimento, data de início dos sintomas, medição da pressão arterial, prova do laço*, alguns dados do exame de sangue (hemograma), sorologia para dengue (resultado do exame de sangue específico para a dengue), orientação sobre os sinais de alerta, na presença dos quais o paciente deverá retornar com urgência e o local de referência para atendimento dos casos graves na região.

*Prova do laço
A prova do laço é obrigatória. Está indicada em todos os casos com suspeita de dengue.
Procedimento:

Desenhar com uma esferográfica um quadrado de 2,5 cm de lado no antebraço do paciente;

Verificar a PA (pressão arterial);

Calcular o valor médio entre a máxima e a mínima (se a PA for 12 por 8, a média será 10);

Insuflar novamente o manguito até o valor médio (no caso, até 10) e mantê-lo insuflado por 5 minutos (em crianças, 3 minutos), ou até o aparecimento de pequenos pontos de sangramento sob a pele (petéquias);

Contar o número de petéquias no interior do quadrado;

A prova será positiva se surgirem mais do que 20 petéquias no adulto ou dez petéquias nas crianças.

A prova do laço é importante porque avalia a fragilidade capilar e pode refletir a queda do número de plaquetas. Ela pode ser a única manifestação hemorrágica da febre hemorrágica da dengue ou dos casos mais complicados da doença.

Diagnóstico e tratamento

Suspeitar de dengue em todo caso de doença febril aguda com duração máxima de 7 dias, acompanhada de dois dos seguintes sintomas, associados ou não a hemorragias:

dor de cabeça;

dor atrás dos olhos;

dores musculares;

dores nas juntas;

prostração;

vermelhidão no corpo.

Além desses sintomas, o paciente deve ter estado nos últimos 15 dias em área com casos de dengue ou em que existam mosquitos Aedes aegypti.
O diagnóstico é essencial para avaliar a gravidade do caso e orientar o tratamento. De acordo com a gravidade, os casos costumam ser divididos em três grupos:

Grupo A
Compreende os casos com as seguintes características:

Febre por até 7 dias, acompanhada de pelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos: dor de cabeça, prostração, dor atrás dos olhos, nos músculos, nas juntas e exantema, associados à presença em área em que existam casos de dengue;

Ausência de hemorragias: espontâneas e prova do laço negativa;

Ausência de sinais de alerta.

Exames laboratoriais:
1) O exame para confirmar o diagnóstico de dengue dever ser pedido de acordo com a situação epidemiológica:

Em períodos não epidêmicos, solicitá-los em todos os casos suspeitos;

Em períodos epidêmicos, solicitá-los de acordo com a orientação da Vigilância Epidemiológica;

Solicitá-los sempre nas mulheres grávidas, para diferenciar dengue de rubéola.
2) Hemograma: deve ser pedido obrigatoriamente nos casos de gestantes, pessoas acima de 65 anos, portadores de hipertensão, diabetes, doença pulmonar crônica, renal crônica, cardiovascular ou do aparelho digestivo.

Tratamento
Não existe tratamento específico para combater o vírus. Sua função é combater a desidratação e aliviar os sintomas.
1) Hidratação oral
a) No primeiro dia:
Administrar por via oral 80 mL/kg de peso corpóreo (um adulto de 70 kg deve receber: 80 x 70 = 5.600 mL ou 5,6 litros).
Um terço (1/3) desse volume deve ser de soro caseiro (preparado com uma colher de chá de sal e uma de sopa de açúcar dissolvidas em 1 L de água fervida ou filtrada). Os 2/3 restantes podem ser de água, sucos de frutas, chás ou água de coco (recomendada).
b) Do segundo dia em diante até a febre desaparecer:
Administrar por via oral: 60 mL/kg de peso (um adulto de 70 kg deve receber: 60 x 70 = 4.200 mL ou 4,2 L).
Em crianças oferecer: 50 a 60 mL/kg de peso de soro caseiro a cada 4 ou 6 horas. Se houver vômito ou diarréia esse volume deve ser aumentado. Não há restrição para o aleitamento.

2) Sintomático
a) Para combater a febre alta e as dores.

Dipirona: É o analgésico/antipirético de escolha. Nas crianças usar 1 gota/kg de peso de 6/6 horas. Nos adultos, 20 a 40 gotas ou 1 comprimido de 500 mg de 6/6 horas;

Paracetamol: Em crianças 1 gota/kg de peso de 6/6 horas. Em adultos, 1 comprimido de 500 ou 750 mg de 6/6 horas. Respeitar as doses máximas, porque o Paracetamol em doses mais altas tem toxicidade hepática.

Notas importantes:

Antiinflamatórios estão contraindicados por causa do potencial hemorrágico;

Jamais usar antitérmicos que contenham o ácido acetilsalecílico (AAS, Aspirina, Melhoral, etc), pois podem causar sangramentos;

Não comer alimentos que eliminem pigmentos avermelhados na urina e nas fezes (beterraba, açaí, etc.) que possam ser confundidos com sangramento.

Para combater os vômitos e o prurido:.

Metoclopramida (Plasil e outros) e Dimenidriminato (Dramin e outros) podem ser usados 3 a 4 vezes/dia;

O prurido, que pode ser incômodo, dura de 3 a 4 dias. Pode ser tratado com banhos frios e compressas com gelo. Nos casos mais rebeldes, administrar antialérgicos comuns.

Grupo B

Compreende os casos com as seguintes características:

Febre por até 7 dias, acompanhada de pelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos: dor de cabeça, prostração, dor atrás dos olhos, nos músculos, nas juntas e exantema, associados à presença em área em que existam casos de dengue;

Manifestações hemorrágicas espontâneas e com prova do laço positiva, mas sem sinais de queda de pressão;

Ausência de sinais de alerta.

Exames laboratoriais
1) O exame para confirmar o diagnóstico de dengue é obrigatório em todos os casos.
2) Hemograma: deve ser pedido obrigatoriamente em todos os casos.

Tratamento
Não existe tratamento específico para combater o vírus. Sua função é combater a desidratação e aliviar os sintomas.

1) Hidratação oral
Idêntica à do Grupo A, até que os resultados dos exames estejam disponíveis:
Se o hemograma estiver normal: tratamento ambulatorial como no Grupo A.
Se estiver alterado, o médico poderá recomendar internação em leito hospitalar para observação ou chamar a atenção para os sinais de alerta e decidir pelo tratamento ambulatorial. Neste caso, retornar depois de 24 horas para reavaliação.

2) Sintomático
Idêntico ao do Grupo A.

Grupos C e D

Compreende os casos com as seguintes características:

Febre por até 7 dias, acompanhada de pelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos: dor de cabeça, prostração, dor atrás dos olhos, nos músculos, nas juntas e exantema, associados à presença em área em que existam casos de dengue;

Presença de algum sinal de alerta e/ou;

Choque;

Manifestações hemorrágicas podem estar presentes ou ausentes.

Exames laboratoriais e Tratamento:
Todos os pacientes devem ser internados para receber hidratação por via intravenosa sob supervisão médica. Os exames laboratoriais serão pedidos a critério médico.
Critérios de internação hospitalar

Presença de sinais de alerta;

Impossibilidade de ingerir líquidos e alimentos;

Comprometimento respiratório: dor torácica, respiração ruidosa, falta de ar, etc.;

Número de plaquetas no sangue abaixa de 50.000/mm3, independentemente de haver ou não sangramento;

Impossibilidade de retornar à unidade de saúde para acompanhamento.

Confirmação laboratorial de dengue

Existem dois tipos de exame para o diagnóstico de certeza da dengue:
1) Sorologia: é o exame mais simples; detecta a presença de anticorpos contra o vírus. O exame se torna positivo depois do sexto dia do início dos sintomas;

Isolamento do vírus ou detecção de substâncias associadas a ele: exames que exigem técnicas mais complicadas. Tornam-se positivos logo no início da infecção e ficam negativos mais rapidamente. Por isso, devem ser colhidos até o sexto dia.

Avaliação da gravidade da dengue hemorrágica


De acordo com a gravidade podem existir quatro graus:

Grau I: febre acompanhada de sintomas inespecíficos, em que a única manifestação hemorrágica é a prova do laço positiva;

Grau II: além das manifestações do grau I, hemorragias espontâneas leves, tais como sangramento de pele, gengivas, nasais, etc.;

Grau III: colapso circulatório com pulso fraco e acelerado, achatamento da diferença entre pressão máxima e a mínima, pele pegajosa, suores frios, agitação psicomotora;

Grau IV: síndrome do choque da dengue, caracterizada por queda importante ou ausência de pressão arterial, pulso imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência.

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Clarim da Amazônia