Vilhena pode ficar sem Conab

A Unidade Armazenadora (UA) de Vilhena da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está com seus dias contados na cidade caso suas dependências físicas não sejam transferidas de local. Isso porque parte da área, usada desde a década de 1970 como distância de segurança para com as residências do perímetro urbano para a decantação de dejetos provenientes dos serviços prestados pela Companhia, foi doada pelo seu corpo diretor ao município.As informações são do gerente da Unidade, José Vilmar Segaspine, que está em uma cruzada pela manutenção das atividades da Conab em Vilhena. Segaspine explica que é imprescindível manter a UA ativa não só pelos serviços de armazenamento e secagem que presta, mas pela sua atuação junto aos agricultores locais, de acordo com as variações do mercado agrícola. “Esta estrutura que temos está ultrapassada desde a década de 90 e, por causa disso, nossos serviços de armazenamento e secagem são muito limitados. Em contrapartida nós atuamos diretamente no mercado e junto com os produtores na hora da compra e venda de grãos. A Conab de Vilhena é referência aos produtores que precisam vender suas produções. Sem a Unidade, eles ficarão à mercê da Superintendência do órgão, lá em Porto Velho”, explicou o gerente.Com a doação do terreno, as atividades da UA ficarão limitadas. Isso porque há informações de que a Prefeitura de Vilhena irá cortar a área em lotes para a construção de um conjunto habitacional. “O local que foi doado era usado como espaço de segurança entre o galpão de processamento e o perímetro urbano. Lá era efetuada a decantação e dissipação de partículas e vapores de água expelidos por um dos nossos secadores. Com a construção de casas, logo os moradores começarão a reclamar e haverá o embargo dos serviços pelos órgãos ambientais e de vigilância sanitária. Fica claro que a Unidade Armazenadora da Conab em Vilhena será obrigada a encerrar suas atividades de processamento num futuro próximo”, explicou Segaspine.

ESPECIAL: Especulação põe em risco o extrativismo em Rondônia


Por ANA MARIA MEJIA, da Agência Amazônia

Administração confusa, invasão da pecuária e indefinição fundiária são os principais entraves à auto-sustentação das reservas extrativistas rondonienses. Exemplo disso se vê no município de Guajará-Mirim, onde três associações gerenciam a Reserva Extrativista (Resex) do Rio Ouro Preto, com 204,5 mil hectares. A distância e a falta de contato entre comunidade e diretorias provocam desconfianças. Nas conversas com moradores, a equipe da Agência Amazônia percebeu a inexistência do hábito de trabalho conjunto.

Gado engorda no entorno da Resex /M.CRUZ
Uma das primeiras áreas de proteção ambiental criada como reserva extrativista pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rio Ouro Preto consumiu R$ 1,2 milhão entre apoio e material de construção. Na data de sua criação havia setecentos moradores e hoje apenas 171 famílias estão ali. “É uma questão crucial”, considera o chefe da Unidade do Incra em Guajará-Mirim, Leonardo de Oliveira, com a experiência de acompanhar há anos as tentativas do Governo Federal para organizar a estrutura fundiária na região.



Já é a terceira mais desmatada em Rondônia /M.CRUZ
Especuladores tomam 15% da área conservada


Segundo a Polícia Federal em Rondônia, em dez anos cerca de cem mil hectares de terra foram "legalizados" em áreas ambientais e no seu entorno, por meio de declarações de posse e títulos de domínio fraudulentos. A aparente calma não esconde que, desde a sua criação, essa Resex teria perdido 31,4 mil ha (15% de sua área) para especuladores de terras. Com isso, parte do seu território ficou totalmente descaracterizada. Vêem-se muito pasto, gado nelore e, em pelo menos uma das fazendas, um vistoso portão de entrada. “Boa parte havia sido titulada para seringueiros, mas eles não tiveram condições de tocar, venderam as terras e foram embora para a cidade, viver na pobreza”, conta o presidente da Organização dos Seringueiros de Rondônia, Osvaldo Castro de Oliveira.

Aprovada na Câmara dos Deputados, a mensagem pedindo a redução da área estava pronta para ser votada no plenário do Senado. No entanto, em 2006, outra mensagem presidencial a retirou de pauta. Motivo: um estudo posteriormente encomendado pelo Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recomendava o contrário: manter a reserva para extrativistas e estruturá-los para que fossem verdadeiros guardiões da floresta. Rondônia tem quatro Resex criadas pelo governo federal, com área total de 738,1 mil ha, e 21 Resex estaduais que somam 967 mil ha, totalizando 1,7 milhão de ha (7,15% do Estado).


Laudo aponta derrubadas /M.CRUZ
Método antigo de esvaziamento

Entre os argumentos para manter a área original da Resex, um se destaca: a área excluída interfere na formação do rio Madeira e nela estão pequenos afluentes e nascentes de água. O laudo técnico do Centro Nacional de Desenvolvimento Sustentado das Populações Tradicionais (CNPT) e do Ibama informa que a grande maioria dos ocupantes estava há pouco tempo na área e que, à época da divulgação de que ela seria excluída da reserva, houve uma invasão orientada por especuladores, sempre com a mesma prática: arregimentam famílias pobres e as instalam no lote, incentivando o desmatamento e plantio de pequenas lavouras brancas para assegurar a posse da terra. Depois, as desalojam e vende o lote.Outro agravante é o avanço sobre a floresta. A maior parte dos desmatamentos tem ocorrido em grandes imóveis, a exemplo de uma grande derrubada observada na área ocupada pelo conhecido Chicão da Emater. Imagens de satélite e observações de campo indicam que grande parte dos desmatamentos ilegais ocorreu em Áreas de Preservação Permanente (APPs) ao longo dos cursos d’água (a maioria afluentes do Rio Ouro Preto) e nas encostas de serras da formação Pakaas-Novos.


Napoleão quer morrer na floresta, extraindo o látex/MC
Napoleão, um homem feliz

Mudas de jatobá serão plantadas em capoeira /M.C

Napoleão Rodrigues, 59 anos, é um homem tranqüilo. Segue o ritmo das águas e obedece ao ciclo da natureza na região onde vive. Junto com 12 famílias, ele vive na localidade Paz e Amor – Comunidade Nossa Senhora do Seringueiro, na Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto, aonde se chega – saindo de Guajará-Mirim - depois de percorrer duas horas de estrada esburacada e mais outras tantas de “voadeira” pelo caudaloso rio Ouro Preto. Isso, no inverno amazônico, quando as águas sobem e vão se espalhando até o quintal das casas.

Ele cultiva dez hectares com arroz, mandioca, banana e café. Cria galinha, pato e produz farinha de mandioca. Também colhe castanha-do-Brasil e mantém um viveiro com mudas de jatobá, cujo plantio em capoeiras (áreas já desmatadas) pretende iniciar este ano, e mil pés de cupuaçu em fase de produção. Animado com as mudanças ocorridas nos últimos dez anos, Napoleão aprendeu a explorar coco babaçu em suas múltiplas formas. Dona Francisca Augusta Rodrigues, 58, a mulher dele, fabrica sabonetes, farinhas e óleos. O casal produz o combustível para movimentar a mini-usina de extração de óleo e geração de energia elétrica. Usam a técnica de produção da folha defumada líquida (FDL). Moram numa casa construída com madeira da própria floresta – mara e marupá – usadas nas paredes e no assoalho, sem passar pela serraria. Um dos filhos se encarregou de aprender a cortar a tora com motosserra.

Convivendo com mudançasO dinheiro obtido da linha especial do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) permitiu-lhe comprar equipamentos e construir o telhado. A família tem televisão, geladeira, aparelho de som e rádio. Tem ainda um rádio-comunicador para as emergências e até um salão de festas. “Confesso que era contra as reservas. Agora sou muito a favor”, diz Napoleão. Antes, vivia da borracha e só queria babaçu para queimar e fazer fumaça na defumação. Hoje, organizado na Associação Agroextrativista dos Seringueiros da Resex Rio Ouro Preto, Napoleão lamenta que alguns companheiros ainda não tenham despertado para as mudanças. “Tem uns que gastam o dinheiro em outras coisas, não pagam e atrapalham o desempenho da comunidade”, queixa-se.


Francisca vende sabonete, óleos e shampoo em Cuiabá /M.CRUZ
Biocombustível

Rotina: mãos hábeis quebram coco babaçu /M.CRUZ

A floresta de babaçu começa a cem metros das casas das famílias e até as crianças participam da tarefa de coleta, que exige rapidez, porque o coco deve ser pego menos de 24 horas depois da queda. Exposto para secar num jirau ao ar livre, o babaçu é quebrado e separado – a casca vai para a queima, a entrecasca para fabricação de farinha, a amêndoa produzirá o óleo, tanto para o biocombustível quanto o que será usado na produção de sabonetes, shampoo e cosmético. “Do bagaço ainda se produz o sabão de lavar roupa”, explica dona Francisca. O casal consegue uma safra de 20 quilos de amêndoas para 10 litros de óleo. A mistura ao óleo diesel movimenta a pequena usina de energia elétrica. A mini-usina foi montada em parceria com o Grupo de Energia Renovável e Sustentável da Universidade Federal de Rondônia. No começo houve dificuldades. “Demoramos a aprender que primeiro se deve aquecer o motor com o diesel e só então liberar a entrada do óleo do babaçu, já aquecido para a mistura. Aos poucos, ele sozinho gira o motor”, lembra. Hoje, além de se auto-sustentar, há excedente de óleo vendido para os vizinhos. E está garantido o forró nos finais de semana e em dias especiais.


Barracão Pompeu: ponto de lazer e guarda de produtos /M.CRUZ
De ex a seringueiro

Algumas tardes dona Francisca reúne as filhas Marliete e Marcilene, e a nora Tatiana, para a produção de sabonetes, shampoo, farinha e óleo. Ela fabrica sob encomenda e já vendeu 400 unidades numa feira da agricultura familiar em Cuiabá (MT). Os preços variam de R$ 0,50 a R$ 3 o sabonete. A farinha, oferecida para usar como remédio contra dores estomacais custa R$ 5,00 e o vidrinho de óleo R$ 0,50. “É um dinheirinho a mais e a gente vai melhorando a produção”, diz. Também confecciona botas e artesanato com as folhas de borracha.O curioso dessa história é que entre 1986 e 1990, quando o governo deixou de financiar a produção do látex, Napoleão havia desistido da borracha. A profissão acabara. “Fiz 600 quilos de borracha e não tinha para quem vender. Entreguei a mercadoria para receber depois”, recorda. Logo ele que tinha cinco “estradas” de seringa com 200 seringueiras produzindo bem. Começou com a borracha aos 22 anos, depois que saiu do quartel do Exército e não tinha profissão, nem o que fazer. “Um amigo me chamou pra trabalhar no seringal, fui conversar com o “patrão” Bennesby (de Guajará-Mirim), disse a ele que tinha experiência e fui pro mato. Era 1971, faca para corte, arma, poronga, balde, cuia, rede, roupa e alimento, eram ‘aviados’ no armazém. “O aviador (quem financiava a produção), arrendava as colocações e repassava para o seringueiro pelo dobro do valor”, explica. Explica em seguida que “seringueiro não tinha nada, só a durmida”.Em 2006, Napoleão aprendeu e aprovou a técnica de produção da folha defumada líquida (FDL). A técnica, desenvolvida pelo professor Floriano Pastore Júnior, da Universidade de Brasília, usa o ácido pirolenhoso (APL), ou ácido acético, produtos químicos que podem ser facilmente encontrados.Com um kit de produção – duas calandras, duas bandejas de coagulação, uma proveta para dosagem, baldes graduados e tambores para coleta de látex – ele, sozinho, produziu no ano passado, 500 quilos vendidos a R$ 3,50/quilo. “Paga mais e ainda se trabalha na sombra. Quero morrer seringueiro”, ri. Napoleão se diz realizado: “Tenho essa terra boa, caça, filhos formados, casa na cidade. Sou feliz!”.


Especulação cresce assim: os pobres entram e depois são obrigados a sair /M.CRUZ
Um desafio contra o fim da floresta
BRASÍLIA – O estudo O Fim da Floresta? Devastação das Unidades de Conservação e Terras Indígenas no Estado de Rondônia, sob responsabilidade do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) em Rondônia, demonstra que a Resex do Rio Ouro Preto é a terceira mais desmatada para exploração ilegal de produtos florestais. Até julho de 2007 ela havia perdido 164 Km², com 8% de sua área desmatada registrando taxa média anual de 0,49%.



O estudo alerta que a consolidação de reservas extrativistas pode ser considerada um dos maiores desafios de execução participativa de Unidades de Conservação na Amazônia. “O medo de conflitos vem causando massivo êxodo das populações tradicionais para os centros urbanos. Quinze anos depois da criação das reservas no estado, de acordo com levantamento da Organização dos Seringueiros de Rondônia, menos de 50% da população originária permanece nas áreas”.



Contraditoriamente, os moradores das reservas são considerados guardiões da floresta. “Em Guajará, 92% da terra é considerada reserva florestal e essas pessoas têm papel importante na manutençao desses limites”, afirma o chefe do Incra, Leonardo de Oliveira.



Comodismo, um nó
Segundo ele, o comodismo é uma das dificuldades a ser vencida. “Tem gente que se satisfaz apenas com a comida. Não percebe a dinâmica do mundo que exige mudanças”, alerta. Uma alternativa oferecida pelo governo federal são cursos multidisciplinares para que os ribeirinhos aprendam a usar os recursos naturais de forma sustentável e a explorar a propriedade de forma diversificada – inclusive com cultivo de subsistência em 5% da área.



Em janeiro, o presidente da Organização de Seringueiros de Rondônia, Osvaldo Castro de Oliveira, denunciou que líderes do movimento vivem sob ameaça de morte no Estado, entre eles Antônio Teixeira, presidente da Associação de Moradores da Resex Rio Preto-Jacundá, e Chico Leonel, presidente da ONG Bem-te-vi, da Resex Jacy-Paraná. Outro seringueiro João Batista, presidente da Associação dos Seringueiros do Vale do Anari, foi assassinado no final de 2007.

Primeiro ciclo da borracha foi em 1920
GUAJARÁ-MIRIM, RO — No início do século 20 a região amazônica viveu o primeiro ciclo da borracha que durou 50 anos deixando como legados, no Estado de Rondônia, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) e as cidades de Guajará-Mirim e Porto Velho. Seringais entraram em decadência com a concorrência da seringueira plantada na Malária, mas a segunda Guerra Mundial aumentou a demanda e uma das frentes de batalha – para suprir as Forças Aliadas com borracha – foram os seringais amazônicos. Os soldados da borracha chegaram a Rondônia, Acre, Amazonas, vindo de vários Estados, depois de longas viagens. Finda a guerra, economia volta à estagnação. A partir da década de 70, chegam fazendeiros e agricultores vindos do Sul que derrubam florestas para extração da madeira, pecuária extensiva e produção de grãos expulsando os seringueiros. Eles migram para a periferia das cidades, onde sobrevivem. De lá para cá, os seringueiros que restaram trabalharam como puderam. Hoje, depois da criação das reservas extrativistas e da proposta oficial de garantir melhorias, muitos voltam para as antigas terras.

Leonardo Oliveira (c): "Tem gente que se contenta só com a comida" /M.CRUZ
Onde fica
▪ A Resex Rio Ouro Preto foi criada pelo Decreto 99.166, de 13/3/90. Localizada nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré (RO), ela se limita ao Norte com a Terra Indígena Lage e o Parque Estadual de Guajará-Mirim; a Leste com a Terra Indígena Uru-eu-wau-wau; a Sul e Oeste com a Reserva Biológica Estadual do Rio Ouro Preto e a Floresta Estadual Extrativista do Pakaás-Novos.

▪ A partir de Guajará-Mirim se chega à Resex pelos rios Mamoré e Ouro Preto, ou por estrada, por meio de um ramal de 40 quilômetros que leva até o Lago do Pompeu às margens do rio Ouro Preto.


▪ A área da Resex é drenada pela Bacia Hidrográfica do Rio Ouro Preto, que tem como principais tributários os igarapés Concórdia, Repartição e Amarelo. O Rio Ouro Preto tem suas nascentes na Serra do Pakaás-Novos, desembocando no rio do mesmo nome, próximo a sua foz, no Rio Mamoré.
▪ No inverno o Rio Ouro Preto é navegável por embarcações de pequeno e médio calados (15 a 30 toneladas), enquanto no período seco (verão), apenas pequenas embarcações e canoas conseguem navegar. O bioma dominante é a floresta tropical úmida. Em menor proporção ocorrem as formações de savanas e em trechos mais restritos formações pioneiras.


▪ As espécies de maior valor econômico são itaúba, maçaranduba, sorva, caucho, copaíba, seringueira e castanheira. O plano de manejo permite a coleta e a fabricação da borracha, coleta de castanha-do-Brasil e o plantio de mandioca, milho, arroz, feijão, e outras culturas.

▪ A agropecuária familiar é uma atividade que predomina no inverno. Algumas famílias possuem estradas de seringa num local e "residência de inverno" em outro, com roças. E muitas outras se dirigem às cidades, principalmente Guajará-Mirim, para se engajarem em atividades temporárias nos períodos de verão.
Fonte: Verdade Rondônia.com.br

ALERTA AO CONSUMIDOR: Com a previsão de alta da inflação neste ano, o consumidor deve ficar atento para o finaciamento das prestações da casa própria.

Com a previsão de alta da inflação neste ano, o consumidor deve ficar atento na hora de financiar um imóvel. A elevação dos juros para combater a inflação irá aumentar a TR [taxa referencial] - o índice de atualização da dívida da casa própria -, ocasionando elevação das prestações no financiamento.

Segundo Orlando Anzoategui, advogado especialista em Sistema Financeiro da Habitação, 'o mercado já assimila uma alta da inflação que deve ultrapassar os 10%'. Portanto, é importante que quem for adquirir um imóvel tenha consciência de que esse quadro atingirá diretamente no bolso, provavelmente comprometendo o orçamento familiar.

Inadimplência

Com a alta nas prestações da casa própria, o índice de atrasos nos pagamentos também deve aumentar, passando de cerca de 12% para 18% em todo Brasil. 'O que o consumidor tem que ter consciência quando for participar de 'feirões' da casa própria é que ele tem que tomar cuidado com a possibilidade de uma futura inadimplência. Com três prestações atrasadas, as instituições financeiras já podem desapossar o mutuário do imóvel financiado em cinco meses', afirma Anzoategui.

O especialista ainda afirma que outro fator que deve ser observado é a prática da alienação fiduciária - um instrumento jurídico utilizado pelos bancos que coloca o adquirente inadimplente na situação de usuário do imóvel financiado, ficando a propriedade do bem em nome da instituição financeira. 'Essa é a vantagem do credor de poder retomar rapidamente o imóvel sem a necessidade de uma execução especial cujo desapossamento do em demorava até cinco anos', destaca.

Cuidados ao financiar um imóvel

Para financiar um imóvel é recomendável que o valor das prestações da casa própria não ultrapasse 30% da renda familiar. Por se tratar de um financiamento de adesão, em que as condições servem aos interesses da instituição financeira, deve-se sempre avaliar o contrato com um profissional especializado para minimizar os riscos futuros.

O consumidor deve, também, ter em mente as possíveis dificuldades e instabilidades financeiras que podem ocorrer, decorrentes do longo do período de pagamento das prestações, que pode ir de 10 a até 30 anos.

municípios com planos de educação

Categoria: EDUCAÇÃO
Mais de 3.200 municípios brasileiros já definiram como viabilizar a parceria com o governo federal na área de educação para os próximos quatro anos. Essas cidades já enviaram ao Ministério da Educação os seus Planos de Ações Articuladas (PAR). O PAR é o abalizador para o apoio técnico e financeiro do MEC aos municípios. Em 11 estados, com destaque para as regiões Norte e Nordeste, 100% das prefeituras elaboraram os planos.

O Plano de Ações Articuladas compreende diagnóstico da realidade educacional do município e planejamento de ações que levem em conta quatro eixos: gestão educacional, formação de professores e de profissionais da rede pública, práticas pedagógicas de avaliação e infra-estrutura física e recursos pedagógicos.

Os 11 estados onde 100% dos municípios já concluíram o PAR se distribuem entre as regiões Norte (os seis estados), Nordeste (quatro) e Centro-Oeste (um). Na região Norte: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima e Tocantins; na região Nordeste, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Sergipe; e no Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul. Nas regiões Sudeste e Sul se concentram os municípios com menor porcentagem de envio dos planos. De Minas Gerais, 16,30% dos municípios enviaram o PAR; de Santa Catarina, 23,89%; de São Paulo, 33,33%; e do Paraná são 35,84%.

De acordo com Romeu Weliton Caputo, diretor de articulação e apoio aos sistemas da educação básica da Secretaria de Educação Básica (SEB), dos 5.563 municípios, 3.234 já enviaram os planos, o que é uma “resposta maravilhosa” à iniciativa do ministério, que começou com o lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), e seguiu com as 27 caravanas da educação básica realizadas de maio de 2007 a março de 2008.

Quando o PAR de cada município chega à Secretaria de Educação Básica, passa por uma análise técnica quanto ao atendimento dos requisitos dos quatro eixos. O passo seguinte é a assinatura de um termo de cooperação técnica e depois vem o convênio para o repasse dos recursos federais ao município. Os primeiros 2.100 municípios que concluíram os planos já assinaram os convênios. Nesse grupo estão os 1.242 municípios prioritários (que precisam de assistência técnica e financeira) nas ações do MEC. A próxima etapa de assinatura de termos de cooperação e de convênios será a partir de outubro, após as eleições municipais.

Compromisso — Até esta segunda-feira, 30, os 26 estados, o Distrito Federal e 5.538 municípios já tinham aderido ao Compromisso Todos pela Educação, que é o primeiro passo do PDE. Em 16 estados, todos os municípios aderiram ao compromisso. A adesão significa que o governador e o prefeito se comprometem a colocar em prática as 28 diretrizes do compromisso definidas pelo MEC. Entre as diretrizes, estão garantir que as crianças sejam alfabetizadas até os oito anos de idade e a definição de regras claras, baseadas no mérito e na representação, para a nomeação de diretores e gestores das escolas.

O mapa do PDE mostra que faltam aderir ao compromisso 24 municípios, sendo 13 de Minas Gerais: Aiuruoca, Bugre, Córrego Novo, Fama, Ingaí, Lamim, Luisburgo, Nova Belém, Palmópolis, Pedralva, Santa Rita de Ibitipoca, São Geraldo e Simão Pereira; três do Paraná: Mangueirinha, Santa Inês e São Jorge do Ivaí; dois do Piauí: Flores do Piauí e Pavussu. Em seis estados, um município não aderiu: Elisário (SP), Canápolis (BA), Pilar de Goiás (GO), Cambuci (RJ), Linha Nova (RS) e Águas Mornas (SC).

Mec
Fonte: Verdade Rondônia.com.br

Estudante pagou 3 mil pelo gabarito para tentar transferência de Cacoal

Dois estudantes foram presos após tentarem fraudar o vestibular de medicina da Universidade de Cuiabá (Unic) realizado no último fim de semana na Capital. Eles recebiam o gabarito através de mensagens enviadas para seus respectivos celulares. Trata-se de Alexandre Kazumi Leite Tagoe, de 23 anos, e Anny Karoling Macedo, de 20, que foram autuados por tentativa de estelionato. Ambos relataram que pagariam R$ 3 mil para receber o gabarito. Só precisariam entrar para a sala de provas com o celular e, através de torpedos, receberiam as respostas de cada questão. O esquema foi descoberto após Anny ir ao banheiro e passar pelo detector de metais, que acusou o porte do celular e alertou o fiscal. A prisão ocorreu no sábado à tarde. Segundo a coordenação do vestibular, às 15h50, o celular de Anny recebeu um torpedo com respostas de sete questões. Aparecia na mensagem o nome de Kazumi. Ao checar a lista de vestibulandos, localizaram o rapaz numa outra sala ainda resolvendo as questões.Os dois, então, foram levados para a Delegacia do Complexo do Verdão e autuados por tentativa de estelionato. A estudante relatou que estuda medicina na cidade de Cacoal (RO) e queria se transferir para a Unic. Entrou na internet, mas não conseguiu informações. Ela, então disse que recebeu a proposta de pagar R$ 3 mil para comprar o gabarito. As respostas seriam entregues através de torpedos em celulares para as questões de sábado à tarde e também da prova de domingo de manhã. As investigações complementares ficaram a cargo do delegado Clocy Huguiney Oliveira. Ele informou que a próxima etapa será a identificação e localização de quem estava passando as respostas. “O ponto principal do esquema está em quem passava as questões. Com certeza, essa pessoa já recebeu o pagamento. Seria difícil ficar para receber depois”, observou. Para o delegado, não há indícios de que alguém recebeu o resultado antes da abertura das provas. Ele acredita que alguém fez o vestibular e terminou antes. Anotou as questões e repassou as respostas em seguida. “Tanto que o torpedo chegou quase às 16 horas”, frisou. Horas após a prisão, os advogados dos estudantes conseguiram o relaxamento do flagrante e os dois foram colocados em liberdade. Eles, no entanto, continuam indiciados. Diário de Cuibá/ADILSON ROSA

Glaucione, Dr Silvério e padre Franco Vialetto são os candidatos a prefeito de Cacoal


Daniel Oliveira da Paixão (Agência ANAP – Cacoal) - Neste dia 30 vários partidos realizaram suas convenções municipais para definir sua caminhada nas eleições 2008. Com o encerramento do prazo final para as convenções partidárias, Cacoal passa a contar com apenas três candidaturas, sendo elas a do Dr Silvério (PSB), Padre Franco (PT) e Glaucione Neri (PSDC).

Os primeiros partidos a realizar convenções foram os que definiram apoio ao Dr Silvério dos Santos (PSB, PCdoB, PSOL e PRTB) e na seqüência vieram as coligações dos partidos de sustentação à candidatura do Padre Franco (PT, PMDB, PSC) e finalmente os partidos que definiram apoio a Glaucione Rodrigues Neri (PSDC, PV, PP, PRP, PR, PPS, PSDB, DEM, PTB e PTN).

A última candidatura a ser definida foi a da ex-vereadora Glaucione Neri (PSDC), uma vez que ela fazia parte do grupo de partidos que dão sustentação ao Governo na Assembléia Legislativa.

Por muitos dias veiculou-se a informação de que o preferido seria o ex-deputado Nilton Capixaba (PTB), pois se acreditava que ele seria o preferido do governador Ivo Cassol. A determinação de Glaucione Rodrigues, entretanto, sugeria que teríamos 04 candidaturas, a dela própria, a do Capixaba, a do Dr. Silvério e a do padre Franco Vialleto.

As conversações entre o chamado grupo de Capixaba (PP, PRP, PTN e PTB) e o grupo de Glaucione (PSDC, PSDB, PV, DEM e PPS) aconteceram de forma intensa nos últimos 07 dias, muitas vezes através de intermediários que tentavam chegar a um nome único. Como estratégia, o grupo ligado ao ex-deputado Nilton Capixaba fez circular a informação de que o PMDB abandonaria o PT e fecharia apoio ao mesmo. Após o desmentido oficial do PMDB e a confirmação da candidatura com o PT no dia 28 deste mês, articulou-se outra versão, a de que a esposa do pastor Nelson Luchtenberg teria sido indicada pelo PP como candidata a vice-prefeita de Nilton Capixaba.

O impasse sobre quem seria o candidato para fazer frente ao Dr Silvério e ao Padre Franco saiu apenas à tarde desta segunda-feira, dia 30, quando Nilton Capixaba abriu mão de sua candidatura por considerar que a existência de 04 candidatos acabaria fragmentando a chamada base do governo e impedindo qualquer chance de vitória.
Uma situação curiosa também ocorreu com o PDT, partido que durante muito tempo participou da administração da prefeita Sueli Aragão (PMDB), através do ex-vereador Luiz Claudio Azambuja, mas que teve desentendimentos com a direção do PT e procurou firmar aliança com outros partidos, entre eles o PSB, depois o PSDC e finalmente voltou a conversar com o PT e PMDB.
Mesmo os partidos que haviam feito convenções há mais de 08 dias, como foi o caso do PSB, estiveram de plantão durante toda a noite desta segunda-feira, ora para avaliar a situação com as mudanças bruscas que vinham acontecendo, ora para definir se aceitavam ou não a entrada de outros partidos para a composição nas proporcionais. Agora, com as definições, começa a fase de registro de candidaturas e a administração de como lidar com boatos e com jogadas desleais por parte de concorrentes.



Polícia Federal prende rondoniense envolvido em crimes na internet

A operação I-Commerce 2, deflagrada nesta terça-feira (1º) pela PF (Polícia Federal), resultou na prisão de seis suspeitos de envolvimento na venda de produtos piratas pela internet. O objetivo da ação é coibir a comercialização de produtos ilegais na rede, como CDs de música, DVDs com filmes, seriados e videoclipes e softwares.

Foram presas duas pessoas no Estado de São Paulo --uma na capital e outra em São José dos Campos--, três no Rio Grande do Sul e uma em Rondônia. Eles podem responder à Justiça pelo crime de violação de direito autoral, que prevê até quatro anos de prisão.
Cerca de 200 policiais participam da operação em nove Estados, mais o Distrito Federal, com o objetivo de cumprir 49 mandados de busca e apreensão. As prisões em flagrante ocorrem em razão de o crime ser de natureza permanente.

Participam da operação os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Pará, Piauí, Rondônia e Distrito Federal.
A ação é resultado de investigações policiais feitas após representações de entidades de proteção ao direito autoral feitas ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual, do Ministério da Justiça. Entre elas está a APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música).

De acordo com a APCM, 48% do mercado fonográfico é dominado pela pirataria --gerando uma queda de mais de 50% no faturamento do setor. A instituição afirma que 59% dos DVDs comercializados no país não são originais.

A primeira edição da operação I-Commerce ocorreu em outubro de 2006, quando a PF cumpriu 79 mandados de busca e apreensão em 13 Estados e no Distrito Federal. O objetivo era coibir a pirataria e venda ilegal de jogos, softwares, filmes e aplicativos via internet.

Com a homologação do nome de Nazif, sobe para 7 o número de candidatos à Prefeitura de Porto Velho

O nome do deputado federal Mauro Nazif (PSB) foi homologado nesta segunda-feira, em convenção, para disputar a Prefeitura de Porto Velho. Nazif terá como candidata a vice a professora Francisca Chagas, a Chaguinha, também do PSB.

Com a confirmação do nome do deputado federal no último dia para a realização de convenções, sobe para sete o número de candidatos a prefeito de Porto Velho. Estão na disputa o atual prefeito Roberto Sobrinho (PT), o professor Adilson Siqueira (PSOL), o ex-deputado federal Hamilton Casara (PSDB), o vereador cassado por infidelidade partidária Davi Chiquilito (PC do B), o médico e deputado estadual Alexandre Brito (PTC) e o deputado federal Lindomar Garçon (PV).


Garçon terá o pastor evangélico João Leão (PTB) como vice na chapa. Silvana Davis (PSL) será candidata a vice na chapa de Alexandre Brito. O vereador Émerson Castro (PMDB) foi escolhido como vice na chapa petista. Madalena Ferreira é a candidata a vice na chapa do professor Adilson Siqueira. O PSDB ratificou o nome de Hamilton Casara como candidato a prefeito, mas ainda não definiu o candidato a vice. Segundo a assessoria do partido, o vice deve sair do próprio PSDB e será divulgado, provavelmente, nesta terça ou quarta-feira.


A outra chapa que já está confirmada para as eleições deste ano em Porto Velho é formada por Davi Chiquilito Erse e o economista Silvio Persivo, ambos do PC do B. Nas eleições de 2004, Roberto Sobrinho e Mauro Nazif foram os mais votados no primeiro turno - a diferença foi de apenas 2.105 votos (o petista teve 56.716, contra 54.611 de Nazif). No segundo turno, Sobrinho somou 90.985 e o adversário, 76.557.

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Clarim da Amazônia