Sequestrador e acusado da morte da estudante Eloá vai continuar preso

Vai continuar preso o auxiliar de produção Lindemberg Alves Fernandes, denunciado pela morte da estudante Eloá Pimentel e pelo cárcere privado de mais dois estudantes, em Santo André/SP. O desembargador convocado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Celso Limongi negou liminar na qual a defesa pedia liberdade para o acusado, que está preso desde 17 de outubro de 2008. Limdemberg Alves foi denunciado pela prática de homicídio, previsto no artigo 121, do Código Penal, (vítima Eloá); artigo 121 combinado com artigo 14 (vítima Nayara); artigo 121 combinado com artigo 14 (vítima Atos); artigo 148 (vítimas Eloá, Victor Iago e Nayara), e artigo 15 da Lei nº 10.826/03 (disparo de arma de fogo). O Tribunal de Justiça já havia negado a liberdade. “Como se verifica da denúncia oferecida e recebida, que acabou gerando o decreto de pronúncia do acusado ora paciente, os crimes que ele teria praticado foram de extrema gravidade, redundando na morte de uma vítima e nas tentativas de homicídio qualificado de outras duas, além de cinco privações de liberdade em cárcere privado e quatro disparos de arma de fogo”.

No habeas corpus dirigido ao STJ, a defesa alegou constrangimento ilegal, afirmando que não existem elementos concretos a demonstrar a necessidade da prisão, sendo carente de fundamentação a decisão do TJSP que negou a liberdade.
Ainda segundo a defesa, a segregação foi baseada apenas na gravidade do delito e estão ausentes os pressupostos do artigo 312 do Código de Processo Penal, o que tornaria ilegal a prisão. Acrescentou que o paciente é primário, possui endereço fixo, ocupação lícita e sua liberdade não comprometerá a instrução criminal, nem tampouco tornará incerta a aplicação da lei no caso de futura condenação.

O pedido de liberdade provisória foi novamente negado. “Não há como, no presente momento, deferir a almejada tutela de urgência”, considerou o desembargador convocado do TJSP Celso Limongi, relator do caso. “Em primeiro lugar, a impetração não veio acompanhada do acórdão ora hostilizado. Certo é que veio para estes autos o voto do eminente Relator.[...] Todavia, não foi juntado aos autos, embora assim afirmado pelo impetrante, o extrato do habeas corpus de origem, constante do ‘sítio’ do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo”, observou.

Ao manter a prisão, o ministro afirmou que a decisão do TJSP que negou a liberdade provisória ao paciente está, em princípio, suficientemente justificada no voto do desembargador relator do TJSP, no qual afirma a necessidade da prisão, inclusive preventiva, não somente para garantia da ordem pública, como também pela conveniência processual, uma vez que as vítimas do cárcere privado se sentiriam constrangidas em depor no Júri, caso o paciente fique solto para o julgamento da causa.

“A segregação cautelar do paciente apresenta-se bem fundamentada e calcada em fatores concretos e aptos a justificá-la, não se identificando, no que aqui e agora caber apreciar nenhuma ilegalidade, devendo a quaestio, portanto, ser apreciada pelo Colegiado, no momento apropriado. Posto isso, indefiro a liminar”, concluiu Celso Limongi.

Após o envio das informações solicitadas ao TJSP e a juntada da decisão que se pretende modificar, o processo seguirá para o Ministério Público Federal, que vai emitir parecer sobre o caso. Em seguida, retorna ao STJ, onde será julgado pela Sexta Turma.

Docentes da Pontifícia Universidade Bolivariana (Medelín, Colombia) falam sobre o conturbado momento em que a instituição surgiu

São Paulo, Brasil (Quarta, 3-06-2009).- Pe. Diego Alonso Marulanda Díaz, Decano da Escola de Teologia Filosofia e Humanidades, e o Diretor da Faculdade de Filosofia, Dr. Luis Fernando Fernández Ochoa, falaram sobre as quatro etapas da peculiar formação da Universidade, que contribuiu de forma decisiva, segundo eles, com a história recente do país.

- Uma Universidade não nasce separada do povo... Fale um pouco de Medellín enquanto centro religioso, não só da Colômbia, mas da América Latina.
Pe. Diego - Medellín é uma cidade que tem cerca de dois milhões e meio de habitantes e cuja índole se constituiu historicamente a partir da identidade cristã. Nossa Arquidiocese conta com 1.100 sacerdotes e cerca de 5.800 religiosas, e tem um grande seminário maior, composto por cinco diferentes unidades que recebem a formação acadêmica nas faculdades de Filosofia e Teologia da Universidade Pontifícia Bolivariana. Compartilham dessa formação dezessete institutos de religiosos e religiosas. Isto dá uma ideia do potencial evangelizador da Igreja local e de sua participação ativa na construção do Reino de Deus nessa região.

- Em que momento da história de Medellín nasce a Universidade Pontifícia Bolivariana?
Pe. Diego - A Universidade Católica Bolivariana, como foi chamada originalmente, nasce num momento não isento de confusões e riscos, no país e no mundo. No âmbito internacional, a conjuntura estava marcada pelo enfrentamento entre os nacionalismos europeus e o marxismo-leninismo do bloco soviético. Na Colômbia, pelas turbulências entre liberais e conservadores, o que em Medellín concretamente causou o descontentamento de um grupo de professores e estudantes de Direito da universidade estatal de nossa província, a Universidade de Antioquia, na qual predominavam ideias que não favoreciam uma formação cristã. Por isso decidiram retirar-se desse centro de educação superior e fundar uma Faculdade de Direito e, deste modo, uma nova Universidade, de inequívoca orientação Católica, que teria dois fundamentos: o Coração de Jesus, fonte da verdade e do amor, e o libertador Simón Bolívar, símbolo do profundo compromisso pátrio e do senso de integração latinoamericana.
A Universidade foi fundada em 15 de setembro de 1936, pelo Arcebispo de Medellín, Dom Tiberio de Jesús Salazar y Herrera, e seu primeiro reitor foi Mons. Manuel Jose Sierra. Um ano depois, o governo colombiano a reconheceu como instituto de educação superior e em 1945 lhe foi outorgado o título de Universidade Pontifícia, no pontificado de Pio XII. Passou então a ser chamada de Universidade Pontifícia Bolivariana e ficou conhecida na região pela sigla UPB.

- Poderia dizer algo a respeito do impacto da Universidade na sociedade e de seu modelo pedagógico?
Pe. Diego - Sua importância se fundamenta em sua própria identidade. Ela é uma Universidade pensada fundamentalmente sob o critério do Humanismo Cristão. Este é o elemento característico que atravessa todo o modelo da formação integral das pessoas que a constituem.
Seu impacto é mensurável no transcurso de nossa história, uma vez que a Universidade prodigalizou à Colômbia personagens muito significativos, que contribuíram para a transformação social e humana. Reconhecida nos âmbitos público e privado, participou ativamente no desenvolvimento de nosso país. Neste sentido, a UPB causou impacto na vida nacional, formando dirigentes competentes em ética cristã, e pôde prestar um serviço à sociedade a partir de sua primeira preocupação, que visava a formação integral da pessoa sob um modelo pedagógico dinâmico, integrado por quatro grandes momentos que se entrecruzam e dão a ideia de um "caminho" que percorremos juntos.

- Quais são esses quatro grandes momentos do modelo pedagógico?
Pe. Diego - O primeiro é a formação humana. A Universidade foi projetada como universitas scientiarum, em torno de seu centro: a pessoa humana entendida como imago Dei. Este primeiro elemento do modelo pedagógico faz um mesmo caminho circular com a formação cristã. Este é o núcleo de todos os processos acadêmicos e administrativos. O terceiro elemento é a formação acadêmica. Para ser universidade, deve necessariamente apostar na sustentabilidade dos processos de alta qualidade, dos processos acadêmicos, de investigação e de transmissão do conhecimento. Nossa Universidade é hoje reconhecida pelo Governo como uma comunidade acadêmica de alta qualidade. Há no país apenas 15 universidades com este reconhecimento. Por último, o quarto elemento que dá forma ao seu modelo pedagógico é a formação social, que pretende formar na cultura solidária de todos os seus membros, para o exercício da projeção social. Dito de outro modo, a UPB é uma Universidade interdisciplinar e transdisciplinar que se interessa pela profundidade de cada disciplina e pela dinâmica dialógica entre elas, para dar resposta a questões comuns, através do exercício da procura da verdade em termos de sabedoria e de sentido para o homem.
Articulamos na UPB estes quatro elementos porque entendemos o curriculum como o Cardeal Newman o concebia: não é simplesmente um conjunto de cursos, mas um "caminho", no qual o importante é a pessoa e os "outros" com quem se faz o caminho. Este caminhar começa no pré-escolar, passa pelos cursos intermediários e culmina, academicamente, com as especializações, mestrados e doutorados, e se plenifica através da formação contínua (sabedoria), porque a UPB entende que o homem é uma tarefa em constante construção.

- Como se vive no interior da Universidade essa centralidade da pessoa humana?
Pe. Diego - A UPB conta hoje com 22 mil estudantes. Quem entra nessa grande casa do saber, constata o calor de una família. Ela é um lar acadêmico onde o que importa é o encontro entre seus membros. Não queremos cair na fraude do tecnicismo nem do racionalismo a todo transe. A fraternidade e o respeito pelo outro caracterizam o viver cotidiano, desde a alta direção, passando pelos docentes e chegando até o pessoal de serviços gerais. Aqui aprendemos a amar a diferença como o lugar no qual se efetua a beleza da unidade. Os processos institucionais têm como princípio retriz a inclusão de todas as pessoas que fazem parte deste lar acadêmico.
Dr. Luis Fernando - Efetivamente, a fraternidade é a nota distintiva de nossa Universidade e - pelo que pudemos ver no Colégio dos Arautos - nisso coincidimos com vocês. Nele se vive numa alegre cordialidade. Por exemplo, as atitudes de Mons. João Clá com os alunos nos fazem recordar o Reitor da Universidade, pois ele também costuma pôr-se muito ao alcance dos estudantes, interessa-se pela comunidade universitária e é detalhista. É um Reitor que a comunidade universitária não só respeita, mas aprecia.

- Qual é a missão da UPB e quais são os conceitos que orientam seu labor educativo?
Pe. Diego - A UPB tem como missão a formação integral das pessoas que a constituem, mediante a evangelização da cultura, a procura constante da verdade, nos processos de docência, investigação, projeção social, e a reafirmação dos valores desde o humanismo cristão, em beneficio do desenvolvimento social e humano. É bom saber que os conceitos que orientam nosso trabalho educativo sintetizam-se da seguinte maneira: queremos aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a inovar e a transformar, aprender a conviver e aprender a transcender.

- Como conseguem a fidelidade ao Magistério da Igreja que os caracteriza?
Pe. Diego - Estando em comunhão com o Evangelho de Cristo. Esta comunhão nos permite valorizar o Magistério como uma fonte de água límpida que alimenta a Fé de todos. O amor cristão ao Sumo Pontífice, ao Grande Chanceler da Universidade, ao Arcebispo de Medellín, Dom Alberto Giraldo Jaramillo, e o respeito às orientações dos Bispos atestam nossa adesão ao Magistério. Da mesma maneira, a UPB valoriza profundamente o estudo acurado e a divulgação dos documentos da Igreja.
Dr. Luis Fernando - Penso que somos radicalmente católicos em dois sentidos. Primeiro, enquanto sendo fiéis ao Magistério da Igreja; segundo, enquanto apontando diretamente ao significado da palavra katholikós: universal, aberta, acolhedora. Em sua maioria, os professores e dirigentes da Universidade são católicos, mas contamos também com o concurso de outros que não o são. Há na comunidade universitária judeus, muçulmanos, protestantes, menonitas, bem como professores e alunos que são agnósticos. Sem embargo, há um clima de muito respeito pelos valores e possibilidades do Cristianismo.

- E como conseguem impregnar a cultura do Evangelho?
Pe. Diego - Utilizamos diversas estratégias: a Lectio inauguralis, orientada cada ano pelo Grande Chanceler; os Diálogos Fé-razão, para docentes e discentes; os Diálogos da Catedral (análise de temas urgentes entre cientistas e o Sr. Arcebispo); os encontros mensais com os parlamentares da região, o Sr. Arcebispo e autoridades acadêmicas da UPB; os encontros de empresários, liderados pelo Sr. Reitor; a formação de líderes estudantis; os retiros espirituais de Quaresma para os diversos estamentos; a Direção de Bem-estar Universitário; a existência de vários institutos dedicados à investigação nos âmbitos da ética e da bioética, da família, da espiritualidade e da doutrina social da Igreja; frequentes exposições de obras de arte, especialmente nos tempos fortes da Liturgia, conferências, foros, sessões de cinema, etc.
Tudo isso dirigido, em grande parte, pela Vice-Reitoria Pastoral que, tendo à frente o Pe. Julio Jairo Ceballos, se apresenta como uma experiência única no contexto das demais universidades, porque acompanha e lidera o trabalho pastoral de doze capelães e quarenta e cinco sacerdotes que trabalham nos diversos departamentos da Universidade.

- Soubemos que os estudantes de todas as disciplinas devem ter um curso de Cristologia...
Pe. Diego - A Vice-Reitoria Pastoral criou, há cerca de dez anos, um curso de Cristologia básica chamado, entre nós, de Cristologia do sentido. Esse curso, todos os estudantes de pré-graduação o fazem. É obrigatório para todos. A UPB entendeu que sua identidade é Jesus Cristo mesmo e seu Evangelho; e que devia dar a conhecer a Pessoa e a mensagem de Jesus de forma clara, rigorosa, sistemática e a partir do testemunho. Atualmente é o curso mais valorizado da Universidade. Contamos, historicamente, com um promédio registrado de 4,7 sobre 5 na avaliação final dos estudantes. De início, os jovens se mostram reticentes, mas finalmente valorizam muito o conteúdo do curso, pois ele está bem estruturado e é dado por docentes que subscrevem o que ensinam, com seu testemunho de vida e sua adesão à Pessoa de Jesus.

- É notório que a UPB goza da confiança do CELAM. Falemos um pouco disto.
Pe. Diego - Sim, há um imenso voto de confiança do Episcopado de toda a América Latina para nossa Universidade. Temos um Convênio com o Instituto Teológico-Pastoral para América Latina (ITEPAL), para a formação, em nível de pós-graduação, de membros do clero dos diversos países do continente. Faz alguns anos nos encarregamos da formação filosófica do Seminário da Diocese de Chitré (Panamá). Deve-se ressaltar, igualmente, nossa presença em zonas indígenas.
Dr. Luis Fernando - A Universidade está apostando na denominada etno-educação, sobretudo em comunidades indígenas das províncias de Cauca, Amazonas e Putumayo. Esta é una experiência valiosa, não só porque se trata de uma educação adaptada às dinâmicas das comunidades aborígenes, mas também porque é a presença da Igreja em zonas de conflito entre o exército e a guerrilha. O interessante é que os professores viajam com gosto a essas zonas para prestar seus serviços, apesar de serem zonas de guerra, e o fazem por estarem conscientes de que são artífices de paz, de solidariedade e de esperança.
Pe. Diego - Entendemos que a UPB não é uma entidade da Igreja, mas que é a Igreja. Alguém poderia perguntar qual é a grande contribuição dada pela Universidade ao conjunto da sociedade, e a nós que a constituímos. Na minha opinião, ela aparece como grande comunicadora de esperança em tempos de crises profundas. Essa esperança nasce da fonte do Evangelho e, em termos do social, cria confiança, e a confiança facilita a construção do desenvolvimento integral das pessoas e da própria sociedade.

- Os senhores recebem alunos de outros países?
Dr. Luis Fernando - Claro que sim. A Universidade conta com alunos da Alemanha, Áustria, Polônia, Itália, França, Espanha, Portugal, Turquia, Canadá, Estados Unidos, Costa do Marfim, Coreia, Brasil, Antilhas, Peru, Equador, Costa Rica, México, Chile, Argentina, Venezuela, Bolívia, Panamá, entre outros.

- Há 23 universidades pontifícias no mundo. Como definiriam, em poucas palavras, o carisma que caracteriza a UPB?
Pe. Diego - O carisma que move nossa Universidade, poderíamos defini-lo a partir do conceito da "caridade pastoral", que equivale a dizer o encontro interpessoal que nos permite compartilhar a sabedoria e o amor de Jesus Cristo entre os membros da comunidade universitária. Esta "caridade pastoral", entre nós, está presidida pela cultura eucarística e pela inteligência da revelação que ilumina inclusive as menores coisas que realizamos. Dita espiritualidade permeia o exercício acadêmico e administrativo das pessoas, e propende para que elas atuem com sabedoria, sejam solidárias e encontrem a plenitude do sentido de suas vidas e de seu trabalho.
www.arautos.org.br

Governo de Rondônia prorroga inscrições para 1.140 vagas de até R$ 9 mil

O governo de Rondônia prorrogou até a sexta-feira (5) as inscrições de concurso público para 1.140 vagas para a Secretaria de Estado da Saúde. Os salários variam de R$ 634,22 a R$ 9.050 ( veja aqui o edital ).

Das vagas, são 590 com carga horária de 40 horas semanais e 24 vagas com carga horária de 20 horas semanais para os cargos de nível superior; 496 vagas com carga horária de 40 horas semanais para os cargos de nível médio; e 30 vagas com carga horária de 40 horas semanais para os cargos de nível fundamental.
As inscrições poderão ser realizadas até 5 de junho, pelo site http://www.funcab.org/. Os candidatos às vagas de níveis fundamental e médio poderão fazer as inscrições ainda nas agências credenciadas dos Correios entre os dias 30 de abril e 28 de junho. As taxas são de R$ 50 para nível fundamental, R$ 65 para nível médio e R$ 80 para nível superior. A prova objetiva será aplicada, simultaneamente, nas cidades de Porto Velho, Ariquemes, Ji Paraná, Cacoal, Rolim de Moura, Vilhena e Guajará-Mirim, no estado de Rondônia, no dia 21 de junho. O candidato deve optar pelo local de realização de sua prova e vaga no ato da inscrição

Cassol fecha acordo para Reserva do Bom Futuro e compensação da Usina de Jirau

A idéia do vice-governador João Cahulla, de permutar com o Governo Federal a área da Reserva Federal do Rio Pardo, onde 5.000 família residem e produzem há mais de 20 anos, pela Reserva Estadual do Rio Vermelho, onde será construída a usina hidroelétrica de Jirau, tornou-se realidade no início da noite desta terça-feira (2): o governador Ivo Cassol fechou assinou em Brasília com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e com o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Barreto Melo, o acordo de permuta das áreas das reservas entre Estado e União.

A idéia da permuta das áreas foi levada no mês de maio pelo governador Ivo Cassol aos moradores do distrito do Rio Pardo, num encontro que reuniu milhares de moradores na praça central do distrito, onde aprovaram e torceram pela aceitação por parte da presidência da República, para quem o projeto seria apresentado. Há cerca de três semanas o governador apresentou o projeto definitivo ao presidente Lula e à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que também aprovaram e encaminharam para as providências legais no Ministério do Meio Ambiente.

Na reunião desta terça-feira foi assinado o acordo, que prevê a permuta de 140.000 hectares de terras, sendo 70.000 referentes às terras ocupadas pelos moradores mais 70.000 de florestas em área a ser delimitada pela União que ficará sob responsabilidade do Governo do Estado para preservação. Em troca o Estado cederá 140.000 hectares da reserva do Rio Vermelho à União para que em parte da área seja construída a usina de Jirau.

“A idéia da permuta das áreas foi do meu vice Cahulla, nós apresentamos ao presidente quando ele esteve visitando as usinas e agora é realidade: os moradores do Rio Pardo terão a regularização fundiária e a usina será construída. Resolvemos um grande problema social e econômico para Rondônia e para o Brasil ao mesmo tempo, e do jeito que a gente queria”, disse Cassol por telefone.

O próximo passo será encaminhar à Assembléia Legislativa um Projeto de Lei autorizando a permuta as áreas acordadas para que o Governo do Estado, através das secretarias de Desenvolvimento Ambiental – Sedam, e da Agricultura – Seagri, possam regularizar as propriedades com documentos oficiais, algo impensável para os moradores do local até pouco tempo atrás.
Fechado acordo de compensação com Jirau

Ainda na tarde desta terça-feira, em reunião com diretores da Eletrobrás, do Consórcio Suez e da Camargo Corrêa, foi fechado também o acordo de compensação ambiental da usina de Jirau.

Pelo acordo, serão repassados ao Governo do Estado 90 milhões de reais divididos em duas parcelas iguais. A primeira, de R$ 45 milhões, será liberada imediatamente e empregada da seguinte forma: R$ 15 milhões na ampliação do sistema prisional, com a construção de mais três pavilhões no Presídio Ênio Pinheiro, criando imediatamente mais 360 vagas, e mais 4 novos pavilhões num presídio de segurança máxima a ser construído.

R$ 20 milhões serão aplicados na saúde, com ampliação dos leitos da rede estadual, novos equipamentos e custeio, além de mais R$ 10 milhões na infra-estrutura do estado a serem utilizados em novas escolas, asfaltamento e conservação das rodovias estaduais, pontes e demais obras estruturantes.

Cassol solicitou aos diretores das empresas e à Eletrobrás que cobrem da prefeitura de Porto Velho utilizar a compensação recebida da usina de Jirau na construção de um hospital na capital e outro no distrito de Jaci-Paraná para atender a população local e os trabalhadores da usina que irão se mudar para lá em virtude da obra. “A prefeitura não faz a saúde básica, que é sua obrigação, o que acaba superlotando os hospitais estaduais que fazem o atendimento de alta complexidade e ainda tem que atender as emergências”, explicou o governador na reunião.

Com o acordo fechado, o consórcio construtor irá encaminhar os pedidos de licenciamento ao IBAMA e à Sedam, e o termo de compensação ambiental deverá ser assinado entre o Governo e a construtora nos próximos dias. “É preciso ficar bem claro que eu sempre fomos a favor da construção das usinas, embora tenham dito o contrário. Mas nós vamos sempre brigar pelos interesses do povo de Rondônia, que nos elegeu para trabalhar. Também disseram que eu estava tirando dinheiro da capital para construir o Hospital Regional de Cacoal, o que também não era verdade, tanto que as obras da capital estão acontecendo”, finalizou Cassol, comemorando os acordos fechados e todas as obras previstas em andamento.

Policia recupera veículo e prende receptadores

A Policia de Cacoal recuperou na manhã de segunda-feira (01/06) uma caminhonete F1000 que havia sido furtada no município de Ji-Paraná. Na mesma operação foram presos José Raimundo Correia Pacheco e Clodoaldo Miranda Brizola, acusados de receptação e formação de quadrilha. Os acusados fazem parte de uma quadrilha que atua nos municípios de Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena.

Conforme informações do Delegado Regional de Cacoal, os agentes do Serviço de Vigilância, Investigação e Captura (Sevic) em conjunto com policiais do serviço reservado da PM, há vários dias estavam realizando investigações sobre furtos e desmanches de veículos no município. De acordo com o delegado, após o furto da caminhonete, na madrugada do dia primeiro, em Ji-Paraná, os policiais passaram a realizar diligências e conseguiram localizar o veículo nos fundos da residência de José Raimundo Correia Pacheco. “No momento em que os policiais chegaram ao local, o acusado estava lixando a cabine da caminhonete e já havia retirado as placas de identificação e os adesivos originais das portas”, informou.

O delegado acrescentou ainda que Clodoaldo Miranda confessou que encomendava veículos furtados a uma pessoa de Ouro Preto para, depois de descaracterizá-los vende-lo a preços baixos. Conforme o interrogatório de Clodoaldo, a caminhonete F-1000 seria vendida a um garimpeiro de Campo Novo, depois que José Raimundo a descaracterizasse e a pintasse na cor preta. “Na residência de José Raimundo foram encontrados vários documentos, peças e materiais utilizados para remarcar chassi e alterar cores do veículo”, disse.

Sueli Aragão cumpre extensa agenda no Cone Sul de Rondônia

A ex-prefeita Sueli Aragão (PMDB) mantém sua caminhada em vários municípios do Estado buscando fortalecer sua posição junto ao partido e com isto obter indicação como candidata do partido em 2010. Como pré-candidata, ela esteve no sul do Estado. Veja a agenda conforme nos informou Ezequiel Pereira.

Agenda:
SEXTA-FEIRA DIA 29/05

* - Em Colorado do Oeste esteve em um encontro do PMDB com autoridades do município, PMDB mulher e JPMDB onde almoçou no parque de exposição.

* - Em Corumbiara participou na Câmara de vereadores de uma reunião com as autoridades, vereadores, representantes de entidades.

* - Em Rolim de Moura esteve na posse da diretoria da ACIRM no anfiteatro na praça central.

SÁBADO DIA 30/05

* - Em São Miguel do Guaporé esteve na inauguração do Frigorífico Guaporé Carne.

* - Às 14:30 estava em Pimenteiras na Câmara de vereadores em reunião com a comunidade, autoridades locais como o prefeito, vereadores e representantes de entidades.

* - Às 16:30 já estava em Cabixi num encontro com lideranças locais.

* - Às 20h participou da abertura do rodeio na exposição de Cerejeiras.

DOMINGO DIA 31/05

* - Visitou amigos na zona rural e zona urbana de Colorado retornando a Cacoal por volta das 11:30 da manhã.


OBSERVAÇÃO: Em toda a agenda estava presente o senador Valdir Raupp, prefeito de Ariquemes Confúcio Moura, vice-prefeito de Porto Velho, Emerson Castro apresentando nas cidades citadas como pré-candidatos do PMDB ao governo de Rondônia a Sueli Aragão e Confúcio Moura.
A comitiva do PMDB foi muito bem recebida nos municípios, principalmente as mulheres e jovens que manifestaram um carinho muito grande pela Sueli.

Polícia de Rondônia mostra eficiência na recaptura de foragidos da Justiça

Após sua criação pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania – SESDEC, em Janeiro de 2006, o Grupo de Investigações e Capturas – GIC atuando em todo Estado, tem retirado de circulação foragidos da Justiça e pessoas que tenham contra si Mando de Prisão. Comandado pelo delegado Jeremias Mendes, somente este ano foram presas cem pessoas.

Aumentando a estatística, o GIC em Cacoal localizou e prendeu nesta terça-feira, Renato de Lima, vulto “Rato”, foragido da Justiça do estado de São Paulo. Renato foi localizado no distrito de Boa Vista do Pacaranã, distante cerca de 120 quilômetros de Espigão do Oeste.

Ele é acusado de roubo ocorrido em São Sebastião, São Paulo, em 2007. Nesta ocorrência participaram dois comparsas conhecidos por “José” e “Tatu”. Após o crime, ela fugiu para Rondônia e morava ha dois anos naquela localidade. De acordo com informações da polícia paulista, os acusados roubaram R$ 10 mil reais de uma loja de jóias e efetuaram quatro disparos de arma de fogo contra as vitimas.

A operação contou com o apoio de policiais militares do grupamento do Pacaranã.

Foragido da Justiça do Mato Grosso é preso em Operação do GIC. Ele roubava e amarrada suas vítimas.

O Grupo de Investigações e Capturas – GIC / SESDEC/ em Cacoal, com apoio da Sevic – Serviço de Investigações e Capturas da Polícia Civil e Agência Núcleo de Inteligência da Polícia Militar de Rondônia no município de Alta Floresta, prendeu no último sábado na localidade de Porto Rolim de Moura do Guaporé, Delmárcio Ferreira alves, 48 anos de idade, que era foragido da justiça do estado do Mato Grosso-MT.

Na década de 90, Delmárcio integrava uma quadrilha que praticava roubos de caminhões, deixando seus condutores amarrados. Após ter sua prisão relaxada, Delmárcio evadiu-se para o estado de Rondônia, onde já vivia há pelo menos 15 anos. A equipe do GIC de posse do Mandado de Prisão e em conjunto com Policiais civis e militares, lotados em Alta Floresta, conseguiram localizar Delmárcio, que se encontrava na divisa do Estado de Rondônia com a Bolívia.
O foragido responderá pelos crimes dos quais é acusado.

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Clarim da Amazônia