Governador e sub-secretário da Casa Civil vistoriam Aeroporto Regional de Cacoal

O governador Ivo Cassol e o sub-secretário da Casa Civil, Nilton Capixaba, vistoriaram na manhã deste sábado as obras do Aeroporto Regional de Cacoal, que deve ser inaugurado em meados deste ano.
Cassol foi recepcionado pelo professor Ismael Khouri, presidente da Comissão Pró-Aeroporto e Hospital Regional de Cacoal – COPAHRC, que agradeceu ao Governo do Estado pela visão estratégica de construir no município um aeroporto daquele porte e sugeriu a implantação de um aeroclube e uma escola de pilotagem no local. “Já era hora do município de Cacoal, um dos principais do estado, ter um aeroporto regularizado para integrar a nossa região ao resto do país, e gerar mais riqueza aqui”, disse ele.
O sub-chefe da Casa Civil, Nilton Capixaba, foi enfático ao citar que o aeroporto hoje é realidade graças ao seu trabalho como deputado federal junto aos órgãos aeronáuticos e às suas emendas parlamentares. “Mesmo sem mandato continuei trabalhando, com apoio do governador Ivo Cassol, para que este aeroporto seja concluído, em breve estaremos inaugurando uma das maiores e mais importantes obras de Cacoal”, declarou.
O governador iniciou a visita pelo pátio das aeronaves, seguindo para o terminal de passageiros e demais instalações, e ficou satisfeito com o andamento das obras. “Aqui estamos aplicando R$ 4,5 milhões de reais, recursos próprios do Governo do Estado, é o imposto que a população paga sendo revertida em benefício de todos”, disse Cassol em seu pronunciamento.
O aeroporto foi vistoriado por técnicos da Aeronáutica na semana que passou, e em breve deverá ser homologado para pousos e decolagens de pequenas aeronaves. Quando concluído poderá receber vôos comerciais, facilitando assim o deslocamento aéreo na região.
Uma das principais preocupações do governador é que a empresa aérea Ocean Air anunciou o fim das operações no aeroporto de Ji-Paraná, no próximo mês, o que vai dificultar o deslocamento de passageiros na região central do estado. “Vamos trabalhar para trazer um vôo comercial para operar em Cacoal o mais rápido possível”, afirmou Cassol.
Foram investidos pelo Governo do Estado R$ 1,5 milhão no asfaltamento da estrada e na construção do trevo que dá acesso ao terminal, R$ 600 mil na brigada anti-incêndio, que será totalmente equipada e mais R$ 700 mil ainda serão investidos no pátio de estacionamento dos veículos. Desde o início da obra já foram investidos ao total aproximadamente R$ 15 milhões de reais.
Estavam presentes o prefeito de Cacoal, Padre Franco, que agradeceu ao governador pela iniciativa e o convidou a visitar a prefeitura municipal numa próxima oportunidade, os deputados estaduais Valdivino Tucura, Tiziu Jidalias, Maurão de Carvalho, Ezequiel Neiva, Luís Cláudio Pereira Alves e Walter Araújo, o secretário de Desenvolvimento Ambiental, Cletho Muniz de Brito, e Regionais, Ari Saraiva, de Ji-Paraná, Ademar Oliveira da Silva (Ademarzinho), de Cacoal, e Josias Custódio, de Rolim de Moura, além de grande número de populares.

Governador recepciona presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e fala do potencial econômico de Rondônia

No final da tarde deste domingo (15) o governador Ivo Cassol, acompanhado do Chefe da Casa Militar, tenente-coronel Sávio Lessa, e do comandante da Base Aérea, tenente-coronel Sakai, recepcionou o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe e sua comitiva durante escala técnica para abastecimento da aeronave presidencial na Base Aérea de Porto Velho.
Durante cerca de uma hora, Cassol explicou ao presidente e aos ministros que o acompanhavam, detalhes dos investimentos públicos e privados no estado, e o excelente momento pelo qual passa Rondônia.
O presidente Uribe e seus ministros se mostraram bastante curiosos a respeito do potencial agropecuário e industrial do estado, com destaque para as exportações de carne industrializada e grãos, que interessam ao seu país, e a estrada que está sendo pavimentada em direção ao Oceano Pacífico, o que vai facilitar a exportação de produtos brasileiros e sul americanos para a Ásia. Também quis saber detalhes sobre a construção das usinas do rio Madeira, cujas obras já se iniciaram e foram vistas pela comitiva durante a aproximação para o pouso da aeronave presidencial.
“Apesar do momento difícil que o país está passando, o estado de Rondônia continua crescendo graças às ações da administração estadual: investimos na infra-estrutura da nossa malha viária para escoar a produção agrícola que cresce a cada ano, vacinamos o gado contra a febre aftosa e estamos exportando nossa carne industrializada, além da construção civil que caminha em ritmo acelerado” resumiu Cassol.
Antes de seguir viagem para Brasília, onde encontra-se com o presidente Lula, e São Paulo, para reuniões com empresários, o presidente Uribe e os ministros que o acompanhavam foram presenteados por Cassol com um livro que detalha, com fotos originais, a construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, além de folders sobre o potencial turístico do estado na pesca esportiva, convidando-o para conhecer as belezas do Vale do Guaporé e pescar em Rondônia. O presidente Uribe aceitou o convite e retribuiu, dizendo que espera receber a visita do governador Cassol para conhecer a Colômbia, desejando revê-lo em breve em Bogotá.

Cassol entrega ônibus odontológico à Igreja Assembléia de Deus em Cacoal

No final da manhã deste sábado (14) o governador Ivo Cassol, acompanhado do senador Expedito Júnior e do sub-chefe da Casa Civil, Nilton Capixaba, entregou à Igreja Assembléia de Deus de Cacoal um ônibus odontológico, totalmente equipado e pronto para atender às pessoas carentes do município. O veículo novo é fruto de emenda parlamentar do deputado estadual Maurão de Carvalho, e era uma antiga reivindicação daquela comunidade evangélica.
A solenidade aconteceu durante a 44ª Assembléia Geral da Cemaderon, que reuniu milhares de fiéis de todo estado. Em seu pronunciamento, o deputado Maurão, falando pelos demais deputados presentes, ressaltou que a emenda era de R$ 510 mil, mas o ônibus e os equipamentos custaram cerca de R$ 360 mil, graças ao trabalho de pesquisa de orçamentos da entidade. Sendo assim, solicitou de público ao governador que a diferença fosse empregada em benefício da própria Igreja Assembléia de Deus, que precisa adquirir novos assentos para os fiéis. O pedido foi prontamente atendido pelo governador, e nova emenda parlamentar será liberada para tal fim.
O ônibus possui em seu interior um consultório odontológico completo, capaz de fazer tratamentos dentários complexos que exigiriam deslocamento e grandes custos do paciente. Possui também uma mini-sala para fisioterapia e um pequeno escritório para cadastrar e organizar os atendimentos. Graças a esta iniciativa, centenas de pessoas de qualquer religião, serão atendidas gratuitamente, o que vai ajudar a desafogar o atendimento odontológico e fisioterápico no município.
Em seu pronunciamento, o governador Ivo Cassol parabenizou o pastor Nelson e a equipe da CEMADERON, pela iniciativa e, principalmente, pela economia dos recursos, o que possibilitou aumentar os benefícios à população com a mesma quantia liberada na emenda do deputado. “Vocês são um exemplo de como se aplica corretamente os recursos recebidos: com economia e em benefício de quem realmente precisa”, finalizou

PAPUDISKINA - 13/02/2009

A espera de um milagre
Há quarenta dias Cacoal é governada pelo PT e a população ansiosamente está a espera de um milagre. Todos buscam, ansiosamente, o fim da falta de água nos bairros, uma coleta de lixo mais constante, o fim dos buracos nas ruas, o recapeamento asfáltico e, principalmente, um tratamento de saúde digno nos hospitais públicos, bem como outras ações públicas que venham resultar em melhor qualidade de vida a cada cidadão. As promessas de campanha foram muitas e ainda há tempo para acreditarmos que algumas delas realmente sejam colocadas em práticas. Outras, nem tanto. Mas uma coisa é verdade: o padre Francesco Vialetto, o nosso prefeito, não fez muitas promessas. Foi bem comedido. Os seus aliados, sim, prometeram demais da conta. Mas não são esses aliados que têm a caneta mágica. Não são eles quem decidem. Nem deveriam ser. Afinal de contas, governar um município é muito mais do que prometer milagres e planos mirabolantes. Mas não sei por que razão - em parte eu sei - muita gente colocou expectativas demais. Acreditaram que ele, o padre Franco, seria muito mais do que um prefeito. Mas agora têm de admitir: ele é o prefeito, tem boas intenções e com um pouco de tempo vai pôr a casa em ordem (assim esperamos). Mas, se por um lado ele não é milagreiro (é humano), por outro lado ele tem vontade de realizar coisas grandes pelo nosso município. Isso é um bom sinal. A principal mola propulsora do desenvolvimento humano, em todos os aspectos e âmbitos, é o sonho! Sim, nós, humanos, somos movidos a sonhos. Através dos sonhos, os homens superaram barreiras que do ponto de vista racional pareciam devaneios. Imaginem há mil anos atrás alguém comentando na praça: "olha, em algum lugar e tempo as pessoas, mesmo a milhares de KM, irão se comunicar com outras, não importando em que países estejam. Carros não serão mais guiados a bois ou a cavalos, mas correrão 10 vezes mais rápidos e se moverão por si mesmos, impulsionados com uma coisa viscosa chamada gasolina. Praticamente qualquer um poderá ser escriba e não vai mais usar pergaminho e nem mesmo argila, mas umas coisas engraçadas chamadas computadores. Cantores e cantoras armezarão suas vozes em pequenos discos chamados CDS ou DVDS e as pessoas poderão ouvi-las em suas casas. Aliás, a casa de cada humano se transformará em um verdadeiro teatro, pois umas caixas chamadas televisores serão capazes de fazer com que a arte chegue a cada lar, com incrível visibilidade e realismo". Moral da história - trazendo esses devaneios para os nossos dias - "o padre Franco e sua equipe darão um passo importante se ao menos forem ousados o bastante para sonhar com força e entusiasmo. Os ousados, sempre serão questionados e em alguns casos até alvos de maledicências e descrédito no início, mas, ao fim, serão recompensados quando o que antes não passava de sonhos e devaneios acaba se transformando em importantes realizações. Como bons cacoalenses que somos, queremos que os sonhos de toda essa gente que acreditou no prefeito Francesco Vialetto venham a se tornar realidade. O padre Franco demonstrou, ao longo de sua vida, que também é um grande e promissor sonhador. O Hospital São Daniel Comboni deixou de ser um sonho para se transformar em realidade. Claro que ainda não está totalmente pronto, mas em comparação com o elefante branco do HR, os avanços do hospital idealizado pelo padre Franco são admiráveis e merecedores de aplausos.

Horário corrido é sinal de produtividade
O que impressiona, no entanto, é o número de pessoas que se acham no direito de ditar normas esquisitas para que o padre as coloque em prática. Esses conselheiros dizem que é hora de mudar o curso das coisas, mostrar coisas novas e criar algum impacto do ponto de vista mediático. É por isso que vemos propostas estranhas como essa de querer pôr fim à prática do horário corrido nas instituições públicas municipais sob o argumento de que os servidores deveriam trabalhar 08 horas como qualquer trabalhador.
É verdade que no âmbito administrativo muitas vezes a administração pública deveria se espelhar na iniciativa privada, mas no que concerne ao respeito aos direitos trabalhistas, a iniciativa privada, salvo raras exceções, transforma seus trabalhadores em semi-escravos. Aqui em Cacoal, por conta do transporte coletivo deficiente, muita gente tem que fazer três viagens de bicicleta, subindo e descendo morros, para ir e vir do trabalho. Depois, cansados, são submetidos a uma carga horária exaustiva. Claro que se houvesse horário corrido de seis horas patrões e empregados sairiam ganhando. As duas horas a mais que todos ganhariam serviriam para ficar mais tempo com suas famílias, estudar, e eu garanto que seriam muito mais produtivos.
É errôneo achar que 08 horas de trabalho, entremeadas por duas horas de almoço (o que acaba perfazendo 10 horas) significará ganho. No caso específico do serviço público, pergunta-se: de que adianta o cidadão saber que a prefeitura vai ficar aberta até as 18 horas se os bancos só abrem até as 13 horas (horário de verão) ou 14 horas? O trabalhador rural tem de retornar aos seus lares no máximo as 14 horas para dar tempo de chegar em suas casas antes do anoitecer.
Para secretários e conselheiros do alto escalão é muito fácil insistir nessa hipocrisia de dupla carga horária. Vá a uma secretaria municipal e veja se é possível encontrar lá os secretários o tempo todo. Salvo raras exceções, a maioria cuida de assuntos paralelos como ir ao banco no horário de expediente, participar de encontro político, viajar para seminários (verdadeiras oportunidadas de férias extras, uma vez que esses seminários são convenientemente articulados para acontecer em cidades como Camboriú, Guarapari, Porto Seguro, Florianópolis, Fortaleza, Natal, etc).
Não é minha intenção criticar os secretários por essas ações, mas apenas alertar para o fato de que o horário corrido (seis horas) acaba poupando gastos desnecessários como energia e outras coisas mais. Coloquem dois turnos nos órgãos públicos municipais e vejam que o resultado não será nada bom. A tarde, sem clientela, servidores vão se limitar a bater papo, acessar a internet a partir de computadores da administração pública (isso pode ser proibido para os funcionários em geral, mas jamais para os graduados) ou serão submetidos a reuniões infrutíferas e desnecessárias promovidas por chefes ávidos pelo culto à personalidade. Para mostrar serviços, é bem capaz desses chefes promoverem duas ou mais reuniões por semana para praticarem o que no direito é conhecido como "assédio moral".
Resumindo: HORÁRIO CORRIDO É SINAL DE QUALIDADE, COISA DE QUEM É VIVO (sem querer fazer apologia à operadora de celular). Carga horária dupla, com duas horas para almoço, é coisa de mentalidade ultrapassada. O que os políticos devem lutar, isto sim, é pelo fim da carga horária dupla e que o horário corrido de seis horas seja obrigatório também na iniciativa privada pois isso geraria mais emprego e os trabalhadores teriam mais tempo para estudar, se qualificar e crescerem profissionalmente. Carga horária dupla é a maior culpada por um país de trabalhadores mal formados, sem qualificação e desmotivados. Esses que hoje batem palma para o fim do horário corrido no serviço público, querendo nivelar as coisas por baixo, deveriam ser mais inteligentes e querer a isonomia do bem, ou seja: lutar para que o mesmo benefício fosse aplicado a iniciativa privada. Senhores sindicalistas, vamos ser mais combativos. O ser humano não foi feito para ser burro de carga, mas sim para ser produtivo. Seis horas corridas e bem trabalhadas deve ser regra geral. Carga horária dupla deve ser banida do meio de nossa sociedade. Em vez dos sindicatos ficarem brigando para que lojas e supermercados fechem seus estabelecimentos às 18 horas, poderiam lutar por três ou quatro turnos nesses estabelecimentos. Já imaginaram quanto emprego teríamos se esses estabelecimentos tivessem uma turma trabalhando das 06 às 12 horas; outra das 12 às 18 horas; e por fim outra turma das 18 às 24 horas? Todos sairiam ganhando! É verdade! Se não me falha a memória, horário corrido já existe na França para todas as categorias. Lá a carga horária é de seis horas apenas. Simples assim!

UMAM
A União Municipal das Associações de Moradores se reuniram na tarde desta quarta feira com os candidatos a diretores de bairros (presidentes, vices, secretários, etc) para informar sobre as eleições que acontecem neste domingo, em pelo menos 19 bairros. Algumas práticas como a busca de eleitores de outros bairros serão coibidas. Candidatos que bancarem a espertinhos vão perder os cargos, mesmo que tenham sido eleitos. Haverá fiscais disfaçardos de eleitores em todos os bairros. A Polícia Militar inclusive foi convidada para ajudar nessa tarefa. Alguns bairros tidos como mais problemáticos terão a vigilância redobrada. Portanto, pessoal, vamos fazer a coisa certa e quem tiver de ser eleito, que obtenha sua eleição de forma justa. Outra coisa: espero que não haja vencedores nem vencidos, mas que todos saiam ganhando. Quem não for o escolhido não precisa virar as costas. Pelo contrário, deve continuar seu trabalho em favor da comunidade, ajudando aos que foram eleitos. Então, pessoal, sem ressentimentos, tá? Onde tiver duas ou três chapas, apenas uma seria escolhida, mas todas as demais pessoas envolvidas devem continuar seu trabalho bonito em favor da comunidade.

Vereador defende criação de pólo de confecções em Cacoal

ASCOM/CMC - Preocupado com a geração de empregos e visando o grande potencial de Cacoal, principalmente na área de confecções, o vereador Fernando Minervino de Farias, toma iniciativa juntamente com os demais vereadores, Prefeitura, ACIC/CDL, SEBRAE, SENAI e UNESC, através do coordenação do curso de Economia, para a criação de um Pólo de Confecções em Cacoal. Em reunião realizada no Plenário da Câmara de Vereadores de Cacoal, no último dia, Fernando Minervino apresentou ao Executivo Municipal proposta para criação do referido Pólo.

A solenidade contou com a presença de representantes de vários segmentos que se mostraram favorável a proposta do vereador, destacando a importância para o desenvolvimento do município. “É sem duvida uma iniciativa louvável do vereador, haja vista a grande quantidade de pessoas que atuam nesta área em Cacoal e que hoje geram diretamente centenas de empregos”, disse o coordenador do curso da Unesc, Elias Nunes.

Para o vereador a criação de um Pólo agregará valores aos trabalhadores, bem como irá trazer mais divisas para o município. “A nossa iniciativa tem por objetivo unir esses empresários, objetivando o fortalecimento e o crescimento do setor de confecções em Cacoal e conseqüentemente gerando mais empregos e renda”, disse o vereador, destacando a necessidade do Poder Executivo, através da Secretaria de Industria e Comercio, proporcionar mais incentivos nesta área.

Sérgio Petecão denuncia caos no setor. No Acre, mais de 4 mil famílias já abandonaram os seringais.

BRASÍLIA — O extrativismo na Amazônia está à beira da falência e a culpa é do próprio governo federal. A denúncia foi feita hoje pelo deputado Sérgio Petecão (PMN-AC) ao ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger, durante reunião do ministro com deputados e senadores da região. No Acre, por exemplo, mais de 4 mil famílias — algo em torno de 12 mil pessoas — abandonaram os seringais por falta de incentivos. Petecão também abordou a questão na reunião da bancada do Acre com os prefeitos acreanos que estão em Brasília.

Segundo Petecão, o caos se instalou porque a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) não coloca em prática a Portaria 1.039, de 28 de outubro de 2008. A norma concede subsídio de R$ 3,50 por quilo de borracha produzida em seringais da Amazônia. Petecão cobrou da Conab, por ofício, a aplicação imediata a portaria, mas até agora não obteve resposta.

Pela portaria, o subsídio mínimo de R$ 3,50 beneficiaria extrativistas, suas associações, cooperativas e indústrias de processamento de borracha, e passaria a valer para a safra colhida no período de 1º de julho de 2008 até 30 de junho deste ano. Mas, segundo Petecão, isso não vem ocorrendo, e por causa no atraso na aplicação da portaria a produção de borracha caiu em todos os estados da Amazônia.

Muito discurso e pouca ação
Para exemplificar o caos no setor, o deputado citou a cidade de Sena Madureira (AC) — a 145 km da capital, Rio Branco. Explicou que há 10 dias a principal usina de beneficiamento de borracha do município não recebe a matéria-prima. Petecão atribui a queda na produção a não-aplicação do subsídio.

“Por essa razão, chega a ser risível falar em investimentos, projetos faraônicos para a Amazônia, se o próprio governo é incapaz de fazer valer uma simples portaria”, critica Sérgio Petecão. Na opinião de Petecão, o governo faz muito discurso bonito, mas tem pouca ação para resolver o problema.

A denúncia de Sérgio Petecão pelo seu colega deputado por Rondônia, Ernandes Amorim (PTB). Para ele, o que ocorre na Amazônia com relação à comercialização da borracha é uma brincadeira. Disse que em seu Estado, Rondônia, “dezenas de famílias estão deixando de cortar seringa porque não há incentivo”. A mesma situação estaria ocorrendo também no Acre, Amazonas, Pará e Amapá.

“Enquanto o extrativista fica sem apoio, o governo está aí oferecendo ajuda bilionárias a bancos falidos, às montadoras e a outros segmentos”, ressalta Amorim. Para o deputado, é chegada a hora de o governo voltar sua atenção para o problema, “pois, do contrário, muito em breve as periferias das cidades estão apinhadas de seringueiros”.

Edivaldo Fortes, gerente da principal usina de borracha de Sena Madureira, no Acre, diz que a cidade já vivencia essa situação. De acordo com ele, mais de 4 mil famílias largaram a extração do látex da seringueira para morar nos centros urbanos. “Aqui, o setor extrativista parou”, lamenta-se. A empresa que dirige é a triste constatação dessa realidade.

“Há dez dias a minha empresa não recebe um quilo de borracha”, conta. No auge da produção, a usina beneficiava em média 200 toneladas/mês — esse total inclui borracha comprada no Amazonas e Rondônia.

O empresário também reconhece quem nem mesmo com o subsídio de R$ 3,50 por quilo ainda não é vantajoso para o extrativista riscar (cortar) seringa. Hoje, o seringueiro não quer se sujeitar a receber os R$ 1,20 pagos atualmente pelo quilo da borracha. “Ele (o seringueiro) prefere cortar madeira, criar boi, ou mesmo ir para a cidade trabalhar como diarista”. O valor chegou aos patamares de 2003, segundo a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha.

Na cidade, uma diária de pedreiro não sai por menos de R$ 20. Trabalhando os 12 meses do ano, um seringueiro não chegar a produzir mil quilos de borracha. Ou seja, ele fecharia o ano com uma renda inferior a R$ 1,2 mil — um ganho menor que R$ 100 por mês.

“Como é que vamos segurar o homem na floresta, com uma situação dessas?”, indaga o empresário. Edivaldo Fortes lembra, ainda, que a situação também é caótica em relação à colheita de castanha-do-Brasil. No ano passado, a lata (com 18 hectolitros) custava R$ 12. Hoje, o preço caiu pela metade.

Salto na produção nacional
De 1997 a 2002, a produção da borracha natural no Brasil saltou de 50 mil para 90 mil toneladas/ano, estimulada pela subvenção na qual o Governo Federal compensa o beneficiário do produto. O subsídio cobre a diferença entre os preços do mercado interno e o valor do produto importado somado aos custos de internalização que incluem frete marítimo, frete terrestre e seguros.

Até a década de 1960 a Amazônia era responsável pela quase totalidade da borracha consumida no Brasil. Mas, hoje, a realidade mudou. É São Paulo quem lidera de longe a produção brasileira de borracha. Os seringais paulistas já respondem por 60% de toda a produção nacional, que deverá atingir neste ano a casa de 108 mil toneladas.

Fruto de aprimoramentos genéticos, os seringais paulistas foram desenvolvidos na década de 30 no noroeste do Estado, sobretudo no pólo formado por São Jose do Rio Preto e Barretos. O plantio comercial começou apenas nos anos 80. Ao contrário da seringueira do Norte do país, vítima do calor e da umidade da Amazônia, as árvores paulistas respondem melhor ao clima paulista. Não são acometidas, por exemplo, pelo “mal das folhas”, praga que atacou centenas de árvores no Norte no passado. Prova disso é a extensão de área plantada em São Paulo, de 36,1 mil hectares, e no Acre, de 1,3 mil.

No total, o país tem cerca de 200 mil hectares com seringueiras plantadas, sendo que 130 mil já estão produzindo. A rentabilidade da borracha é de US$ 1.500 por hectare/ano; da cana, US$ 1 mil.

Tribunal de Justiça de Rondônia anula questões de concurso aplicado pela Fundação Cesgranrio

A 2ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça de Rondônia julgou nove mandados de segurança impetrados contra o resultado do concurso realizado no final de 2008, na terça-feira, dia 10. Por unanimidade, a Câmara decidiu anular as questões nºs 42, 43 e 44 do concurso para preenchimento de vagas para técnico judiciário/apoio técnico, bem como a questão nº 27 do concurso para preenchimento de vagas para oficial de justiça.

Por conseqüência, o presidente da Comissão de Realização do Concurso, juiz Francisco Borges, solicitou à Fundação Cesgranrio, organizadora do certame, a aplicação da decisão que anulou as referidas questões a todos os candidatos que fizeram provas para técnico judiciário/apoio técnico e para oficial de justiça e aguarda a nova lista de aprovados para a publicação no Diário da Justiça.

Cacoalense é detido pela PRF em Ji-Paraná com veículo clonado

No último dia 08/02, a Polícia Rodoviária Federal deteve Tiago José Gomes de Armondes, 23 anos, residente em Cacoal/RO por conduzir veículo dublê.

A ação dos policiais se deu quando em fiscalização de rotina efetuada na BR-364, Km 343, no setor urbano de Ji-Paraná/RO, foi abordado o veículo de marca VW Pólo 1.6, cor prata, ano 2007, com placas DNT-0034/Jales-SP.

Ao realizar aprofundamento na identificação do veículo os PRFs descobriram que o mesmo tratava-se de dublê do veículo da mesma marca e modelo, placas DVD-5264/SP roubado no dia 18/03/2008 em Osasco/São Paulo.

Indagado a respeito, o condutor do veículo, Tiago José Gomes de Armondes declarou que estava vindo de Jarú/RO com destino a Cacoal/RO, local onde reside e comprou o carro pela quantia de R$ 30.000,00, não sabendo informar de quem comprou o automóvel, quando lhe foi dito que estava conduzindo um dublê.

Diante dos fatos a ocorrência foi encaminhada para a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ji Paraná.

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Clarim da Amazônia